terça-feira, 22 de julho de 2014

Mulheres escrivãs, reescrevendo a história...

Tenho um especial carinho a duas mulheres que participaram ativamente de minhas pesquisas genealógicas, diretamente como escrivãs na retificação dos registros civis, em cumprimento aos Mandatos Judiciais expedidos, representantes dos Cartórios de Registro Civil dos municípios de Ubá e Leopoldina, em Minas Gerais. De Leopoldina tenho a imagem da dedicada Paula dos reis Ferreira Ávila. De Ubá, terra natal, a atenciosa Jomara Gasparoni.

Muitos foram os erros nas Certidões antigas de minha família, que envolve equívocos nos nomes e sobrenomes, questionamentos de datas e incluindo a citação de uma Certidão de Nascimento de meu avô italiano na cidade de Tebas, o que de fato não se comprovou. Nunca existiu este registro, que talvez tenha servido de argumento durante o casamento de meu avô no civil em Leopoldina. Ele faleceu em 1963, sem ter naturalizado brasileiro. Localizei a Certidão de Nascimento de meu avô Raffaele Cappai em Villasalto, Sardenha, na Itália. Este e muitos outros erros foram corrigidos durante quase um ano de dedicado trabalho, para que eu pudesse reunir estes documentos em favor do requerimento de minha cidadania italiana.

É muito simbólico em minha vida, a presença das mulheres. Por extensão tive quatro mães (minha falecida mãe Maria José Dutra Capaz, minha segunda mãe Lêda Maria Campos Capaz, minha vó mãe Antônia vargas Campos que me criou e minha querida sogra-mãe Marta Marra Kersul) e também tenho três mulheres em minha família direta (Minha esposa Rosemara Kersul e minhas filhas Gizelle e Giovanna). Segue minha lista, com minhas irmãs Edna Lúcia e a Daniella Maria. Da Sardenha, me acolhe em palavras a Angélica Cappai. Quantas mulheres, que até peco em não citar todas neste espaço. E estas mulheres possuem uma santíssima missão, que é transmitir à nossa alma mais sensibilidade e resignação espiritual. Sem estas mulheres fortes, decerto não estaria tão empenhado emocionalmente, envolvido na busca pelas raízes familiares. A história tem um tempero todo especial, com a presença de todas estas grandes mulheres.

Soma-se à lista estas escrivãs incríveis, dedicadas a seus ofícios cartoriais. Minha gratidão por fazerem parte de minha história familiar. Tiveram paciência comigo e com os documentos da família, corrigindo os erros de outrora. Fica a imagem da eficiência e atenção destes Cartórios de Registros Civis na nossa querida zona da mata mineira...

Grazie Mille a tutti.

Uma Sardenha angelical...

De todas as amizades virtuais do Facebook, uma pessoa muito especial me acompanha desde o início de minhas pesquisas genealógicas, que alimenta diariamente minha vontade de um dia viver a "ilha paraíso". É minha irmã adotiva (sorella) ANGÉLICA CAPPAI, moradora de Cagliari, ao sul da Ilha da Sardenha e bem próxima de Villasalto, a terra de meus ancestrais.

Sempre que estou sobrecarregado de trabalho e preocupações, ao passar pelas postagens da "sorella" Angélica, sinto o lado terno e acolhedor da ilha, expresso em suas mensagens singelas. É pela fé e simplicidade que me faz mergulhar no sossego das águas calmas do interior da alma, às vezes esquecido pelo verniz grosseiro dos meus dias tribulados e cansativos. Por isto, dedico esta pequena homenagem a esta distante e tão próxima amiga da Sardenha, que por magia e muito apropriadamente se chama Angélica...



La mia sorella di Sardegna.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Visão de uma época...

"Que coisa entendeis por uma nação, Senhor Ministro? 
  É a massa dos infelizes? 
  Plantamos e ceifamos o trigo, mas nunca provamos pão branco. 
  Cultivamos a videira, mas não bebemos o vinho. 
  Criamos animais, mas não comemos a carne. 
  Apesar disso, vós nos aconselhais a não abandonarmos a nossa pátria? 
  Mas é uma pátria a terra em que não se consegue viver do próprio trabalho?" 


Esta é a clássica resposta de um italiano a um Ministro de Estado da Itália; palavras que ecoam no tempo e nas cabeças dos descendentes de muitos italianos, deixando claras as razões da emigração em massa.


Ao sonhador, as estrelas...

"TENHA ORGULHO DE SEUS HUMILDES ANTEPASSADOS.
  SÃO PESSOAS HUMILDES QUE PROCURO,
  O SAL DA TERRA, POR ASSIM DIZER,
  AQUELES QUE DOMARAM O SOLO BRUTO,
  E FIZERAM NELE AS SEMENTES FLORESCER.

  SÃO ESTES QUE EU GOSTO DE ENCONTRAR,
  QUANDO MERGULHO NA ESTRADA DA GENEALOGIA,
  E É APENAS POR ORGULHO QUE ME DEIXO LEVAR.
  REFAZENDO SEUS PASSOS PARA ASSIM,
  OS IMORTALIZAR...

  AQUELES QUE BUSCAM O PASSADO COM SONHOS DE GLÓRIA,
  DE ENCONTRAR HERÓIS EDUCADOS EM CADA HISTÓRIA.
  NÃO DEVEM JAMAIS SE DESAPONTAR.
  AINDA QUE DESCUBRAM QUE OS HUMILDES BISAVÓS OU TATARAVÓS,
  TINHAM SOMENTE AS ESTRELAS PARA CONTEMPLAR."


Estes são versos de G. Maccoy, na obra "The Sunny side of genealogy", algo como "O lado ensolarado da genealogia". São versos poéticos que expressam exatamente o que sinto em minhas buscas. Valorizo a história de minha família, como matéria-prima do bem sucedido, das sementes que germinaram em solo distante de sua terra natal e, principalmente, o "insight", a intuição do casal Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa que, acompanhado de seis pequenas crianças, vieram buscar seus sonhos na América. Este casal que decidiu o futuro de seus pequenos filhos, dentre eles o meu avô Raffaele Cappai, possibilitou a existência de minha família. Deixaram para trás uma vasta história familiar, de suas vidas difíceis nos campos de Gerrei e suas raízes villasaltensis nos longínquos tempos medievais do Regno d'Arborea, na ilha da Sardenha.

A toda história que hoje pesquiso e debruço maravilhado a cada descoberta, sob os olhos do jornalista e historiador, percebo este o meu maior presente e missão, incrustado e disperso no tempo, à mercê da filtragem e da degustação. Como a oliva, planta nativa na ilha da Sardenha, que do solo pedregoso retira o elixir da longa vida e o presenteia aos homens, o azeite medicinal. Assim são os elementos históricos que hoje nutrem minha vontade de viver e descobrir. Quem sabe um dia caminharei pelo solo "sagrado" desta pequena ilha no mediterrâneo, a Sardenha, refazendo a energia,os laços ancestrais e agradecendo seus maiores frutos plantados em solo brasileiro.

Como devoto de São Miguel Arcanjo, entendo que tiveram a proteção divina de atravessar os mares e enfrentar condições adversas em terras além mar. Agradeço a persistência de meus bisavós e de meu avô, assim como todos os irmãos de meu avô, que deixaram sementes e braços fortes, deste "popolo sardo", nesta terra brasileira... Amém.


Salvatore em Castelo, no Espírito Santo...

Hoje localizei o registro de entrada do irmão de meu avô Cappai Raffaele na Hospedaria dos Imigrantes, na cidade de Castelo, sul do Estado do Espírito Santo. O Registro de número 7173, aponta a entrada dele sozinho em 1938, com 50 anos. Registra também que sua chegada da Sardenha se deu anterior a 1938. Que seus pais são "Giuseppe Capaz" e "Anna Jessa".

Seu nome no Brasil é Salvador Capaz, mas a grafia correta é Salvatore Cappai, conforme Registro no Arquivo Público Mineiro (BH), da entrada de toda a família de sardos em 1897. Confirma-se também que o nome correto de seus pais, meus bisavós, é Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa.

Sua condição de entrada na Hospedaria dos Imigrantes em Castelo (ES), sozinho, com a idade de 50 anos atraiu minha atenção. Salvatore Cappai casou em 1913 em Leopoldina com Hercilia Pedrini, conforme registro na Igreja do Rosário neste município. Ele nasceu em 1889, portanto a idade é compatível com o Registro 7173. Estaria só, após as perdas de sua esposa Hercília e de seu pai Giuseppe? Teria viajado para o sul do Estado do Espírito Santo, após registros da passagem de meu bisavô por Nova Venecia? A cidade de Castelo será mais uma pista para a localização do túmulo de Giuseppe? Novas perguntas surgem nas pesquisas...

No Facebook também localizei o Salvador Capaz Neto, filho de Geraldo Capaz, residente em Nova Venecia (ES) e primo de Salvador Capaz, filho de José Capaz, este de Cachoeira do Itapemerim (ES). Muito certamente, o sobrenome também tenha sido alterado na história da imigração, assim como ocorreu com minha família. Por sinal, um dos filhos migrantes de meu bisavô se chamava Salvatore. Boas chances de serem descendentes de Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa, os primeiros imigrantes sardos que chegaram em 1897 e migraram para o Espírito Santo no início da década de 20.

Quando analiso as características paisagísticas de Espírito Santo, que conjuga serra, rios que desembocam no mar e a costa, constato que meus ancestrais (que não se naturalizaram) buscavam estar em condições similares à ilha da Sardenha. Com a morte dos genitores e possivelmente da esposa Hercília, ficou a sós em suas batalhas. A procura da Hospedaria em 1938, com 50 anos, demonstra que buscava ajuda para adaptação em uma nova região. É esta história que analiso de Salvatore em Castelo. Como estará seus descendentes? Haverá registros deste nobre sardo em terras capixabas? Segue o mistério...


domingo, 6 de julho de 2014

Raízes na Sardegna: meu bisavô Giuseppe e avô Raffaele...

Certidões atualizadas do Casamento de meu bisnonno (bisavô) Cappai Giuseppe e do Nascimento de meu nonno (avô) Cappai Raffaele, naturais de Villasalto, Sardegna, Itália.

Publico as Certidões no Blog, na esperança de um dia encontrar os parentes na Sardenha, em especial na região de Gerrei, Villasalto. Gostaria de ter fotos de meus ancestrais sardos, conhecer a história e interagir com minhas raízes históricas. Agradeço qualquer ajuda em minhas pesquisas.

Que São Miguel Arcanjo, nosso querido Patrono de Villasalto, abençoe a todos.

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Certificati aggiornati del matrimonio bisnonno mio Cappai Giuseppe e la nascita di mio nonno Cappai Raffaele, naturale Villasalto, Sardegna, Italia.

Certificati nel blog pubblico, nella speranza di un giorno di trovare parenti in Sardegna, in particolare nella regione del Gerrei, Villasalto. Vorrei prendere le foto dei miei antenati sardi (vecchie foto di famiglia), conoscendo la storia e interagire con le mie radici storiche. Apprezzo qualsiasi aiuto nella mia ricerca.

Che San Michele Arcangelo, Patrono della nostra cara Villasalto, vi benedica tutti.



Certidão de Casamento de meu bisnonno Cappai Giuseppe, filho de Cappai Antônio e Agus Marianna. Minha bisnonna é Gessa Maria Annica, filha de Gessa Raimondo e Congiu Bárbara. 


Certidão de meu nonno Cappai Raffaele, natural de Villasalto, Sardegna, Itália.


EMAIL:  italianocapaz@gmail.com 



Deus Silvano e o Brasão Cappai...

OUTRA CURIOSIDADE NA PESQUISA DA ORIGEM DA FAMILIA CAPPAI:

A cidade de Silano (NU): cidade na província de Nuoro, na ilha da Sardenha, é muito antiga (anterior ao ano de 1200) e leva o nome do Deus Silvano (o deus romano da floresta). Deus Silvano, um deus romano que desdobra de Fauno ou Deus Pã, dos gregos. Silano é também o berço da família Cappai na Sardenha, um dos dez sobrenomes mais comuns nesta localidade.

E regressamos assim à análise da "alma" do Brasão da família que é a árvore, símbolo do Regno de Arborea, ao qual a Dinastia Cappai tem importante papel na história da ilha, de cujo ventre de Vera Cappai de Villasalto descende os reis e rainha da Sardenha. Esta árvore incrustada na "alma" do Brasão da família, analisando como profissional ligado à agronomia, muito me encanta suas origens. Qual seu significado real? Estaria ligado às crueldades feudais? Ou quem sabe ao "albero eradicato" e a ocupação de terras selváticas? Quem sabe uma homenagem ao Deus romano das Florestas?

Este Deus Silvano que, a exemplo do Deus Pã, se associa às matas e também ao instrumento de sopro (flauta de Pã), aquela que enfeitiça. E por muita simpatia, associamos também à milenar e tradicional Launeddas, tão presente na cultura dos sardos; cuja matéria prima se extrai nas matas. E nesta interação de elementos mitológicos romanos e gregos, de culturas muito distintas e que se expressam em diferentes épocas históricas da ilha, o Deus Pã dos gregos (e por extensão de analogias ao Deus Silvano), os chifres possuem grande significado ao popolo sardo, por sua tradicional e milenar criação de cabras que convivem ou exigem o controle das áreas de florestas. Também é na floresta que esconde os animais selvagens, os lobos (volpes), inimigo de suas cabras. Desta forma, a árvore no Brasão da família, além de simbolizar o Reino de Arborea, traz em si muitos significados...





Deus Romano Silvano - O Deus da Floresta.




O Fauno e o Deus Pã dos gregos, associado ao Deus Romano Silvano.
Fonte: Imagens da Internet.


sábado, 5 de julho de 2014

Família de meu avô Raffaele Cappai


Família de meu avô Raffaele Cappai, nascido em Villasalto, Sardenha, Itália.
Imigração em 1897 para Leopoldina, Minas Gerais. Chegada Porto Santos, Navio Equitá.
Meu pai João Capaz de Oliveira está sentado na cadeira pequena.

Uma árvore...Um símbolo... Uma dinastia.

Uma informação histórica muito interessante diz respeito às "Contas Villasalto Muravera", da qual a família Cappai era um feudo importante dentro do Reino de Arborea, no sul da Ilha da Sardenha. Neste período histórico medieval, o símbolo do "Regno di Arborea" era uma árvore e está presente nos Brasões (Stemmas) das cidades, como ocorre em Oristano; cidade que no período medieval, pelo ano de 1280, é a cidade de Mariano IV Cappai de Arborea e da lendária Eleonora Cappai de Arborea, autora da Lei "Carta de Logu". Esta árvore está na alma do Brasão da família de meu avô Raffaele Cappai. Estamos falando de um Reino sardo e suas leis que perdurou por mais de 500 anos, antes do Resorgimento (Unificação da Itália).

Próximo dali, a cidade de Villasalto deveria ser uma vila feudal com menos de 600 habitantes. Hoje é uma cidade de 1351 habitantes. Desta, no ano de 1240, sairia do ventre de Vera Cappai, a casta de reis e rainha da Sardenha, da Dinastia Cappai de Baux, a partir de seus filhos Andreotto e Mariano. Da união deste feudo Cappai com o Regno de Arborea viria seus títulos de nobreza e feitos históricos; eventos aos quais dedico hoje meus estudos de historiador. Pouco se resgata da história da personagem Vera Cappai, de Villasalto; talvez pela temporalidade (reportamos ao distante ano de 1200, cujos registros são poucos nesta história medieval, que ora termina na fogueira da inquisição ou na mão de rivais e inimigos) ou talvez pelo fato que os homens da época tinham mais de uma mulher e as questões de família eram puro interesse de somar forças e conquistas, sob os olhos reprovadores da igreja. E a Dinastia Cappai não foge a estas regras...

Outra informação curiosa da "Alma do Brasão" de minha família: A árvore que representa a união da Dinastia Cappai ao "Regno de Arborea" é uma alusão ao "albero eradicato", muito provavelmente faz menção à ocupação de uma região inóspita, ao desbravamento e corte de árvores; ligado aos códigos agropecuários de Mariano IV Cappai. Mas também, revestido das lutas sangrentas típicas do período medieval, tão bem retratados pelo cinema, que faz menção aos catalães a ameaçarem os sardos a "cortar as mãos e os pés, pois estes permaneciam relutantes no confisco de seus bens." E este embate também está estampado na bandeira da Sardenha, com os quatro mouros, representando a vitória dos sardos contra os sarracenos (muçulmanos); que ameaçavam invadir no passado a ilha. Aliás, invadir e dominar a “ilha paraíso” é uma intenção que está enraizada na história da Sardenha, milênios antes de Cristo...


Se por um lado, constatamos este período medieval com informações estarrecedoras e cruéis, também vemos um embrião da “democracia” nesta Sardenha antiga. É o único lugar na história do feudalismo que o povo poderia oficialmente eliminar o rei. O rei ou o juiz tinha como base uma aliança com o povo, o chamado Consenso Bano. Se o soberano falhasse, poderia legitimamente ser destronado e morto pelas próprias pessoas, sem prejuízo da transmissão hereditária deste título dentro da dinastia régia. Isto aconteceu com dois reis na Dinastia Cappai. Imagine isto no futebol hoje, haveria poucos juízes corajosos a arriscar suas cabeças...


Stemma da cidade de Oristano, cidade de  Eleonora Cappai de Arborea, com a árvore símbolo do Reino de Arborea; presente na "alma" do Brasão de minha família.


Seres alados protegem o Reino de Arborea, simbolizado pela árvore ao centro. Uma coluna de sustentação na cidade de Oristano, Sardenha, Itália.


Vitro na Igreja de San Martino, em Oristano, apontando a realeza de Arborea, à direita.


Estátua em Oristano, demonstrando a força dos guerreiros de Arborea através do leão segurando o escudo e o simbolo do Reino de Arborea.


Simbolo de Arborea na fachada de uma residência antiga em Oristano, Sardenha, Itália. 


Brasão da Família Cappai, contendo na sua "alma", seu interior, a árvore símbolo do Reino de Arborea, cuja família teve origem na pequena vila medieval de Villasalto, região de Gerrei, Sardenha, Itália.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Na busca dos irmãos de Raffaele...

Hoje, 01/07/2014, tive uma informação interessante em minhas pesquisas genealógicas da Família de meu avô sardo. A maior parte da família de meu bisavô CAPPAI GIUSEPPE, no Brasil com o nome de José Capaz, migrou com quatro filhos para a região norte do Espírito Santo, cidade de Nova Venecia. Esta migração ocorreu após meu bisavô ficar viúvo em 1917. Sua esposa GESSA Maria Annica foi enterrada no Distrito de Providência, em Minas Gerais. Os filhos de Giuseppe que migraram para o Espírito Santo são: Antonio, Salvatore, Filomena e Danielle. Ficaram dois filhos em Leopoldina - Minas Gerais, a Maria e o Raffaele, que é meu avô. No Italiano meu avô se chamava Raffaele Cappai e, no Brasil, Rafael Capaz.

A Informação interessante veio nos contatos do Facebook, quando localizei a Rosinéia Capaz, da região de Linhares (ES). Inicialmente disse que era neta de Antero Capaz e Rosa Ferreira Alba, hoje residentes no sul da Bahia, região próxima de Nova Venecia, onde segundo fontes de historiadores de Leopoldina, MG, apontam a migração de alguns sardos no inicio da década de 20. Hoje, a Rosinéia Capaz confirmou que seus bisavós eram Daniel Capaz e Maria Capaz. Há boa chance do Daniel Capaz ser irmão de meu avô, cujo nome italiano era Danielle Cappai e o sr. Antero Capaz, ser primo de meu pai. Estas informações apontam que estou no caminho de descobrir a saga desta família de sardos no Brasil.

No Facebook também localizei o Salvador Capaz Neto, filho de Geraldo Capaz, residente em Nova Venecia (ES) e primo de Salvador Capaz, filho de José Capaz, este de Cachoeira do Itapemerim (ES). Muito certamente, o sobrenome também tenha sido alterado na história da imigração, assim como ocorreu com minha família. Por sinal, um dos filhos migrantes de meu bisavô se chamava Salvatore. Boas chances de serem descendentes de Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa, os primeiros imigrantes sardos que chegaram em 1897 e migraram para o Espírito Santo no início da década de 20.

Este é o novo braço da pesquisa que dedico hoje: descobrir a localização da família de Giuseppe Cappai (José Capaz) no Espírito Santo. E mais, saber onde está enterrado meu bisavô e prestar minhas homenagens ao grande aventureiro, que deu início a toda a história desta família no Brasil...

Rosinéia Capaz, de Linhares (ES).