segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Poesia sarda além mar...

CIDADANIA PARA A VIDA.
“A Kentanos”

Cidadania é o complemento da história pessoal e familiar.
É a cereja do bolo.
É o laço refeito pela família, muitas vezes na alma e no pensamento de apenas um.
É a voz interna na alma dos vivos, tocada profundamente pelos que partiram.
É a essência do grupo familiar, além do tempo e das fronteiras.
Cidadania não é somente um passaporte, é consequência histórica.
É a resposta do carinho pela terra que sequer conhecemos.
A Cidadania se fortalece na identificação cotidiana e na pesquisa que não cansa.
Uma idiossincrasia perfeita, descoberta e identificada na árvore familiar.
É fruto da emoção mais profunda do ser humano, a razão de viver.

Um casal com seis filhos, saíram de uma ilha e ganharam o mar.
Da Sardenha para o Brasil, foram mais de 45 dias de viagem.
Começaram com um Passaporte e um sonho.
Não naturalizaram brasileiros, mas sonharam os dias de retornar à ilha.
Um documento nas mãos em terras estranhas, acolhidos em tempos severos.

E hoje, estes documentos perdidos dos ancestrais é emblemático.
Abriram caminhos, na burocracia fria e carcomida pelo tempo, se perdeu.
Esta cidadania, como descendente que busca as origens, é o “dizer do tempo”.
Devo morrer em terras distantes ou na ilha?
Na verdade, sem documentos e distinção em qualquer lugar.
Onde estão os documentos de meus bisavós, avós e parentes?  Como eram seus semblantes?  Qual eram seus ofícios e sonhos? Contam-me suas histórias...
NÃO TEM PASSAPORTE OS SONHADORES, vagantes no tempo!
Talvez esta seja a sina. Morrerei como sardo, desapegado deste mundo, com vista em outros mundos.
E, bem certo, passando a fronteira.

Um dia, com ou sem passaportes, iremos nos reencontrar...

UM SARDO PARA O MUNDO.

O Brasil está sentindo o peso silencioso da filosofia de um filho da Sardenha, GRAMSCI tão vivo e tão próximo de nossos dias. Assistam à aula de um professor acerca da "revolução cultural" que está acontecendo no Brasil. O projeto consolida-se a cada mandato dos petistas, dita "esquerda", usando-se de "iscas" sociais. Fica claro a engenharia do poder está sendo construída historicamente, está no cotidiano e nos jornais. Para a Educação esquecida e o baixo índice de leitura e criticidade, a transformação social já está acontecendo. Isto significa um retrocesso para o país, jamais sonhado pelos brasileiros, mas que está acontecendo sem armas e, de forma silenciosa, pela cultura. Basta dizer que, por mais que a mídia aponta a corrupção do governo e seus crimes financeiros, tudo parece normal. Então, o sardo GRAMSCI está vivo nas terras tupiniquins... 

https://www.youtube.com/watch?v=nQbOVqq93l4



GRAMSCI - Da Sardenha para o Mundo. Uma releitura é necessária.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"Via Cappai" em Villasalto, Sardenha.


Rua com o sobrenome da família em Villasalto, Ilha da Sardegna, Itália.
Certamente é uma homenagem a uma figura histórica, Don Bonifácio Cappai, que obteve o título de "Cavaleiro hereditário e Nobre Sardo" em 2 de Novembro de 1677. 


Estas fotos foram disponibilizadas na internet por Tiziano Cappai, Chef num Restaurante na Liberdade na capital de São Paulo, que recentemente esteve com sua família em visita à ilha da Sardenha. Agradecemos sua colaboração ao nosso Blog.



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Encontro da Família Marra - Lambari 2014

Este é o Encontro da Família Marra, em Lambari, Minas Gerais, Brasil.
O sobrenome Marra é italiano também. É o sobrenome de minha sogra, mãe de Rosemara. Este é um Encontro Anual, em que se renova e fortifica os laços familiares. E para não esquecer a idiossincrasia italiana, foram muitas as poesias, as músicas, as histórias e as emoções; bem ao estilo de "una famiglia ítalo-brasiliana".

O Brasil é uma Itália além mar. O Brasil é a maior nação italiana, fora da Itália. É considerada a maior imigração registrada na história da humanidade, depois da diáspora dos hebreus no antigo Egito. O período de maior imigração da Itália para o Brasil se deu entre 1880 e 1930. Estima-se a vinda de 28 milhões de italianos neste período (aproximadamente a metade da população da Itália).

Comparado a esta grande massa de imigrantes italianos, a imigração da Sardenha é rara, chegando a 26 mil nas Américas, com destaque para a Argentina. No Brasil, a imigração sarda foi de apenas quatro mil sardos, dentre os quais está a família de meu bisavô Giuseppe e meu avô Raffaele.

E para não fugir à regra, sou mais um descendente de "italiano" que casou com uma descendente de italianos. Isto é comum no país, principalmente em Minas Gerais, Espírito Santo e parte do sul do país, onde se concentrou os imigrantes italianos.

Bravo! família Marra, por manter a tradição italiana de reunir sua prole. As nossas raízes ancestrais não podem ser esquecidas no tempo ou guardadas em gavetas. Viver é conviver, comungar as experiências familiares. Belíssimo evento.

ENCONTRO DA FAMÍLIA MARRA, Lambari, MG, Brasil 2014

FOTO DA FAMÍLIA - Unindo gerações Cappai e Kersul Marra.

ULTIMO ENCONTRO EM POUSO ALTO, MG, Brasil 2013.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A evolução de um SARDO-Mineiro


Este é meu pai João Capaz de Oliveira, filho de Raffaele Cappai e neto de Giuseppe CAPPAI.
Representa a primeira geração de sardos no Brasil, que aqui chegaram em 1897.
Reuni uma sequência de fotos de meu pai; desde quando serviu o exército, até sua atual idade. Um leopoldinense flamenguista de grande coração.

Meu pai, com 80 anos, não dispensa e nunca dispensou uma carne de porco, leitoa e seus derivados, principalmente o torresmo. Não precisa falar mais nada, porque o sardo interiorano que se preze traz na sua genética, o gosto incondicional pela "carne di maiale". Não tenho dúvida alguma que, se meu pai estivesse na Sardenha, seria um bom caçador de javalis.
Mas como é um sardo-mineiro, ou melhor, um legítimo descendente de sardos em Minas Gerais, sabe muito bem o caminho até o açougue e as melhores partes de uma suculenta leitoa com polenta...

Vida longa aos sardos...


Leopoldina - Berço dos Italianos.


Foto de Leopoldina, zona da mata mineira, vista do alto da serra do distrito de São Lourenço.Terra que acolheu meus ancestrais, há pouco mais de 100 anos atrás.
Terra onde passamos a infância e adolescência; onde hoje vive nossos pais.
No seio do "mar de Minas", as montanhas, está Leopoldina...


Fotos antigas da Família - ARQUIVO



Foto de minha avó Izabel (Centro), esposa de Raffaele Cappai e minhas tias: Maria Aparecida, à esquerda e Tia Ana, à direita. Mãe e irmãs de meu pai João Capaz.


Viagem de meu pai e meu irmão João Batista, em visita a meu tio Antônio, RJ. 
Final da década de 70.


Como não poderia faltar, uma passagem no Maracanã num jogo do Flamengo, meu irmão João Batista com nosso primo Carlos (à esquerda), filho da Tia Aparecida. 


Da esquerda para a direita, o Tio Antônio, meu irmão João Batista e meu pai João Capaz. Esta foi uma das raras vezes que meu pai, um mineiro interiorano convicto, visitou a cidade do Rio de Janeiro.

sábado, 23 de agosto de 2014

PASSO A PASSO PARA REQUERIMENTO DA CIDADANIA


Pesquisar a árvore genealógica da família italiana requer paciência e determinação.
Nem sempre encontramos fácil e próximo as fontes de consulta, quer sejam documentos ou depoimentos, com origem no governo ou dentro da própria família.
                    Alguém no grupo familiar, num dado momento da história, 
                                             irá interessar pelo assunto.
Bom seria se todos os familiares se envolvessem na procura de informações e documentos, mas dificilmente ocorre desta maneira, em sintonia. Com o tempo, constatará que é uma excelente terapia ocupacional, a reverência aos ancestrais faz bem à mente e quebra a rotina. Verá que somos um reflexo de nossos ancestrais.
Para os descendentes que iniciam uma pesquisa genealógica e quer requerer a cidadania italiana e não sabe por onde começar, vai então algumas dicas:

Pesquise na família o NOME DOS ANCESTRAIS que vieram da Itália. Procure saber qual o porto e o ano que chegaram. Anote as histórias relacionadas a seus ancestrais, porque muitas são perdidas por quebra da tradição oral. Preserve a história para os mais jovens.

Pesquise no ARQUIVO PÚBLICO do seu Estado o registro da entrada dos Imigrantes no Brasil, quando deram entrada na Hospedaria dos Imigrantes. Neste documento será possível saber o nome do navio, quando chegaram, o familiares e a idade dos que vieram e qual o destino deles ao chegar aqui. Em Minas Gerais, consulte o site do APM: www.siaapm.cultura.mg.gov.br

Monte a ARVORE GENEALOGICA da família. Há vários modelos na internet, em Excell, Power Point e mesmo em sites especializados. É prazeroso tanto quanto montar um quebra cabeças, envolvendo a emoção e os familiares.

Busque a CERTIDÃO DE NASCIMENTO de seu ancestral na Itália. Poderá fazer seu rastreamento com uma Consultoria especializada que tenha representação no Brasil e no Exterior. Irá gastar cerca de R$ 1.000,00 (Mil Reais) para obter a Certidão. Poderá requerer diretamente, enviando um ofício na língua italiana. Há modelos na internet. Pode economizar com isto. Eu consegui a Certidão de meu “nonno” através da Consultoria Polentona, veja seu site: www.polentona.com

Consiga on line a CERTIDÃO NEGATIVA DE NATURALIZAÇÃO - CNN de seu ancestral. Esta Certidão irá atestar que seu ancestral não se naturalizou brasileiro, que faleceu ou reside no país como italiano. Desta forma, comprova-se a ascendência italiana. Esta Certidão pode ser obtida gratuitamente no site do Ministério da Justiça, Departamento de Estrangeiros. No próprio site é possível validar a CNN.

Verifique se o SOBRENOME DA FAMÍLIA está correto, conforme é assinado pela família, comparando o registro da entrada dos imigrantes com os documentos da família. Se estiver correto o sobrenome, prossegue-se na busca de documentos.

Se o sobrenome, nome, datas, locais estiverem muito diferentes nas Certidões, será necessário entrar com uma AÇÃO DE RETIFICAÇÃO DE REGISTRO CIVIL. Esta retificação pode ser administrativa ou judicial, esta no Fórum de sua cidade. Esta ação pode demorar de 3 a 8 meses para ser concluída. O correto é consultar um advogado de confiança da família.

Agora é hora de JUNTAR OS DOCUMENTOS DA FAMÍLIA. Para cada familiar, do ancestral ao interessado na cidadania italiana é necessário juntar as Certidões pertinentes:  Nascimento/Casamento/Óbito. Elas devem ser atuais, inteiro teor, conter averbações e alterações. Verifique se as datas são compatíveis, utilize uma Calculadora de Datas que estão disponíveis na internet.

Autentique as Certidões no Ereminas, antes de traduzir as Certidões do Português para o Italiano. Porque o tradutor irá traduzir também esta AUTENTICAÇÃO DOS DOCUMENTOS. Faça isto, próximo à data do chamado pelo Consulado Italiano no seu estado ou sua ida na Itália.

A tradução dos documentos para o italiano deverão ser feitas por um Tradutor Público juramentado e credenciado, dependendo da repartição consular.

Analise o que é viável fazer no requerimento da Cidadania: Poderá fazer VIA CONSULADO Italiano no Brasil ou IR À ITÁLIA para requerer diretamente, onde o processo é muito mais rápido. Recomendo que faça através de uma Consultoria Especializada, idônea, é mais garantido e seguro. Há detalhes neste trabalho burocrático, que só os especialistas conhecem. Se for aventurar, corre o risco de perder dinheiro e tempo na empreitada, afinal uma viagem à Europa tem um custo elevado. Tenho sido orientado e bem atendido pela Consultoria Polentona, veja seu site: www.polentona.com

IMPORTANTE: 
Na maioria dos casos, os descendentes acessam a cidadania pelo princípio e transmissão “jus sanguinis”. Isto quer dizer, que você passa a ser um italiano, nascido fora da Itália, por ser descendente direto de um imigrante que não se naturalizou no Brasil, que viveu e constituiu família fora de seu país.

NUNCA ESQUEÇA A CULTURA DE SEUS ANCESTRAIS. Estude com afinco o país de seu “nonno” ou “bisnonno”: o que cultivavam na sua terra, de que alimentavam, suas vestimentas, seus hábitos, a vida que levavam em sua terra de origem, a geografia de seu ambiente, a cidade e, se possível, aprofunde na árvore genealógica da família além-mar. Se você não fala a língua de seus ancestrais, procure aprender. O Facebook é uma excelente ferramenta para se relacionar e localizar parentes distantes. VIVA SUA CIDADANIA. Passe suas descobertas para a família.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Registros fotográficos de um passeio a Leopoldina.

Agosto 2014

Foto do meu pai, João Capaz de Oliveira, 80 anos, no Cartório do Distrito de Providência, Minas Gerais, onde encontramos registros do tio avô Salvatore Cappai. 

Agosto 2014

Frente à casa antiga de meu avô Raffaele Cappai, em São Lourenço, município de Leopoldina, Minas Gerais. Propriedade da família na década de 30.


Foto do meu pai João Capaz, filho do sardo Raffaele Cappai, em frente à belissima igreja do povoado de Providência, município de Leopoldina.


Visita ao cemitério de Providência, na tentativa de localizar o túmulo da bisavó Maria Annica Gessa, esposa de Giuseppe Cappai, falecida por volta de 1912. Os túmulos mais antigos estão danificados e sem identificação, o que será necessário localizar via cartório para retorno em breve. 

Localizar onde está o casal de sardos que deu origem a toda nossa família no Brasil é o principal objetivo de nossos estudos genealógicos.  Há 117 anos, iniciou-se uma história familiar além-mar, além da ilha da Sardenha e seus frutos se dispersaram pela zona da Mata Mineira e a Serra Capixaba. É preciso bateiar esta história que se perde, contá-la às novas gerações e reverenciar este casal de corajosos sardos, meus bisavós.

Por uma curiosidade a todos sardos e seus descendentes no Brasil, a imigração dos sardos representa menos de 5% da grande imigração italiana. De 26 mil que migraram para as Américas, apenas 4 mil ficaram no Brasil. A imigração dos sardos é rara. Nos museus do Brasil há apenas um passaporte de sardo em exposição, que é da família Scarpa. Muitos destes documentos, por descuido e desinteresse das famílias, acabaram no esquecimento, perdidos ou no lixo. Esta é uma de minhas missões, localizar o passaporte de meus ancestrais e enviá-los ao museu, se isto ainda for possível. Como historiador, não concebo a ideia de deixar um documento histórico por capricho no fundo de uma gaveta num ambiente privado; é história, é público e deve ser tratado como tal.


terça-feira, 19 de agosto de 2014

A descoberta de Salvatore Cappai...

Hoje, 18 de agosto de 2014, numa bela manhã de sol, fui a Providência, distrito de Leopoldina, na zona da mata mineira. Estava acompanhado de meu pai, João Capaz. Fomos até o Cartório de Providência e fomos atendidos pela prestimossa "Cotinha", a sra. Maria das Graças Gouveia, que consultou vários arquivos, livros antigos de 1890 até 1911. Foi uma casualidade encontrá-la, porque estávamos indo ao cemitério, quando pedimos informações a uma pessoa na janela de sua casa, próximo à igreja. Como uma benção, parecia que a "Cotinha" estava a nos esperar, tal a cooperação que nos valeu.

A atenção da funcionária do Cartório foi tão grande que chegamos a encontrar um registro incrível, os parentes que o tempo nos ocultou, que moram no Estado de Espírito Santo, fizeram uma retificação na Certidão de Casamento do Salvatore Cappai em 2005. Salvatore é irmão do meu avô, que veio para o Brasil junto com meus bisavós. Em 1917, quando meu avô casou em Leopoldina, meu bisavô Giuseppe já morava no Espírito Santo, numa cidade que ainda desconheço o nome, juntamente com três filhos, entre eles o "Salvador Capaz", com a retificação, Salvatore Cappai.

Também descobrimos nos velhos documentos que meu tio Antônio, filho de Raffaele Cappai, meu avô, registrou sua filha Rita em Providência. Após tirar fotos dos documentos, pedi para gerar as Certidões, que irão auxiliar muito na árvore genealógica da família. A Rita Luzia é filha de Antonio e Maria Aparecida, pais de Jefferson e Gustavo. É irmã de Maria Capaz, que está em Vitória (ES) e do Jorge Capaz, em Leopoldina (MG). Esta ultima informação só foi possivel através da Internet, no Facebook, uma ferramenta e tanto para quem busca parentes distantes.

Depois do Cartório, fui ansioso no Cemitério de Providência buscar a localização do túmulo de minha bisavó, Maria Annica Gessa. O pequeno cemitério fica no final da única rua do Distrito de Providência (MG), tendo como três divisas mato e defronte uma rua e o antigo trilho da rede ferroviária. Olhamos cada túmulo do pequeno cemitério, de forma que em pouco mais de 40 minutos, já havia olhado todos. Boa parte dos túmulos mais antigos do cemitério estão sem identificação e carcomidos pelo tempo. Assim, teremos que estudar no Cartório de Leopoldina, ao qual está subordinado o distrito, a Certidão de Óbito de minha bisavó. A referência de sua morte está na Certidão de Casamento de meu avô, Raffaele Cappai, que aponta o ano provável de 1912 e o cemitério de Providência. Encontrar o local onde estão enterrados meus bisavós é muito importante, porque afinal a vida de toda minha família se deve a este casal que atravessou o mar em 1897. Sem eles, nada existiria para nós...

Nos levantamentos que fiz no Estado de Espírito Santo, rastreando a família com sobrenome Capaz, que no italiano lê-se Cappai, passei por cidades como Nova Venécia, Castelo, Muqui, Alegre, Cachoeiro do Itapemerim, Vitória, Linhares, Vila Pavão e Vila Valério. Conversei an passant apenas com o Salvador Capaz Neto, que no momento aguardo informações. É primo do Salvador Capaz, residente em Vitória. Decerto serão parentes diretos, por parte do irmão de meu avô Raffaele Cappai. Aguardamos ansiosamente para descobrir mais informações nestas localidades. Tenho uma intuição que meu avô Giuseppe Cappai, conhecido no Brasil como José Capaz, esteja enterrado em Nova Venécia ou Castelo. Pretendo fazer uma expedição no Estado (ES) em breve, para conhecer a serra Capixaba. O tempo irá esclarecer minhas dúvidas.

Na saída por São Lourenço, distrito próximo a Providência, tive a oportunidade de bater uma foto do meu pai em frente ao casarão que pertencia a meu avô Raffaele Cappai, em 1934. Meu pai nasceu neste casarão. Encontrar a construção quase intacta, trouxe esperanças de que irei encontrar mais informações da família, que estou no caminho certo...


Retificação no registro da Certidão de Casamento de Salvatore Cappai, irmão de meu avô Raffaele Cappai, no distrito de Providência, município de Leopoldina, MG.


Não raro, os livros antigos nos cartórios, prefeituras e cemitérios estão carcomidos pelo tempo, devorados por traças e cupins. Há informações que o Governo de Minas Gerais tem projetos para digitalizar todos os documentos históricos nos cartórios mineiros. Rezamos para que isto ocorra antes da voracidade do tempo, a bem das famílias que buscam zelar por suas histórias...



Meu pai, João Capaz, frente à antiga casa de meu avô sardo Raffaele Cappai. Neste casarão, meu pai nasceu em 1934, em São Lourenço, município de Leopoldina, MG. Esta região recebeu muitos italianos na grande imigração, para a mão de obra cafeeira.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O PARAÍSO SARDENHA

A SARDENHA DOS MEUS ANCESTRAIS SARDOS É AQUELA QUE ESTÁ GRAVADA NAS PAISAGENS DA SARDENHA DE HOJE, QUE COMEÇA AOS PÉS DO MONTE DE GENNARGENTU, NA PEQUENA CIDADE DE VILLASALTO...



VEJO MEUS ANCESTRAIS NOS CAMPOS, NO TRABALHO DIÁRIO DO CRIADOR DE CABRAS, DO APICULTOR, NO PREPARO DO QUEIJO E DO VINHO E EM SUAS VESTIMENTAS. VEJO NAS CRIANÇAS DE ONTEM E DE HOJE NA SARDENHA, QUE RESPIRAM O CAMPO E A VIVENCIAM EM SUA CULTURA... 



A SARDENHA DE MEUS ANCESTRAIS ESTÁ NA ILHA PARAÍSO. ESTÁ NO OLHAR E NOS SEMBLANTES DOS ANCIÃOS, NA FÉRTIL LEITURA FACIAL, NAS RUGAS E EXPERIÊNCIAS DO TEMPO, COMO UM GRANDE LEGADO QUE NÃO PODE JAMAIS SER ESQUECIDO...



MEUS ANCESTRAIS SARDOS ESTÃO VIVOS EM SUA FÉ, QUE ATRAVESSOU DETERMINADA E INABALÁVEL O OCEANO ATLÂNTICO, PARA FRUTIFICAR NAS TERRAS DE MINAS GERAIS, BRASIL...



MEUS ANCESTRAIS TRAZ O AZUL DE UMA ILHA PARAÍSO, UM AZUL INFINITO, QUE MISTURA O MAR AO CÉU, O CORPO E A ALMA NUMA REVERÊNCIA PLANETÁRIA E DIVINA, SEM FIM....



MEUS ANCESTRAIS PERPETUARAM OS FRAGMENTOS DE UMA ILHA MUITO ANTIGA, DISTANTE DE SUAS ORIGENS, COMO PÓLEN AO VENTO...



SARDENHA: TERRA DA CIVILIZAÇÃO NURÁGICA, DE MILENARES OLIVEIRAS E SEU ÓLEO SANTO, DOS VESTÍGIOS HISTÓRICOS DA MINERAÇÃO MILENAR, DO MIRTILO, PAISAGENS PARADISÍACAS, SONORAS LAUNEDDAS, DOS MAMUTHONES, PROCISSÕES RELIGIOSAS, DAS LENDAS E HISTÓRIAS FASCINANTES...



SARDENHA, DE ONTEM E DE HOJE, UM MOSAICO EM MINHA MENTE...
GRAÇAS A DEUS, SARDOS.


Elo das famílias "de Baux" e Cappai.

Os senhores "Les Baux" eram tão orgulhosos no período feudal europeu, que afirmavam ser descendentes de um dos três Reis Magos: Baltazar. Não era em vão que portavam em seu brasão a figura de uma estrela de 16 picos. O poder desta família feudal permitiu adiar por muitos séculos aos Condes de Provence.

A história da família feudal "Les Baux" está cheia de guerras, traição, intriga, sangue e mortes; tão bem caracterizado em diversos filmes de ação pela indústria do cinema. No entanto, essa não era a principal característica. A fama se espalhou de "Les Baux" em toda a Europa, porque entre seus príncipes guerreiros viveram trovadores e poetas, que encontraram proteção e abrigo nos senhores feudais e transformou a cidade em um lugar cheio de galhardia, cavalheirismo, poesia e declarações ardentes de amores.

E da Sardenha feudal temos a família Cappai des Baux, originalmente Capay viscondes de Bas (Baux). Baux ou Bas é o sobrenome de uma família nobre aragonesa antiga que veio para a Sardenha no século 14 com o rei James II de Aragão, durante a sua campanha para conquistar a ilha da sardenha. E a história feudal, da qual origina os reis e rainhas da Sardenha, se inicia com a união de Giovanni de Bas-Serra (Baux), denominado Chiano, Juiz de Arborea, filho do rei Mariano II, que casou com a condessa Vera Cappai (1255 – 1307) da pequena vila feudal de Villasalto, que deveria ter menos de 500 habitantes nesta época.

O Cappai desempenhou um papel importante na história da Sardenha, onde receberam muitos feudos pelo rei que queria recompensá-los pela ajuda que eles deram-lhe para conquistar a ilha da Sardenha. Durante a Idade Média eles detiveram os títulos de conde de Villasalto, Marquês de Muravera e Villarios e, o mais importante de Príncipe de Bas, que eles herdaram porque foram relacionados com os reis da Arborea da família Bas-Serra (Baux).


A família "Les Baux" extinguiu com a princesa Alix, última descendente da casa de Les Baux. A cidade foi absorvida pelas acusações de Provence, o castelo foi destruído e suas terras foram incorporadas ao Reino de França, durante o reinado de Luís XI (1461 - 1483). Por sua vez, na Sardenha, o feudo Cappai caiu junto com o Reino de Arborea, ano de 1420, quando o último rei de Arborea, William III de Narbonne, deu o que restou do antigo reino da Coroa de Aragão por 100.000 florins de ouro.



Brasão (Stemma) da Família de Baux (Bas), relacionado a Giovanni (juiz de Arborea, de 1297 até à sua morte); esposo de Vera Cappai e pai de Andreotto e Mariano III.

Fonte:  http://it.wikipedia.org/wiki/Sovrani_di_Baux 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Mulheres escrivãs, reescrevendo a história...

Tenho um especial carinho a duas mulheres que participaram ativamente de minhas pesquisas genealógicas, diretamente como escrivãs na retificação dos registros civis, em cumprimento aos Mandatos Judiciais expedidos, representantes dos Cartórios de Registro Civil dos municípios de Ubá e Leopoldina, em Minas Gerais. De Leopoldina tenho a imagem da dedicada Paula dos reis Ferreira Ávila. De Ubá, terra natal, a atenciosa Jomara Gasparoni.

Muitos foram os erros nas Certidões antigas de minha família, que envolve equívocos nos nomes e sobrenomes, questionamentos de datas e incluindo a citação de uma Certidão de Nascimento de meu avô italiano na cidade de Tebas, o que de fato não se comprovou. Nunca existiu este registro, que talvez tenha servido de argumento durante o casamento de meu avô no civil em Leopoldina. Ele faleceu em 1963, sem ter naturalizado brasileiro. Localizei a Certidão de Nascimento de meu avô Raffaele Cappai em Villasalto, Sardenha, na Itália. Este e muitos outros erros foram corrigidos durante quase um ano de dedicado trabalho, para que eu pudesse reunir estes documentos em favor do requerimento de minha cidadania italiana.

É muito simbólico em minha vida, a presença das mulheres. Por extensão tive quatro mães (minha falecida mãe Maria José Dutra Capaz, minha segunda mãe Lêda Maria Campos Capaz, minha vó mãe Antônia vargas Campos que me criou e minha querida sogra-mãe Marta Marra Kersul) e também tenho três mulheres em minha família direta (Minha esposa Rosemara Kersul e minhas filhas Gizelle e Giovanna). Segue minha lista, com minhas irmãs Edna Lúcia e a Daniella Maria. Da Sardenha, me acolhe em palavras a Angélica Cappai. Quantas mulheres, que até peco em não citar todas neste espaço. E estas mulheres possuem uma santíssima missão, que é transmitir à nossa alma mais sensibilidade e resignação espiritual. Sem estas mulheres fortes, decerto não estaria tão empenhado emocionalmente, envolvido na busca pelas raízes familiares. A história tem um tempero todo especial, com a presença de todas estas grandes mulheres.

Soma-se à lista estas escrivãs incríveis, dedicadas a seus ofícios cartoriais. Minha gratidão por fazerem parte de minha história familiar. Tiveram paciência comigo e com os documentos da família, corrigindo os erros de outrora. Fica a imagem da eficiência e atenção destes Cartórios de Registros Civis na nossa querida zona da mata mineira...

Grazie Mille a tutti.

Uma Sardenha angelical...

De todas as amizades virtuais do Facebook, uma pessoa muito especial me acompanha desde o início de minhas pesquisas genealógicas, que alimenta diariamente minha vontade de um dia viver a "ilha paraíso". É minha irmã adotiva (sorella) ANGÉLICA CAPPAI, moradora de Cagliari, ao sul da Ilha da Sardenha e bem próxima de Villasalto, a terra de meus ancestrais.

Sempre que estou sobrecarregado de trabalho e preocupações, ao passar pelas postagens da "sorella" Angélica, sinto o lado terno e acolhedor da ilha, expresso em suas mensagens singelas. É pela fé e simplicidade que me faz mergulhar no sossego das águas calmas do interior da alma, às vezes esquecido pelo verniz grosseiro dos meus dias tribulados e cansativos. Por isto, dedico esta pequena homenagem a esta distante e tão próxima amiga da Sardenha, que por magia e muito apropriadamente se chama Angélica...



La mia sorella di Sardegna.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Visão de uma época...

"Que coisa entendeis por uma nação, Senhor Ministro? 
  É a massa dos infelizes? 
  Plantamos e ceifamos o trigo, mas nunca provamos pão branco. 
  Cultivamos a videira, mas não bebemos o vinho. 
  Criamos animais, mas não comemos a carne. 
  Apesar disso, vós nos aconselhais a não abandonarmos a nossa pátria? 
  Mas é uma pátria a terra em que não se consegue viver do próprio trabalho?" 


Esta é a clássica resposta de um italiano a um Ministro de Estado da Itália; palavras que ecoam no tempo e nas cabeças dos descendentes de muitos italianos, deixando claras as razões da emigração em massa.


Ao sonhador, as estrelas...

"TENHA ORGULHO DE SEUS HUMILDES ANTEPASSADOS.
  SÃO PESSOAS HUMILDES QUE PROCURO,
  O SAL DA TERRA, POR ASSIM DIZER,
  AQUELES QUE DOMARAM O SOLO BRUTO,
  E FIZERAM NELE AS SEMENTES FLORESCER.

  SÃO ESTES QUE EU GOSTO DE ENCONTRAR,
  QUANDO MERGULHO NA ESTRADA DA GENEALOGIA,
  E É APENAS POR ORGULHO QUE ME DEIXO LEVAR.
  REFAZENDO SEUS PASSOS PARA ASSIM,
  OS IMORTALIZAR...

  AQUELES QUE BUSCAM O PASSADO COM SONHOS DE GLÓRIA,
  DE ENCONTRAR HERÓIS EDUCADOS EM CADA HISTÓRIA.
  NÃO DEVEM JAMAIS SE DESAPONTAR.
  AINDA QUE DESCUBRAM QUE OS HUMILDES BISAVÓS OU TATARAVÓS,
  TINHAM SOMENTE AS ESTRELAS PARA CONTEMPLAR."


Estes são versos de G. Maccoy, na obra "The Sunny side of genealogy", algo como "O lado ensolarado da genealogia". São versos poéticos que expressam exatamente o que sinto em minhas buscas. Valorizo a história de minha família, como matéria-prima do bem sucedido, das sementes que germinaram em solo distante de sua terra natal e, principalmente, o "insight", a intuição do casal Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa que, acompanhado de seis pequenas crianças, vieram buscar seus sonhos na América. Este casal que decidiu o futuro de seus pequenos filhos, dentre eles o meu avô Raffaele Cappai, possibilitou a existência de minha família. Deixaram para trás uma vasta história familiar, de suas vidas difíceis nos campos de Gerrei e suas raízes villasaltensis nos longínquos tempos medievais do Regno d'Arborea, na ilha da Sardenha.

A toda história que hoje pesquiso e debruço maravilhado a cada descoberta, sob os olhos do jornalista e historiador, percebo este o meu maior presente e missão, incrustado e disperso no tempo, à mercê da filtragem e da degustação. Como a oliva, planta nativa na ilha da Sardenha, que do solo pedregoso retira o elixir da longa vida e o presenteia aos homens, o azeite medicinal. Assim são os elementos históricos que hoje nutrem minha vontade de viver e descobrir. Quem sabe um dia caminharei pelo solo "sagrado" desta pequena ilha no mediterrâneo, a Sardenha, refazendo a energia,os laços ancestrais e agradecendo seus maiores frutos plantados em solo brasileiro.

Como devoto de São Miguel Arcanjo, entendo que tiveram a proteção divina de atravessar os mares e enfrentar condições adversas em terras além mar. Agradeço a persistência de meus bisavós e de meu avô, assim como todos os irmãos de meu avô, que deixaram sementes e braços fortes, deste "popolo sardo", nesta terra brasileira... Amém.


Salvatore em Castelo, no Espírito Santo...

Hoje localizei o registro de entrada do irmão de meu avô Cappai Raffaele na Hospedaria dos Imigrantes, na cidade de Castelo, sul do Estado do Espírito Santo. O Registro de número 7173, aponta a entrada dele sozinho em 1938, com 50 anos. Registra também que sua chegada da Sardenha se deu anterior a 1938. Que seus pais são "Giuseppe Capaz" e "Anna Jessa".

Seu nome no Brasil é Salvador Capaz, mas a grafia correta é Salvatore Cappai, conforme Registro no Arquivo Público Mineiro (BH), da entrada de toda a família de sardos em 1897. Confirma-se também que o nome correto de seus pais, meus bisavós, é Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa.

Sua condição de entrada na Hospedaria dos Imigrantes em Castelo (ES), sozinho, com a idade de 50 anos atraiu minha atenção. Salvatore Cappai casou em 1913 em Leopoldina com Hercilia Pedrini, conforme registro na Igreja do Rosário neste município. Ele nasceu em 1889, portanto a idade é compatível com o Registro 7173. Estaria só, após as perdas de sua esposa Hercília e de seu pai Giuseppe? Teria viajado para o sul do Estado do Espírito Santo, após registros da passagem de meu bisavô por Nova Venecia? A cidade de Castelo será mais uma pista para a localização do túmulo de Giuseppe? Novas perguntas surgem nas pesquisas...

No Facebook também localizei o Salvador Capaz Neto, filho de Geraldo Capaz, residente em Nova Venecia (ES) e primo de Salvador Capaz, filho de José Capaz, este de Cachoeira do Itapemerim (ES). Muito certamente, o sobrenome também tenha sido alterado na história da imigração, assim como ocorreu com minha família. Por sinal, um dos filhos migrantes de meu bisavô se chamava Salvatore. Boas chances de serem descendentes de Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa, os primeiros imigrantes sardos que chegaram em 1897 e migraram para o Espírito Santo no início da década de 20.

Quando analiso as características paisagísticas de Espírito Santo, que conjuga serra, rios que desembocam no mar e a costa, constato que meus ancestrais (que não se naturalizaram) buscavam estar em condições similares à ilha da Sardenha. Com a morte dos genitores e possivelmente da esposa Hercília, ficou a sós em suas batalhas. A procura da Hospedaria em 1938, com 50 anos, demonstra que buscava ajuda para adaptação em uma nova região. É esta história que analiso de Salvatore em Castelo. Como estará seus descendentes? Haverá registros deste nobre sardo em terras capixabas? Segue o mistério...


domingo, 6 de julho de 2014

Raízes na Sardegna: meu bisavô Giuseppe e avô Raffaele...

Certidões atualizadas do Casamento de meu bisnonno (bisavô) Cappai Giuseppe e do Nascimento de meu nonno (avô) Cappai Raffaele, naturais de Villasalto, Sardegna, Itália.

Publico as Certidões no Blog, na esperança de um dia encontrar os parentes na Sardenha, em especial na região de Gerrei, Villasalto. Gostaria de ter fotos de meus ancestrais sardos, conhecer a história e interagir com minhas raízes históricas. Agradeço qualquer ajuda em minhas pesquisas.

Que São Miguel Arcanjo, nosso querido Patrono de Villasalto, abençoe a todos.

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Certificati aggiornati del matrimonio bisnonno mio Cappai Giuseppe e la nascita di mio nonno Cappai Raffaele, naturale Villasalto, Sardegna, Italia.

Certificati nel blog pubblico, nella speranza di un giorno di trovare parenti in Sardegna, in particolare nella regione del Gerrei, Villasalto. Vorrei prendere le foto dei miei antenati sardi (vecchie foto di famiglia), conoscendo la storia e interagire con le mie radici storiche. Apprezzo qualsiasi aiuto nella mia ricerca.

Che San Michele Arcangelo, Patrono della nostra cara Villasalto, vi benedica tutti.



Certidão de Casamento de meu bisnonno Cappai Giuseppe, filho de Cappai Antônio e Agus Marianna. Minha bisnonna é Gessa Maria Annica, filha de Gessa Raimondo e Congiu Bárbara. 


Certidão de meu nonno Cappai Raffaele, natural de Villasalto, Sardegna, Itália.


EMAIL:  italianocapaz@gmail.com