domingo, 21 de abril de 2019

EMAILs dos visitantes do BLOG "Família Cappai".

EMAIL 22/04/2019
Sinval Vinicius de Melo Santos 

"Livro maravilhoso, uma história fantástica de vida, um homem que não deixou para trás sua identidade sarda e superou obstáculos ancestrais".

EMAIL 20/04/2019.
Glaycon Gomes de Araujo, filho de Iltes Capaz, de Resplendor-MG. Atualmente residente em Vila Velha ES.

“Não há registros fotográficos, até o momento, de Daniele e seus antecessores. Fiz contato com as filhas de Sebastião Rodrigues Capaz, mas não tem registros fotográficos. Estamos tentando algum contato com outros familiares, pois a maioria mora no interior do ES, com os quais estamos sem contato há anos.

Daniele teve sete filhos, se não me engano. Sobre a sua pergunta de saber onde foi sepultado o Giuseppe Cappai, quem eu perguntei não soube informar. Mas vou procurar mais. Infelizmente meu tio Ilto, filho mais velho do Sebastião faleceu anos antes dessa pergunta chegar até a mim. Ele certamente saberia. 

Ainda não fui para a Itália, devido as retificações que devem ser feitas nas certidões de meus ascendentes. Os cartórios fizeram "uma lenha" da árvore genealógica. Daniele nasceu CAPPAI, casou CAPAIS, morreu sem nome da mãe com a idade errada e Daniel CAPAZ, na certidão de óbito. Esse é o nome que depois vai se repetir até a certidão de nascimento de minhas tias, pois na certidão de nascimento de minha mãe já fizeram outra lambança. Todo mundo ficou como “Capases”. Apenas a assinatura do meu avó ficou como Sebastião Rodrigues Capaz (Ninguém sabe explicar a origem desse sobrenome, acham que foi uma homenagem a um amigo do Daniele).”

EMAIL 23 de julho de 2018
Fabiano José Pereira de Oliveira

“Não tenho nada de nossa família, somente algumas certidões. Estamos no Espírito Santo e vamos dizer assim, que não tenho muito contato com os parentes de minha mãe, que é a Capaz da família, Ilza Maciel Capaz, filha de Sebastião Rodrigues Capaz que é o filho de Daniel Capaz.

Meu avô morreu quando eu era muito criança, e não me lembro de trocar uma palavra com ele.. somente o "benção vô". Era um sujeito muito rígido, que inspirava certo medo em nós crianças.

Isso tudo começou há uns dez anos atrás, mas após atritos de como se fazer o processo, gastos, etc, acabou que não fluiu nada... e como a mãe e irmã de minha esposa moram em Portugal, tenho vontade de ir para lá também. Então estou tentando sozinho mesmo, se ficar esperando pelos outros não dá em nada novamente. A estória toda foi de ouvir boca a boca que alguém da família era Italiano, aí uma prima minha conseguiu as certidões resumidas e eu fui atrás das de inteiro teor.”

Daniele Cappai (Daniel Capaz, Daniel Capais)
Casado com Maria José Diana, no dia 27/12/1919 em Palma/MG
Morreu em 19/04/1966 em Paiçandu, Distrito de Água Boa/Paraná
Daniel foi pai de Sebastião Rodrigues Capaz, que foi pai de minha mãe Ilza Maciel de Oliveira (Capaz)

EMAIL 20/04/2019
IGOR MELO

“Boa noite Cappai, vi que sou como você, constantemente com saudade de uma terra que não conheço, de um idioma que lembrava-me de casa.  Está no DNA a marca que nunca se apaga, confirmei 19% sardo, busco agora as raízes desse povo.”

EMAIL 17 janeiro 2019
Claudine Cinus

“Bonjour, Je suis contente de voir une photo de mon grand cousin au deuxième degré. Maria Annica Gessa doit être la soeur de ma grand mère Massima Gessa. Mes arrières grands parents sont Raimondo Gessa et Barbara Congiu de Sardaigne Villasalto. Toutes mes salutations.”

EMAIL 9 Desembro 2018
Mirian Capaz de Souza

“...consegui a certidao de nascimento do meu avô Henrique capaz...filho de Antonio capaz ...( filho de Cappai Giuseppe e Gessa Maria Annica). O que passa é que na certidao que nos mandaram esta escrito (jose capaz e ana gessa) neste caso o que eu teria que fazer? Se você sabe e puder me ajudar...te agradeço..ainda nos falta  a certidão do bisavô Antonio e as informaçoes que tenho são que ele casou duas vezes...e faleceu na cidade de Governador Valadares...assim que tivemos mais informações, te passo. Muito obrigada.

EMAIL 11 de nov de 2018
Veronica Aprigio Capaz

“Comecei recentemente a busca por informações que me levassem ao primeiro italiano da família que chegou ao Brasil. Tudo que encontrei no arquivo público do estado do Espírito Santo foi um registro de Salvador Capaz e mais nada. Não há registro de quando entrou no Brasil ou se tinha filhos e esposa.
Pesquisando um pouco mais cheguei no seu blog e fiquei muito surpresa com quanta  informação você conseguiu colher a respeito dessa rara família. Imagino que deu muito trabalho. O motivo da minha pesquisa é justamente para o reconhecimento da cidadania Italiana. Você estaria disposto a me ajudar com mais alguns detalhes sobre em que cidades e cartórios você conseguiu os documentos? Já liguei para alguns cartórios aqui no Espírito Santo mas sem sucesso até o momento. Desde já agradeço!”

EMAIL 4 de set de 2018
Tiago da Silva Dias

“Moro em Colatina-ES, sou filho de Marlena Capaz Dias, neto de Armando Capaz (irmão do Sr. Sebastião Capaz, pai de Fabiano) e bisneto de Daniel Capaz.
Entro em contato contigo para que parabenizar pelo seu blog, pois assim ajudou a conhecer melhor a origem de nossas raízes. O caminho que eles trilharam, se espalhando pelo Brasil, cada qual, buscando o melhor para sua família é, sem sombras de dúvidas, de muito orgulho, pois isso explica esse desejo de sempre buscar o melhor para minha família.
Meu avô (Armando), fora nasceu em Castelo-ES (antiga Villa de Castello, época que ainda pertencia a Cachoeiro de Itapemirim - ano de 1929). Casou-se em Resplendor-MG em 1950 e, registrou o nascimento de minha mãe em Mantena-MG em 1959, vindo a falecer em Vila Valério-ES, em 2004. Armando, por sua vez, deixou como filhos: Marlena, Nair, Matilde, Maria Rosa, Zélia, Ailton, Altamiro, Altair, Armando Filho, José, Vantuil e, Nilson (falecido). Atualmente estou em contato com Fabiano, filho de Sebastião, seguindo juntos em busca do reconhecimento da cidadania, como descendentes de Daniel Capaz.
Obrigado por dedicar um pouco de seu tempo em carregar esses conteúdos em seu blog e, assim, nos brindas com essa bela história de nossas antepassados. Forte abraço.”

EMAIL 21 de out de 2018
Sem identificação

“Meus ancestrais são sardos de sobrenome um pouco diferente, MOCCO e PIREDDA.”

EMAIL 10 de jul de 2017
Lucas da Silva Capaz

“Oi meu nome é Lucas da Silva Capaz .E queria saber mais sobre meu sobrenome e conhecer minha família”

EMAIL 23 de jul de 2015
JEFFERSON CAPAZ

“Eu moro em Vitória E/S, nasci em Leopoldina M/G no ano de 1977, sou filho de Rita luzie Capaz que nasceu em 1959, a sua mãe que no caso é minha avo Maria Aparecida Marques Capaz ( Faleceu em 2002 ) minhas tias Eni Capaz, Maria Filomena Capaz, José Antonio Capaz e Jorge Pereira Capaz todos vivos a maior parte ainda mora em Leopoldina meu avó Antonio Capaz eu não conheci faleceu quando a minha mãe era criança, sei que minha avo teve uma irmã gemêa na cidade de Volta Grande MG, não sei se ela ainda é viva, não sei o nome, e meus bisavos (a) não sei os nomes pois não conheci...Grande abraço”

AGRADEÇO A TODOS OS VISITANTES DO BLOG E AOS CURIOSOS E PESQUISADORES DA GENEALOGIA SARDA.

GRAZIE MILLE A TUTTI, SARDOS NEL MONDO.

KENT'ANNOS!


segunda-feira, 1 de abril de 2019

PASSO A PASSO NA CIDADANIA

A seguir, temos o "Passo a passo" simplificado de como obter a cidadania, através da postagem no Instagram de uma especialista no assunto. Por razões de crédito, está preservada a citação da fonte. As informações são úteis aos "oriundis", interessados na cidadania.





Cancelamento de Cidadanias e Passaportes italianos

Esquema ilegal de concessão de cidadania italiana, envolvendo sete brasileiros e, segundo reportagens, até um padre italiano da Paróquia de Pádua, levará ao cancelamento de 800 cidadanias e 200 passaportes. Estes documentos ilegais atingem a região de Verbania e Novara (região de Piemonte, norte da Itália). Há informações que consultores brasileiros falsificaram documentos, o que levava os cartórios a certificarem que os interessados na cidadania eram moradores destas províncias.

A megaoperação que investigou este esquema fraudulento, durou um ano. A notícia foi divulgada neste mês de março de 2019 e deve repercutir e atemorizar boa parte dos brasileiros que conseguiram ou pretendem conseguir sua cidadania na Itália. Calcula-se que o prejuízo seja da ordem de 5 milhões de euros. A investigação foi batizada de "Esquadrão de Voo".

Isto não assusta o autor deste Blog. No ano passado, após quatro anos de espera e muitos gastos com documentos, traduções e apostilamentos, eu estava pronto para apresentar a documentação no Consulado Italiano de Belo Horizonte. Não consegui meu agendamento para apresentar os documentos; vindo a descobrir um "esquema" de monitoramento das vagas por oportunistas. As vagas são disponibilizadas pelo Consulado Italiano no "Prenota on line". Certamente são experts em informática. As vagas monitoradas e asseguradas por terceiros desconhecidos, que não tiveram o trabalho de esperar quatro anos na fila, são vendidas abertamente na internet. Cheguei a localizar até por 3.000 reais, mas optei em perder todo meu tempo e investimento, por questões de princípios...

Sofri por terminar nesta parede, sem quaisquer resultados. Mesmo assim, não devemos alimentar a corrupção e fraudes. Quem procura "facilidades", acaba alimentando o crime. NÃO ACEITE O QUE FOR ERRADO. DENUNCIE. É uma vergonha para nosso país, a existência destes bandidos, que denigrem nossa história e dificultam a vida dos "oriundis" que resgatam suas raízes...


sábado, 17 de novembro de 2018

LIVRO GRATUITO, DISPONÍVEL NESTE BLOG.


Caros leitores e seguidores do BLOG "italianocapaz":

Continua disponível gratuitamente neste Blog, o livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", com 220 páginas de informações sobre a rara imigração sarda para o Brasil. Há também curiosidades da imigração italiana, uma vez que a ilha da Sardenha faz parte da Itália, sobre o processo de pesquisa e busca da cidadania italiana, assim como curiosidades históricas e geográficas da Ilha da Sardenha. Vale a pena ler o livro e conhecer sobre a imigração, que muito contribuiu para o desenvolvimento do Brasil!

Faço também uma pesquisa bibliográfica sobre a "Síndrome de Ulisses", conhecida também como a Síndrome dos imigrantes, que aflige milhares de imigrantes e seus descendentes, ainda hoje. Como representante da segunda geração de sardos no Brasil, jornalista e especialista em historiografia, faço um aprofundamento da pesquisa acadêmica em torno deste tema, buscando elementos que separaram, de 1903 até os dias de hoje, a família CAPPAI em três instantes históricos. Esta separação, originada na malograda imigração (principalmente pelas campanhas e falsas promessas do governo mineiro, documentadas na Itália), levou a geração de meus pais e a minha a não falar o italiano ou sardo e a não conhecer a história e a cultura da Sardenha. Esta desagregação acarretou problemas psicológicos profundos, conscientes e inconscientes, que se arrasta por gerações. E aprofundo na análise destas questões, na vivência que tive com meu pai João Capaz de Oliveira e seus relatos de meu avô Raffaele Cappai, que não naturalizou brasileiro e foi enterrado em Leopoldina - MG. 

O livro levou quase cinco anos para ser escrito, dada a falta de informações, a árdua garimpagem que dependia de fontes brasileiras e italianas e a pequena família que está espalhada nos Estados de MG, RJ e ES, distanciados pelo tempo e pela história. Utilizo este Blog, a partir do término deste livro, para avançar nas pesquisas e, quem sabe, fazer sua reedição.

Boa leitura a todos que atravessaram o mar...
Grazie mille.





ÁRVORE GENEALÓGICA DAS FAMÍLIAS KERSUL E MARRA


Utilizo o espaço da família CAPPAI, para postar parte das descobertas da árvore genealógica das famílias KERSUL e MARRA, sobrenomes de minha esposa Mara. Tenho grande carinho por aqueles que me acolheram como parte da família. E frequentemente tenho recebido pedido de pesquisas de membros destas famílias. Esta postagem é a pesquisa preliminar, que precisa ser aprofundada na parte documental e entrevistas. 

Na ocasião do 5º Encontro Anual da Família Marra, um leitor e representante da família Marra de Uberlândia e cidades do Triângulo mineiro, apresentou sua família: Antônio Marra, Henriqueta Marra. Julieta Marra, Júlia Marra e Pompilio Marra. No momento, não temos condições de estabelecer os elos da árvore genealógica, porque extrapolam a pesquisa, o tempo e as fronteiras. Por serem famílias mineiras e compartilhando o mesmo sobrenome, há chances de parentesco de 2º, 3º e 4º grau; mas só após o aprofundamento das pesquisas é possível afirmar. Compartilho neste Blog a árvore genealógica de minha esposa ROSEMARA KERSUL (Filha de Expedito Kersul e Marta Marra, ambos da região de Pouso Alegre/MG), que pode ser a base de uma sondagem de meus leitores, junto aos mais idosos de suas famílias. Vamos atualizando, sempre que possível. Agradeço por informações.


Genealogia é um trabalho de paciência, um quebra cabeça que estimula a curiosidade pela família, estreitando laços de amizade. Não desistam! Sempre digo que, a cada funeral na família, enterramos parte de nossa história e biblioteca familiar. Não podemos deixar que isto aconteça, porque sempre terão outros (talvez nem tenha nascido), que irão se interessar. Uma vez conscientes deste espírito famíliar, não podemos deixar de documentar e facilitar o caminho para outros.

Aproveito para incluir os sobrenomes sardos MOCCO e PIREDDA à lista que já apresentei neste Blog. A pedido de um leitor e descendente, estes sobrenomes também fizeram parte da rara imigração sarda para o Brasil. 

Grazie. Buona fortuna a tutti.

COM TODOS OS SOBRENOMES DA FAMÍLIA.


Teve alguns séculos atrás era costume utilizar todos os sobrenomes (apelidos ou nome) da família. Em alguns círculos da sociedade, por questões políticas e notoriedade, quanto mais nomes ostentasse, teria mais probabilidade de aceitação e acesso no meio social. E isto se ocorreu, mais destacadamente com a família real portuguesa no Brasil. Basta ver o nome completo de D. Pedro I e D. Leopoldina, para perceber o quanto pesava o nome com recuo de 3 a 5 gerações. E foi movido por esta curiosidade que fiz a composição do meu nome e de minha esposa, recuando quatro gerações nas famílias.

Talvez nos possa parecer que determinados sobrenomes estejam tão distantes, que não fazem parte de nós. São olhados com certa estranheza. Contudo, é importante lembrar que somos herdeiros geneticamente deste passado, compondo a história da imigração e deste emblemático país. Com o passar do tempo e evolução dos costumes, fomos nos despindo dos sobrenomes, se atendo somente à família mais próxima e imediata. Muitas das histórias foram esquecidas, não contadas e enterradas definitivamente. Mas, é fato, somos testemunhas de que estas histórias ocorreram (acertadas ou desacertadas). 

Então, ao montar também sua árvore genealógica e deparar com vários sobrenomes nas ultimas 4 ou 5 gerações, agradeça e reverencie seu passado. O capricho da história propiciou que casais se formassem a partir da simpatia, ideias em comum, sincronicidade, na lida diária, do "lavoro", para que estivéssemos aqui hoje, compartilhando este tempo. Originamos destas diferentes formas de ver a vida, idiossincrasias e, porque não, até de divergências. Assim caminha a humanidade...

Meu nome:  José Capaz Dutra Cappai

Como seria meu nome completo (11):   José Capaz Dutra Campos Carvalho Vieira Nicácio Moreira Agus Gessa Congiu Cappai.

Origens:  Composição do DNA, conforme Laboratório My Heritage, Texas (EUA).



Nome da esposa:   Rosemara Kersul C. Capaz

Como seria o nome completo (13):   Rosemara Kersul Marra Godoy Nogueira Modesto Damiani Ameno da Silva Narciso Brasil Bianchi Cappai Capaz.

Origens:  Composição do DNA feito por irmão, conforme Laboratório My Heritage, Texas (EUA).


E, ao buscar a composição das raízes de minha esposa, tive uma grata surpresa. Nos conhecemos há quase 30 anos. Fomos colegas na primeira turma de Jornalismo da Univas, de Pouso Alegre/MG, formandos de 1992. Como autor do livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", consciente de minha alma sarda, descobri que a família de minha esposa também possui uma parte da ilha da Sardenha. Traz na alma a bravura do popolo sardo, a ancestralidade guerreira de Shardana, o espírito laborioso de pastores e o empreendedorismo destemido daqueles que atravessaram o mar. 

A história da imigração também deixou pistas para a família de minha esposa. Seus trisavós Anselmo Bianchi e Josephina Bianchi deram o nome da filha ISOLA Bianchi. A palavra "isola" em italiano é ilha. Bem certo, assim como aconteceu com meus ancestrais, fizeram reverência à "Isola paradiso". E da Itália, sua família carrega outros sobrenomes como Damiani e Marra, com menor percentual, também presentes no continente e na ilha.

Tanta musicalidade e misticismo herdados pelas famílias, traduz perfeitamente "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", porque este "Popolo di mare" ainda constrói histórias além mar, como eternos desbravadores que são. Pedras sobre pedras, Nuraghes após Nuraghes, onde quer que estejam, unindo os mares e outros povos. E certamente, para os que acreditam que a vida não termina aqui, prosseguem além vida suas trajetórias. 

GRAZIE A DIO, SIAMO SARDI.

Capaz & Mara, um fragmento da Sardenha além mar.


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

"O PRENOTA ON LINE É UM MONSTRO INFORMÁTICO"


Quem disse esta frase foi o Cônsul Geral da Itália em Curitiba, o sr. Raffaele Festa, num evento público em 29 de agosto de 2017. E isto conclui de forma catastrófica e revoltante meu processo de cidadania, que dura quatro anos de espera na fila do consulado. Juntei todos os documentos, gastei consideravelmente com certidões e suas atualizações, apostilamentos, traduções juramentadas e muitas viagens atrás de documentos. 

Com certeza, o programa de agendamento do Consulado italiano no Brasil, principalmente pela dependência de fusos horários e horários de verão, favorecem técnicos de informática e seus programas criados para monitorar os segundos para a disponibilidade da vaga. Estas vagas são preciosas e vendidas a valores que chegam a R$ 3.000,00. Quem vende e está bem visível em sites de internet, são prestadores de serviço ou pessoas fora do Consulado que passam esta "facilidade". Após quatro anos de espera numa fila e gastos que chegam a quase oito mil reais, sinto-me com cara de palhaço, estarrecido e sem poder reclamar a ninguém. 

Curti e emocionei com cada descoberta na pesquisa genealógica. Chorei ao encontrar fotos e documentos de meus ancestrais, ao conversar com parentes próximos e distantes, ao chegar as Certidões de casamento de meus bisnonnos e de nascimento do nonno, emocionei com a alteração do meu nome ao ver o resgate de minha história, fiz torcida a cada evolução da lista do consulado ao acompanhar meu requerimento, escrevi o livro da história familiar "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR" (disponibilizei gratuitamente aos internautas e oriundis que me acompanham) e passei a emoção da cidadania a muitas pessoas. Mas o "jeitinho brasileiro" me atropelou quando chegou o mais importante momento de minha vida. Apresentar meus documentos ao Consulado era sim um momento mágico, de coroar todo meu trabalho e vivência destes anos de pesquisa. ALGUM DISGRAZIATO VENDEU MINHA VAGA. Destruiu meu momento mágico e de tantos outros que aguardavam ansiosamente nesta maledetta fila...

Enviei email apavorado para o Consulado e não me responderam. Consultei advogados, que nada puderam fazer. A Ouvidoria Consular em Brasília nada puderam fazer, por não se tratar de competência do Ministério das Relações Exteriores. A atenciosa deputada Renata Bueno, que representa a América Latina no Parlamento italiano, confirmou a existência do problema, porque já havia denunciado este sistema de agendamento e pagamentos. Mas como no Brasil, as burocracia na Itália é insipiente e nada foi melhorado em Minas Gerais. Meu prazo encerrou ontem 31/10/2018 e, hoje pela manha, meu email já não estava cadastrado no sistema do Consulado. Vários acessos e dormindo tarde para monitorar a agenda do Consulado e fracassei. Meus leitores que buscam a cidadania, a sensação de "morrer na praia" após anos de espera, é desesperadora. Muita atenção para este final do processo. Todo trabalho que teve para pesquisar, buscar e apostilar documentos não é nada! Se não conseguir agendar no Consulado, estará tudo perdido.

Para retomar meu processo, terei que entrar em outra fila e esperar por outros quatro anos. Vou perder todas as Certidões e apostilamentos, porque os Cartórios no Brasil ganham uma fábula com estas histórias mal sucedidas, haja visto que quaisquer Certidões possuem validade de apenas três meses. Serviços cartoriais no Brasil são acachapantes! Tenho que provar que eu estou vivo, que não casei novamente, que o tradutor existe e blá...blá...blá, tudo novamente, a cada três meses. O processo de cidadania não é barato, mas nunca imaginei que seria ASSALTADO no final de meu processo. È vero! A maioria dos que monitoram o sistema de agendamento dos serviços consulares não são os verdadeiros interessados no serviço. São aves de rapina em busca do dinheiro fácil, para destruir os sonhos de pessoas de bem. É uma decepção...

Cheguei a pensar a comprar o lugar na fila, esquecendo que eu teria o direito após esperar por quatro anos este momento especial. Mas, por princípios e berço, eu optei por não alimentar este mercado maquiavélico. A maioria se desesperam e pagam. É tão errado como ser receptor de mercadoria roubada. Sou descendente de pastores sardos e tenho em meu DNA a pìu vecchia religione di Sardegna. Saberei esperar com resiliência a hostilidade climática da ilha que se tornou também meus pensamentos, esperando o dia para conhecer pessoalmente o berço de meus ancestrais. Vou lutar dia a dia, todos meus dias, neste ideal de vida. Estas raposas que rondam a agenda do Consulado italiano de Belo Horizonte, que rastreiam impunes e sedentas por valiosas vagas, arrancando-as de ingênuos e sonhadores oriundis, DEUS TOME CONTA!  Se o Brasil não extirpar os oportunistas e criminosos, definitivamente, estes acabarão com o país. Tudo começa na esperteza de "ganhar dinheiro fácil" até chegar nas grandes negociatas, no Congresso Nacional e na má fama internacional.

Eu saio desta fila maledetta de cabeça erguida e reforçado para nova luta. Alerto meus leitores e vistantes do Blog italianocapaz, para este problema na finalização da cidadania, requerida no Brasil. A Sardenha me aguarda, com a proteção de São Miguel Arcanjo, Protetor de Villasalto, terra de meus ancestrais sardos.