Hoje localizei o registro de entrada do irmão de meu avô Cappai Raffaele na Hospedaria dos Imigrantes, na cidade de Castelo, sul do Estado do Espírito Santo. O Registro de número 7173, aponta a entrada dele sozinho em 1938, com 50 anos. Registra também que sua chegada da Sardenha se deu anterior a 1938. Que seus pais são "Giuseppe Capaz" e "Anna Jessa".
Seu nome no Brasil é Salvador Capaz, mas a grafia correta é Salvatore Cappai, conforme Registro no Arquivo Público Mineiro (BH), da entrada de toda a família de sardos em 1897. Confirma-se também que o nome correto de seus pais, meus bisavós, é Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa.
Sua condição de entrada na Hospedaria dos Imigrantes em Castelo (ES), sozinho, com a idade de 50 anos atraiu minha atenção. Salvatore Cappai casou em 1913 em Leopoldina com Hercilia Pedrini, conforme registro na Igreja do Rosário neste município. Ele nasceu em 1889, portanto a idade é compatível com o Registro 7173. Estaria só, após as perdas de sua esposa Hercília e de seu pai Giuseppe? Teria viajado para o sul do Estado do Espírito Santo, após registros da passagem de meu bisavô por Nova Venecia? A cidade de Castelo será mais uma pista para a localização do túmulo de Giuseppe? Novas perguntas surgem nas pesquisas...
No Facebook também localizei o Salvador Capaz Neto, filho de Geraldo Capaz, residente em Nova Venecia (ES) e primo de Salvador Capaz, filho de José Capaz, este de Cachoeira do Itapemerim (ES). Muito certamente, o sobrenome também tenha sido alterado na história da imigração, assim como ocorreu com minha família. Por sinal, um dos filhos migrantes de meu bisavô se chamava Salvatore. Boas chances de serem descendentes de Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa, os primeiros imigrantes sardos que chegaram em 1897 e migraram para o Espírito Santo no início da década de 20.
Quando analiso as características paisagísticas de Espírito Santo, que conjuga serra, rios que desembocam no mar e a costa, constato que meus ancestrais (que não se naturalizaram) buscavam estar em condições similares à ilha da Sardenha. Com a morte dos genitores e possivelmente da esposa Hercília, ficou a sós em suas batalhas. A procura da Hospedaria em 1938, com 50 anos, demonstra que buscava ajuda para adaptação em uma nova região. É esta história que analiso de Salvatore em Castelo. Como estará seus descendentes? Haverá registros deste nobre sardo em terras capixabas? Segue o mistério...
quarta-feira, 16 de julho de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
Raízes na Sardegna: meu bisavô Giuseppe e avô Raffaele...
Certidões atualizadas do Casamento de meu bisnonno (bisavô) Cappai Giuseppe e do Nascimento de meu nonno (avô) Cappai Raffaele, naturais de Villasalto, Sardegna, Itália.
Publico as Certidões no Blog, na esperança de um dia encontrar os parentes na Sardenha, em especial na região de Gerrei, Villasalto. Gostaria de ter fotos de meus ancestrais sardos, conhecer a história e interagir com minhas raízes históricas. Agradeço qualquer ajuda em minhas pesquisas.
Que São Miguel Arcanjo, nosso querido Patrono de Villasalto, abençoe a todos.
..........................
Certificati aggiornati del matrimonio bisnonno mio Cappai Giuseppe e la nascita di mio nonno Cappai Raffaele, naturale Villasalto, Sardegna, Italia.
Certificati nel blog pubblico, nella speranza di un giorno di trovare parenti in Sardegna, in particolare nella regione del Gerrei, Villasalto. Vorrei prendere le foto dei miei antenati sardi (vecchie foto di famiglia), conoscendo la storia e interagire con le mie radici storiche. Apprezzo qualsiasi aiuto nella mia ricerca.
Che San Michele Arcangelo, Patrono della nostra cara Villasalto, vi benedica tutti.
Publico as Certidões no Blog, na esperança de um dia encontrar os parentes na Sardenha, em especial na região de Gerrei, Villasalto. Gostaria de ter fotos de meus ancestrais sardos, conhecer a história e interagir com minhas raízes históricas. Agradeço qualquer ajuda em minhas pesquisas.
Que São Miguel Arcanjo, nosso querido Patrono de Villasalto, abençoe a todos.
..........................
Certificati aggiornati del matrimonio bisnonno mio Cappai Giuseppe e la nascita di mio nonno Cappai Raffaele, naturale Villasalto, Sardegna, Italia.
Certificati nel blog pubblico, nella speranza di un giorno di trovare parenti in Sardegna, in particolare nella regione del Gerrei, Villasalto. Vorrei prendere le foto dei miei antenati sardi (vecchie foto di famiglia), conoscendo la storia e interagire con le mie radici storiche. Apprezzo qualsiasi aiuto nella mia ricerca.
Che San Michele Arcangelo, Patrono della nostra cara Villasalto, vi benedica tutti.
Certidão de Casamento de meu bisnonno Cappai Giuseppe, filho de Cappai Antônio e Agus Marianna. Minha bisnonna é Gessa Maria Annica, filha de Gessa Raimondo e Congiu Bárbara.
Certidão de meu nonno Cappai Raffaele, natural de Villasalto, Sardegna, Itália.
EMAIL: italianocapaz@gmail.com
Deus Silvano e o Brasão Cappai...
OUTRA CURIOSIDADE NA PESQUISA DA ORIGEM DA FAMILIA CAPPAI:
A cidade de Silano (NU): cidade na província de Nuoro, na ilha da Sardenha, é muito antiga (anterior ao ano de 1200) e leva o nome do Deus Silvano (o deus romano da floresta). Deus Silvano, um deus romano que desdobra de Fauno ou Deus Pã, dos gregos. Silano é também o berço da família Cappai na Sardenha, um dos dez sobrenomes mais comuns nesta localidade.
E regressamos assim à análise da "alma" do Brasão da família que é a árvore, símbolo do Regno de Arborea, ao qual a Dinastia Cappai tem importante papel na história da ilha, de cujo ventre de Vera Cappai de Villasalto descende os reis e rainha da Sardenha. Esta árvore incrustada na "alma" do Brasão da família, analisando como profissional ligado à agronomia, muito me encanta suas origens. Qual seu significado real? Estaria ligado às crueldades feudais? Ou quem sabe ao "albero eradicato" e a ocupação de terras selváticas? Quem sabe uma homenagem ao Deus romano das Florestas?
Este Deus Silvano que, a exemplo do Deus Pã, se associa às matas e também ao instrumento de sopro (flauta de Pã), aquela que enfeitiça. E por muita simpatia, associamos também à milenar e tradicional Launeddas, tão presente na cultura dos sardos; cuja matéria prima se extrai nas matas. E nesta interação de elementos mitológicos romanos e gregos, de culturas muito distintas e que se expressam em diferentes épocas históricas da ilha, o Deus Pã dos gregos (e por extensão de analogias ao Deus Silvano), os chifres possuem grande significado ao popolo sardo, por sua tradicional e milenar criação de cabras que convivem ou exigem o controle das áreas de florestas. Também é na floresta que esconde os animais selvagens, os lobos (volpes), inimigo de suas cabras. Desta forma, a árvore no Brasão da família, além de simbolizar o Reino de Arborea, traz em si muitos significados...
A cidade de Silano (NU): cidade na província de Nuoro, na ilha da Sardenha, é muito antiga (anterior ao ano de 1200) e leva o nome do Deus Silvano (o deus romano da floresta). Deus Silvano, um deus romano que desdobra de Fauno ou Deus Pã, dos gregos. Silano é também o berço da família Cappai na Sardenha, um dos dez sobrenomes mais comuns nesta localidade.
E regressamos assim à análise da "alma" do Brasão da família que é a árvore, símbolo do Regno de Arborea, ao qual a Dinastia Cappai tem importante papel na história da ilha, de cujo ventre de Vera Cappai de Villasalto descende os reis e rainha da Sardenha. Esta árvore incrustada na "alma" do Brasão da família, analisando como profissional ligado à agronomia, muito me encanta suas origens. Qual seu significado real? Estaria ligado às crueldades feudais? Ou quem sabe ao "albero eradicato" e a ocupação de terras selváticas? Quem sabe uma homenagem ao Deus romano das Florestas?
Este Deus Silvano que, a exemplo do Deus Pã, se associa às matas e também ao instrumento de sopro (flauta de Pã), aquela que enfeitiça. E por muita simpatia, associamos também à milenar e tradicional Launeddas, tão presente na cultura dos sardos; cuja matéria prima se extrai nas matas. E nesta interação de elementos mitológicos romanos e gregos, de culturas muito distintas e que se expressam em diferentes épocas históricas da ilha, o Deus Pã dos gregos (e por extensão de analogias ao Deus Silvano), os chifres possuem grande significado ao popolo sardo, por sua tradicional e milenar criação de cabras que convivem ou exigem o controle das áreas de florestas. Também é na floresta que esconde os animais selvagens, os lobos (volpes), inimigo de suas cabras. Desta forma, a árvore no Brasão da família, além de simbolizar o Reino de Arborea, traz em si muitos significados...
Deus Romano Silvano - O Deus da Floresta.
O Fauno e o Deus Pã dos gregos, associado ao Deus Romano Silvano.
Fonte: Imagens da Internet.
sábado, 5 de julho de 2014
Família de meu avô Raffaele Cappai
Família de meu avô Raffaele Cappai, nascido em Villasalto, Sardenha, Itália.
Imigração em 1897 para Leopoldina, Minas Gerais. Chegada Porto Santos, Navio Equitá.
Meu pai João Capaz de Oliveira está sentado na cadeira pequena.
Uma árvore...Um símbolo... Uma dinastia.
Uma
informação histórica muito interessante diz respeito às "Contas Villasalto
Muravera", da qual a família Cappai era um feudo importante dentro do
Reino de Arborea, no sul da Ilha da Sardenha. Neste período histórico medieval,
o símbolo do "Regno di Arborea"
era uma árvore e está presente nos Brasões (Stemmas) das cidades, como ocorre
em Oristano; cidade que no período medieval, pelo ano de 1280, é a cidade de Mariano IV Cappai de Arborea e da
lendária Eleonora Cappai de Arborea,
autora da Lei "Carta de Logu". Esta árvore está na alma do Brasão da
família de meu avô Raffaele Cappai. Estamos falando de um Reino sardo e suas
leis que perdurou por mais de 500 anos, antes do Resorgimento (Unificação da
Itália).
Próximo
dali, a cidade de Villasalto deveria ser uma vila feudal com menos de 600
habitantes. Hoje é uma cidade de 1351 habitantes. Desta, no ano de 1240, sairia
do ventre de Vera Cappai, a casta de reis e rainha da Sardenha, da Dinastia
Cappai de Baux, a partir de seus filhos Andreotto e Mariano. Da união deste
feudo Cappai com o Regno de Arborea viria seus títulos de nobreza e feitos
históricos; eventos aos quais dedico hoje meus estudos de historiador. Pouco se
resgata da história da personagem Vera
Cappai, de Villasalto; talvez pela temporalidade (reportamos ao distante
ano de 1200, cujos registros são poucos nesta história medieval, que ora termina
na fogueira da inquisição ou na mão de rivais e inimigos) ou talvez pelo fato
que os homens da época tinham mais de uma mulher e as questões de família eram
puro interesse de somar forças e conquistas, sob os olhos reprovadores da
igreja. E a Dinastia Cappai não foge a estas regras...
Outra
informação curiosa da "Alma do Brasão" de minha família: A árvore que
representa a união da Dinastia Cappai ao "Regno de Arborea" é uma
alusão ao "albero eradicato", muito provavelmente faz menção à
ocupação de uma região inóspita, ao desbravamento e corte de árvores; ligado
aos códigos agropecuários de Mariano IV Cappai. Mas também, revestido das lutas
sangrentas típicas do período medieval, tão bem retratados pelo cinema, que faz
menção aos catalães a ameaçarem os sardos a "cortar as mãos e os pés, pois
estes permaneciam relutantes no confisco de seus bens." E este embate
também está estampado na bandeira da Sardenha, com os quatro mouros,
representando a vitória dos sardos contra os sarracenos (muçulmanos); que
ameaçavam invadir no passado a ilha. Aliás, invadir e dominar a “ilha paraíso”
é uma intenção que está enraizada na história da Sardenha, milênios antes de
Cristo...
Se
por um lado, constatamos este período medieval com informações estarrecedoras e
cruéis, também vemos um embrião da “democracia” nesta Sardenha antiga. É o
único lugar na história do feudalismo que o povo poderia oficialmente eliminar
o rei. O rei ou o juiz tinha como base uma aliança com o povo, o chamado Consenso
Bano. Se o soberano falhasse, poderia legitimamente ser destronado e
morto pelas próprias pessoas, sem prejuízo da transmissão hereditária deste
título dentro da dinastia régia. Isto aconteceu com dois reis na Dinastia Cappai. Imagine isto no
futebol hoje, haveria poucos juízes corajosos a arriscar suas cabeças...
Stemma da cidade de Oristano, cidade de Eleonora Cappai de Arborea, com a árvore símbolo do Reino de Arborea; presente na "alma" do Brasão de minha família.
Seres alados protegem o Reino de Arborea, simbolizado pela árvore ao centro. Uma coluna de sustentação na cidade de Oristano, Sardenha, Itália.
Vitro na Igreja de San Martino, em Oristano, apontando a realeza de Arborea, à direita.
Estátua em Oristano, demonstrando a força dos guerreiros de Arborea através do leão segurando o escudo e o simbolo do Reino de Arborea.
Simbolo de Arborea na fachada de uma residência antiga em Oristano, Sardenha, Itália.
Brasão da Família Cappai, contendo na sua "alma", seu interior, a árvore símbolo do Reino de Arborea, cuja família teve origem na pequena vila medieval de Villasalto, região de Gerrei, Sardenha, Itália.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Na busca dos irmãos de Raffaele...
Hoje, 01/07/2014, tive uma informação interessante em minhas pesquisas genealógicas da Família de meu avô sardo. A maior parte da família de meu bisavô CAPPAI GIUSEPPE, no Brasil com o nome de José Capaz, migrou com quatro filhos para a região norte do Espírito Santo, cidade de Nova Venecia. Esta migração ocorreu após meu bisavô ficar viúvo em 1917. Sua esposa GESSA Maria Annica foi enterrada no Distrito de Providência, em Minas Gerais. Os filhos de Giuseppe que migraram para o Espírito Santo são: Antonio, Salvatore, Filomena e Danielle. Ficaram dois filhos em Leopoldina - Minas Gerais, a Maria e o Raffaele, que é meu avô. No Italiano meu avô se chamava Raffaele Cappai e, no Brasil, Rafael Capaz.
A Informação interessante veio nos contatos do Facebook, quando localizei a Rosinéia Capaz, da região de Linhares (ES). Inicialmente disse que era neta de Antero Capaz e Rosa Ferreira Alba, hoje residentes no sul da Bahia, região próxima de Nova Venecia, onde segundo fontes de historiadores de Leopoldina, MG, apontam a migração de alguns sardos no inicio da década de 20. Hoje, a Rosinéia Capaz confirmou que seus bisavós eram Daniel Capaz e Maria Capaz. Há boa chance do Daniel Capaz ser irmão de meu avô, cujo nome italiano era Danielle Cappai e o sr. Antero Capaz, ser primo de meu pai. Estas informações apontam que estou no caminho de descobrir a saga desta família de sardos no Brasil.
No Facebook também localizei o Salvador Capaz Neto, filho de Geraldo Capaz, residente em Nova Venecia (ES) e primo de Salvador Capaz, filho de José Capaz, este de Cachoeira do Itapemerim (ES). Muito certamente, o sobrenome também tenha sido alterado na história da imigração, assim como ocorreu com minha família. Por sinal, um dos filhos migrantes de meu bisavô se chamava Salvatore. Boas chances de serem descendentes de Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa, os primeiros imigrantes sardos que chegaram em 1897 e migraram para o Espírito Santo no início da década de 20.
Este é o novo braço da pesquisa que dedico hoje: descobrir a localização da família de Giuseppe Cappai (José Capaz) no Espírito Santo. E mais, saber onde está enterrado meu bisavô e prestar minhas homenagens ao grande aventureiro, que deu início a toda a história desta família no Brasil...
A Informação interessante veio nos contatos do Facebook, quando localizei a Rosinéia Capaz, da região de Linhares (ES). Inicialmente disse que era neta de Antero Capaz e Rosa Ferreira Alba, hoje residentes no sul da Bahia, região próxima de Nova Venecia, onde segundo fontes de historiadores de Leopoldina, MG, apontam a migração de alguns sardos no inicio da década de 20. Hoje, a Rosinéia Capaz confirmou que seus bisavós eram Daniel Capaz e Maria Capaz. Há boa chance do Daniel Capaz ser irmão de meu avô, cujo nome italiano era Danielle Cappai e o sr. Antero Capaz, ser primo de meu pai. Estas informações apontam que estou no caminho de descobrir a saga desta família de sardos no Brasil.
No Facebook também localizei o Salvador Capaz Neto, filho de Geraldo Capaz, residente em Nova Venecia (ES) e primo de Salvador Capaz, filho de José Capaz, este de Cachoeira do Itapemerim (ES). Muito certamente, o sobrenome também tenha sido alterado na história da imigração, assim como ocorreu com minha família. Por sinal, um dos filhos migrantes de meu bisavô se chamava Salvatore. Boas chances de serem descendentes de Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa, os primeiros imigrantes sardos que chegaram em 1897 e migraram para o Espírito Santo no início da década de 20.
Este é o novo braço da pesquisa que dedico hoje: descobrir a localização da família de Giuseppe Cappai (José Capaz) no Espírito Santo. E mais, saber onde está enterrado meu bisavô e prestar minhas homenagens ao grande aventureiro, que deu início a toda a história desta família no Brasil...
Rosinéia Capaz, de Linhares (ES).
segunda-feira, 31 de março de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)











