domingo, 4 de agosto de 2013

Enigma quase Decifrado - Ancestrais na Sardenha

Esta semana descobri meus bisavós e tataravós na Sardenha, da região de Villasalto, Cagliari. Temos apenas seus nomes. Não temos fotos deles. Pelas imagens do "Sanluri - Come Eravamo", dá para se ter ideia de como viviam no Paraíso Sardenha.

Se alguém tiver fotos de nossos ancestrais, agradecemos muito. Orgulhamos de nossos ancestrais sardos e da belíssima e, ao mesmo tempo, sofrida história dos habitantes da ilha. Muito obrigado por manterem viva a memória de nosso povo...



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Brasão sardo da Família CAPPAI.

Este é o Brasão e o Histórico do sobrenome CAPPAI.
Levamos tempo para localizar a história e o Brasão de família que estou postando hoje no Blog.

No histórico aponta a origem da família a partir de 1280, com VERA CAPPAI em Villasalto, Provincia de Cagliari, Sardenha, Itália. E é justamente em Villasalto onde nasceram e viveram os bisnonnos (Bisavós) GIUSEPPE CAPPAI & MARIA ANNICA GESSA e onde nasceu meu nonno (Avô) RAFFAELE CAPPAI em 1896, antes de vir para o Brasil.

É muito emocionante remontar a história antiga da família. Agradeço a Deus por este momento único em minha vida.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Um dia Especial: Sardo para sempre

Hoje (9/7/2013) é um dia muito especial, pois recebi a confirmação do julgamento procedente da Ação de Retificação de Registro Civil no Fórum da Comarca, incorporando a meu nome o sobrenome italiano de meu avô Raffaele Cappai, nascido em 25/11/1896, em Villasalto, Província de Cagliari, Ilha da Sardenha, Itália.

Sinto uma paz interior indescritível de ter restabelecido a energia com meus ancestrais, através do resgate de uma história há muito perdida e esquecida no tempo. Há quase um ano pesquiso a história da família. Graças ao Arquivo Público Mineiro - APM, mantido pelo Governo de Minas Gerais, consegui ter acesso aos arquivos históricos da Hospedaria dos Imigrantes Horta Barbosa, de Juiz de Fora; registros históricos dos imigrantes italianos atualmente sob o zelo do APM em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Consegui também a CNN - Certidão Negativa de Naturalização que comprova que meu avô faleceu como italiano no Brasil em 06/09/1963.  O próximo passo rumo à cidadania italiana é retificar a Certidão de Nascimento e Casamento, bem como os documentos. Agora sim, sou um Cappai documentado.


Para muitos, fazer 50 anos é um divisor de águas, por ser uma mudança física e espiritual ao ser humano; para mim, é mais do que isto, é um recomeço do encontro com as origens... SARDO PER SEMPRE...



terça-feira, 11 de junho de 2013

O Futuro da Sardenha a Deus pertence...

Falar dos rumos e do destino da Sardenha é como sentar no banco dos réus sem ter nenhuma culpa, é sofrer na pele o massacre de toda uma história e cultura milenar, é estar a mercê das armadilhas do capitalismo que dilacera e destrói a beleza, a riqueza biológica e a dignidade do morador da ilha, do pecuarista ao investidor, sem dó e discernimento. A Ilha da Sardenha que teve em toda sua história invasores sedentos da pilhagem de suas riquezas, inclusive reportada em sua bandeira a vitória contra os sarracenos, agora é alvo dos interesses capitalistas.

Pelo que li até agora em materiais da NET, pude perceber três abordagens quanto ao destino da ilha da Sardenha, são eles:

1) INDEPENDÊNCIA JÁ! 

Desde 1974 há movimentos para "separar" a Ilha do Continente Italiano. A ilha tinha sua própria moeda, o Sardo; tem autonomia, mas ainda está atrelada às questões políticas e ao governo italiano. A meu ver, a cultura sarda, fortemente agrária, lingua e costumes diferentes da realidade do continente, teve a desastrosa mudança com a implantação do Euro. 

2) A ILHA ESTÁ À VENDA.

No ano passado, o deputado europeu Mario Borghezio, apresentou uma proposta muito suspeita e capitalista, que desconsidera todo o passado histórico e cultural da ilha da Sardenha. Propõe que a Itália, para sair da dívida, coloque à venda a Sicília, Napoles e a Sardenha, ou seja, ceder estes territórios meridionais a estrangeiros; principalmente aos EUA ou Rússia.  Na opinião de Borghezio, somente os bilionários russos ou americanos são capazes de vencer a “Cosa Nostra” da Sicília ou a “Camorra” napolitana. Parece loucura, mas deixa claro a importância que tem a Sardenha e estes territórios para a Itália, senão amortizar uma parte da dívida italiana de dois trilhões de euros. No passado, por uma crise na transição histórica, a Itália provocou a segunda maior diáspora da história da humanidade depois dos hebreus, despachando boa parte de seus cidadãos em condições sub-humanas para a distante América. Dá para perceber, como descendente de italiano, o quanto este país trata seus maiores valores...

3) ZONA FRANCA

A Itália poderia transformar a Ilha da Sardenha em Zona Franca, abrindo as portas aos bilionários, investidores, negócios de toda ordem, transformando a ilha num paraíso fiscal e reduto capitalista; o que acabaria por massacrar a cultura agropecuária e a rica história e antropologia local. A meu ver, como jornalista e historiador, conhecendo “an passant” esta proposta e os exemplos no continente americano, não vejo senão um grande problema a “Zona Franca”, sem estudar detalhadamente as implicações antropológicas e culturais a médio/longo prazo de tal decisão. A estratégia já existe, pois 66% das bases militares italianas estão na Ilha da Sardenha. Para mim, uma medida como esta só servirá aos interesses da Itália e não da Sardenha.

“Historicamente, somos uma comunidade étnica distinta e homogênea, e em nome desta realidade, exigimos nossos direitos, não só na Itália, mas na frente de todo o mundo civilizado".
Antonio Simon Mossa
Ideólogo do Separatismo Sardenha

Isto explanado, dentro de meus parcos conhecimentos, tendo parte de mim um espírito sardo, que deseja o melhor para a terra de meus ancestrais, desejo que a independência venha para a Sardenha como a magia petrificada e mágica de seus Nuraghs que se perpetua no tempo e com a firmeza das leis de Eleonora d’Arborea que marcaram história e a Paz natural e bucólica que dá energia a seus centenários residentes.



Que o patrono São Miguel Arcanjo e Nossa Senhora de Bonária, mãe dos Navegantes, coloque no caminho certo a Ilha da Sardenha e seus moradores. São os desejos de um descendente sardo, distante do berço de seus ancestrais, aqui no Brasil, além mar...



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Encontro de Sardos em Pouso Alegre

Hoje é um dia muito especial para mim (6/6/2013), porque encontrei um descendente sardo em minha cidade. Por um capricho da história, Célio Caetano Patta, neto do sardo imigrante Francesco Patta, é Professor de História de minha filha Giovanna no CNEC de Pouso Alegre.

Compartilhamos a descoberta de sua família no Arquivo Público Mineiro - APM, órgão do Governo de Minas Gerais que desenvolve brilhante trabalho de preservação dos arquivos históricos da antiga Hospedaria Horta Barbosa, de Juiz de Fora; por onde chegaram milhares de italianos para a mão de obra cafeeira em Minas Gerais, pelos idos de 1897. Preservar a memória é preservar a nossa identidade, é por isto que tenho o maior respeito pelo trabalho dos profissionais que zelam pela preservação deste acervo histórico.

Com certeza, o encontro de um jornalista e um historiador, sardos na ancestralidade terão muito que pesquisar sobre a magia e os encantos da Sardenha, bem como a bravura de nossos ancestrais que possibilitou a existência de nossas famílias.
"Buona Fortuna" a toda família do amigo que chega neste fascinante mundo da Genealogia Italiana.




domingo, 19 de maio de 2013

SARDOS - Imigração rara no Brasil.


“DIZEM OS ECONOMISTAS: “Tudo que é raro, é caro”.  CARO PORQUE VALE MUITO.

DOS DESCENDENTES DE ITALIANOS NO BRASIL, NÓS (DESCENDENTES DE SARDOS) SOMOS OS MAIS RAROS.

DE ACORDO COM O IBGE, OS SARDOS FORAM OS QUE MENOS VIERAM PARA O BRASIL. ESTIMA-SE QUE APENAS UM POUCO MAIS DE 6 MIL SARDOS IMIGRARAM PARA O BRASIL, OU SEJA, 0,5% DOS IMIGRANTES ITALIANOS”.

Fonte:  Site “Sardegna terra mia.”

VILLASALTO - Origem anterior a Cristo.


Villasalto ( Biddesartu, na língua sarda)
(Província de Cagliari, Sardenha, Itália) é uma cidade de 1.144 habitantes.

Geografia
O país está localizado na região chamada Gerrei (até o século XIX também foi utilizado o antigo nome de Galilla) e está localizado a uma altitude de cerca de 500 metros acima do nível do mar.
O território da Villasalto enfrenta o norte-leste no rio Flumendosa fundamental porque torna a área fértil e adequado para a agricultura, e se estende para além do rio, em direção ao Salto di Quirra, na área denominada Barigau (o nome indica a sua posição sobre o rio).
O território então se espalha ao sul de Monte Genis (979 m, ao pé da qual está situado no limite municipal sul) lugar, por sua vez incluída no território do município e famosa pelas suas nascentes de água pura e perfeita para qualquer consumidor. Os picos de Monte Genis , acrescentou nell'istituendo parque natural de Monte dei Sette Fratelli, você tem uma bela vista para que você possa ver um panorama amplo que se estende desde as montanhas dell'Ogliastra e Gennargentu no Norte para as montanhas de Cagliari Sul (Serpeddì, os sete irmãos, etc.). Sempre na montanha, há uma nuragica imponente edifício, formado por uma torre central e várias torres coroa com paredes impressionantes que juntá-las. No meio da densa floresta de carvalhos, medronheiros e altas maquis, você pode ver as figuras bizarras esculpidas pelo tempo, o vento ea água sobre a rocha, como a águia (ver foto abaixo), que está localizado na vizinhança o topo da montanha, logo depois de deixar a floresta.
No leste, o território faz fronteira com o Monte Lora , conhecida por sua esfinge pitoresca e encantadora composta por suas falésias de calcário, e que marca a fronteira com o território de San Vito.
A partir da cidade você pode ver os picos de Gennargentu , para o mais próximo, ou seja, o Monte di Santa Vittoria Esterzili, Punta La Marmora, os picos dell'Ogliastra (Sa perder Liana em Gairloch, os saltos de Jerzu, as montanhas de Tertenia, Monte Cardiga de Perdasdefogu), para o mar, na costa leste da Sardenha, a poucos minutos de distância de carro.
Na área existem algumas cavernas, como "Sa Grutta Manna" ou "Sa Grutta 'e eu sinto muito", onde vive o Geotritone Sardo, uma determinada espécie de anfíbio (Ordem: caudado ou Urodelos, nome científico: Hydromantes genei) agora se aproximando d ' extinção.

Flora e fauna
A área é rica em sobreiros, oliveiras, aroeira, medronheiros, estevas, aspargos e cogumelos.
Há muitos animais que são preservadas território dall'incolume: cervos e muflão no território de Monte Genis, dourado águias, falcões, gaviões, javalis, martas, gatos selvagens.

História

O nome Villasalto deriva do latim "saltus" (zona rural) e da Sardenha linguagem Biddesartu, literalmente "cidade do interior".
A área já era habitada em idade nuragica, antes de Cristo. Um testemunho existem vários Nuraghes, como torres disse "Corrolia" ou "Corrulia" localizado no vale Flumendosa, o Nuraghe "Serra Madau" também ele se erguia, agarrando-se a um esporão de terra na confluência dos rios Flumendosa e S'água Callenti ' . A 700 metros acima do Monte Genis há um conjunto de círculos de diferentes tamanhos, chamado Sani SA Dom'e (o nome significa "a casa de neve"), cuja função ainda não está clara: acredita-se que um desses edifícios estava ligada ao culto da água ou que, em geral, esses círculos foram os cappanne, uma aldeia Nuraghe.
A área ficou sob o domínio do exército púnico ou cartaginês, sob o comando, em seguida, passar para os romanos a partir do segundo ao século V dC
O país tem sido por muito tempo sob o Gallilense regra (antiga financiamento população da Sardenha na área de Esterzili), cujo povo tem protegido a área de inúmeras tentativas de invasão, incluindo os romanos que se estabeleceram colonos para explorar a terra. Vestígios romanos estão presentes na necrópole de o Cea Roman em Monte Arrubiu .
Evidências desses eventos são documentados na Tabela Esterzili.
A área foi o destino dos vândalos invasões e bizantinos . Como resultado desses eventos formou a primeira cidade real em uma área protegida e cheia de água, para retirar dos bandidos de Barbagia.
Na Idade Média, a área esteve sob a jurisdição do Cagliari a ser regida pelo Gallura.
Com a conquista da Sardenha pelos aragoneses e domínio espanhol, a área tornou-se em 1681 o centro da cidade foi incluída no "município Villasalto", um feudo do Cappai família nobre.
Em 1708 a área foi por pouco tempo nas mãos dos austríacos e, em seguida, chegar ao duque de Sabóia, em 1718.
Nos tempos modernos, em especial durante a Segunda Guerra Mundial, o país experimentou um forte aumento da população devido à presença de minas Su Suergiu da qual foi extraído e processado antimônio.
Com o fim da guerra, as atividades da mina foi minguando, até o fim, na década de oitenta, trazendo um progressivo despovoamento da cidade.

Fontes de renda
Existem inúmeros Villasaltesi (este é o nome que os locais) que se dedicam à agricultura em áreas que cercam a cidade, dedicando-se à criação de animais de fazenda, como cabras, ovelhas, vacas e bois, porcos , cavalos, galinhas.
Em alguns casos, os empresários que decidiram dedicar-se a este sector ter escolhido utilizam máquinas capazes de iluminar o seu trabalho e para permitir um maior rendimento e produção de leite e queijo especial de vaca.
A agricultura, graças ao solo fértil (especialmente perto do Flumendosa), é relativamente bem desenvolvida e permite uma boa produção de frutas, verduras, legumes e cereais para uso privado e para venda.
Graças a algumas contribuições de jovens empresários, o país tem sido enriquecido por lojas dedicadas aos alimentos, presentes e na produção de produtos locais.
Embora em quantidades menores, uma boa parte da villasaltesi é empregada no sector terciário e em cargos no governo.

Descrição da cidade
A cidade é dividida principalmente em duas partes: A parte inferior e o mais velho é desenvolvido em todo o neoclássico Igreja de San Michele Arcangelo , enquanto o novo é construído em torno da primeira igreja no país, que remonta a 1500, dedicada a Santa Barbara.
Os principais distritos são assim chamados por cidadãos: Coreia, Terrepedis, Tanning, Up Cuccuru, Embankment, Bracuccia, Funtana de Josso, Forreddu, occili Up, Up Battumeo, Cott 'e ois, Ziu Antini
Caminhando ao longo da pedra-pavimentada pelo centro histórico da cidade, encontra-se o Museu da Casa (que abriga as ferramentas de trabalho na sua maioria antigos típica da região) e numerosas casas construídas com a pedra típica do lugar.

Apesar de seus poucos habitantes tem todos os serviços úteis aos cidadãos:
Supermercados espalhados pela cidade, bem como lojas, roupas, artigos para presentes e domésticos; Cidade está localizada ao lado do quiosque e posto de gasolina, e logo após a escola primária e ensino médio, ao lado de um grande ginásio e um campo de futebol chamado "Piazzetta Preto"; o centro da vila há também um " bed & breakfast "e um restaurante que serve pratos tradicionais; não muito longe do centro da cidade existe um heliporto totalmente funcional e equipado para a intervenção de helicópteros e bombardeiros CL-215/CL-415 em caso de incêndio, muito freqüente, especialmente durante o verão.

Tradições

São Miguel Arcanjo - é o santo padroeiro do país e é comemorado no dia 29 de setembro. O festival será celebrado religiosamente e só raramente eventos são organizados em civil.

Santa Barbara – A maior festa da cidade é o da Santa Bárbara, comemorado no primeiro domingo do mês de junho. O festival tem a duração de pelo menos 4 dias e nesta ocasião o país está cheio de peregrinos de Barbagia de Sarrabus e de todas as áreas mais ou menos próximas do país.

San Cristoforo - A poucos quilómetros da vila é a igreja dedicada a São Cristóvão. Sua festa é celebrada entre os dias 13 e 14 de agosto, inclui uma procissão desde a igreja do padroeiro São Miguel Arcanjo é levantar e caminhar para a pequena igreja país. O retorno da Padroeira da Igreja é acompanhado por uma procissão de carros que termina com a benção dos motoristas.
St. Anthony e St. Sebastian - A festa dos dois santos é realizada no dia 17 de janeiro e 20 de janeiro. Para ambas as celebrações são organizadas noite da fogueira na praça da cidade e laranjas ou pão são distribuídos para a população, de acordo com o Santo celebrado.
É Animeddas - Festival para crianças e adultos, na manhã de 31 de Outubro, as crianças vão de casa em casa desde os tempos antigos para receber mantimentos (principalmente doces ou frutas) que os habitantes do país dão às crianças em honra das almas dos mortos.
Sinnadroxiu - O festival é realizado na zona rural circundante da cidade, no dia da Ascensão. Em sinnu ("o sinal" e daí o nome sinnadroxiu ) é a principal marca, que é afixada ao gado para o reconhecimento e é a adição desta marca, que é comemorado nesta ocasião. Durante o evento é oferecido em um lenço coalhada fresca produzidos pelos pastores. Além de vários degustação do turismo local também oferece um almoço com carne de ovelha .
Durante as várias festividades grupo folclórico "São Cristóvão", composta por alguns Villasaltesi, realiza em lugar tradicional dança traje a característica Ballo Sardo.

Fonte:  Wikipédia