quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Apostimentos de Documentos para a Cidadania


Respondendo a dúvidas de outros colegas na busca da cidadania italiana:

O apostilamento, com base na APOSTILA DA CONVENÇÃO DE HAIA é o reconhecimento da autenticidade do documento oficial (Neste caso, as Certidões dos Cartórios de Registro Civil no Brasil), atribuindo a ela o valor e reconhecimento no Exterior, em outros países. Ela simplifica e agiliza os processos de reconhecimento da cidadania. Os documentos apostilados nos Cartórios de Notas no Brasil podem ser levados direto aos órgãos oficiais de outros paises (aqueles relacionados na Convenção de Haia), para que sejam analisados e juntados em outros processos. Vários são os Cartórios  de Notas que já aderiram no Brasil ao apostilamento. O custo varia de região para região e de Estado, mas aqui em Pouso Alegre, no sul de Minas, saiu por R$ 106,40 o documento (frente e verso) e acrescenta R$ 22,40 por folha a mais no documento.

Para recordar. Este apostilamento ocorre em cada Certidão de Inteiro Teor atualizada, referente aos eventos NASCIMENTO, CASAMENTO E ÓBITO de cada ancestral. Segundo informações que obtive, mesmo que nossas Certidões tenham tempo útil pequeno aqui, 90 dias (coisa de Brasil), na Itália considera que se não houver nenhuma alteração, a Certidão pode ser aceita no período de até um ano. As certidões  italianas tem validade bem superior as do Brasil.  

A reta final de agendar a entrega de documentos no Consulado nos deixa ansiosos. É uma grande emoção depois de tantas pesquisas, documentos perdidos e gastos. Mas vale a pena os esforços. É o sentimento profundo da aproximação de nossas raízes e ancestralidade. Infelizmente não localizei os documentos originais do meu "nonno", que faleceu em terras brasileiras como legítimo sardo. Ao conquistar a cidadania, todas as vezes que segurar os documentos italianos nas mãos como GIUSEPPE, sentirei ainda mais cercado de meus ancestrais. ESTÁ NO NOSSO DNA, ESTARÁ NOS DOCUMENTOS E EM NOSSAS ALMA ESTE "PERTENCIMENTO".

Não percam a esperança, porque somos frutos de desbravadores e destemidos imigrantes. Desejo Buona fortuna e proteção a todos que pesquisam, valorizam a cultura italiana e estão no caminho de obter sua cidadania.

Abaixo, segue a imagem do documento resultante do APOSTILAMENTO, específico à Certidão de Óbito de meu "nonno" RAFFAELE CAPPAI, seguido de sua foto e da família que constituiu no Brasil.

Apostilamento da Certidão de Óbito de meu "nonno". Este documento específico, obtido no Cartório de Notas, deve acompanhar todas as Certidões e Documentos no processo de cidadania.

RAFFAELE CAPPAI, meu nonno, filho eterno da Sardenha.

Família de meu "nonno" Raffaele Cappai. 

SARDO SIAMO, PER SEMPRE!!!


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

COMO A POLÍTICA E A ECONOMIA IMPUSERAM AS REGRAS


Durante a ditadura de Getúlio Vargas, na década de 40, o governo brasileiro pressionou de fato os imigrantes, que já traziam o temor e a desconfiança em suas bagagens e experiências em terras estranhas a seus costumes e origens. Nos dados históricos, constatamos que as ações governamentais eram bem rigorosas quanto a expressão da cultura e o idioma por parte dos imigrantes. O governo temia que as influências externas pudessem vir com os imigrantes, podendo abalar a estrutura do governo com o anarquismo e prejudicar o nacionalismo que era estimulado com a ditadura de Vargas. Este povo valente fez mais pelo país, do que ameaçar com esta temível "anarquia" e "vandalismos". Os imigrantes contribuíram muito por impulsionar o país na industrialização e no desenvolvimento, após serem explorados em sua grande parte como mão de obra barata pela voraz aristocracia cafeeira. 

Neste aspecto, o autor de "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", aponta os fatos históricos que mostram a eficácia do país, principalmente o Estado de Minas Gerais, em arrebanhar grandes levas de miseráveis com a falsa promessas de um "Paraíso nas Américas", com predicativos como: "país da oportunidade", "abundâncias", "riquezas minerais", ter seu próprio "castelo" e, é claro, com todas as ajudas do governo. Na verdade, o governo buscava a mão de obra para jogar nas mãos dos ávidos fazendeiros, que perderam seus escravos após a Abolição dos escravos no país. Uma vez dentro do país, eram abandonados a própria sorte nas mãos dos fazendeiros. Mas antes disto, eram habilmente cadastrados pelo governo na chegada do Porto e nas hospedarias, para que as famílias fossem separadas e não pudessem se organizar contra o governo. Muitas tragédias familiares foram deliberadamente provocadas, com muitos "indigentes" enterrados em valas comuns. Sem alternativas para "o que restou das famílias", muitas retornaram a seus países e migraram para países vizinhos. 

Na escravidão, a regra era a chibata nas costas dos escravos e, posteriormente, os contratos leoninos e a exploração politico-econômica com os imigrantes. O Brasil foi construído desta forma, com base na exploração sem limites de seres humanos; um Kharma que se arrasta e tem sua perpetuação nos corruptos, larápios e corruptos atualmente no poder, cheios de falácias e dissimulações, enganando o povo, enquanto enriquecem... Ainda hoje, pouco mais de 100 anos do fim da imigração que marcou este país, este "poder público" contribui para a formação de favelas, a marginalização, a pobreza, a precária falta de infraestrutura e educação no país. Os malfeitores se organizam em partidos políticos e defendem regras que só a eles interessam. O problema não era com os imigrantes, mas já se encontrava aqui e enraizou de forma cancerígena no DNA de alguns brasileiros...

Os cartazes ameaçavam os imigrantes a abandonarem seus costumes e culturas no país e eram espalhados nas regiões onde se concentravam, como este no Rio Grande do Sul, a seguir:


Aviso colocado em locais de frequentação pública. Este no Rio Grande do Sul, no ano de 1942.  Fonte: Acervo de Edilberto Luiz Hammes.


Cartaz motivacional que era utilizado para busca de mão de obra na Itália, algumas com subsídios do próprio governo italiano. Estes imigrantes foram iludidos para "conquistar" um paraíso que não existia. Muitos descendentes de italianos não conhecem as histórias de seus ancestrais, não tem documentos ou fotos, porque foram intencionalmente apagadas por pressões do governo, que impôs uma identidade aos novos cidadãos. Meus ancestrais NÃO NATURALIZARAM brasileiros, foram um dos poucos nesta RARA IMIGRAÇÃO que não retornaram à Sardenha... morreram como sardos nestas terras...

No livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", conto fragmentos de minha família sarda, separados pelas fases históricas no país e como este representante da segunda geração de sardos percebe esta herança cognitiva e psicológica. É minha parca contribuição a minhas raízes, do qual me orgulho profundamente.

Autor: José Capaz
Jornalista e escritor.

REGISTRO DA CHEGADA DOS SARDOS EM MINAS GERAIS



A família CAPPAI veio no vapor EQUITÁ (Este que está na foto de época), cuja chegada foi registrada na edição do jornal “Diário Oficial – Minas Geraes”, de 29 de Junho de 1897, terça-feira. Entre os passageiros estavam meus ancestrais sardos, que deram entrada na Hospedaria Horta Barbosa de Juíz de Fora (conforme registros no APM - Arquivo Público Mineiro e cópias obtidas pelo Autor do livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR").

O jornal anunciava nesta edição de 1897 os seguintes dizeres: “IMMIGRAÇÃO: Segundo communicação telegráphica da agencia fiscal do Rio de Janeiro, a 27 do corrente, chegou áquele porto o vapor “Equitá” trazendo 443 immigrantes para este Estado, os quaes no mesmo dia vieram para a hospedaria de Juiz de Fóra”.

Cópia digital do "Diário Oficial" de 1897, anunciando a chegada de imigrantes no Porto de Santos, dentre eles poucos sardos e a família Cappai.


Cópia do registro original da entrada dos imigrantes na Hospedaria Horta Barbosa, com registro da chegada da família de sardos Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa (Primeira família da lista)


Certidão do APM - Arquivo Público Mineiro atestando a chegada de meus ancestrais sardos em Minas Gerais em 1897, Brasil.


A HISTÓRIA DOS SARDOS NO BRASIL




Uma história além-mar que envolve uma família italiana, orgulhosamente sardos. Um momento histórico e dramático no continente europeu, os reis da Sardenha, o sonho de dias melhores no “paraíso” chamado América e as fazendas repletas de flores brancas nos cafezais mineiros. Uma viagem em mar aberto, sem volta, deixando o passado para traz e o início de uma nova vida. Quem pesquisa é o neto descendente, jornalista e historiador mineiro José Capaz Dutra Cappai, que vasculha a história fecunda e adormecida nos documentos históricos e, na bateia, diante de tantos fatos inusitados, o levam a reverenciar ainda mais seus ancestrais.



Curiosidades no livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR"



"Os sardos se organizaram em várias regiões e países, em grupos fechados: os CIRCOLOS SARDOS. A finalidade é manter viva a memória da sua terra, fomentar a cultura da ilha e estimular o resgate cultural de seus descendentes.  Os Circolos Sardos no Brasil são: Circolo Social Sardo Su Nuraghe (SP), Circolo Social Cultural Sardo Giuseppe Dessi (SP), Circolo Sardo de Minas Gerais (MG), Circolo “Gennargentu” (PR) e Circolo “Grazia Deledda” (RJ). Nos países vizinhos ao Brasil, registram-se: Circolo Sardo Cileno (Providência - Chile), Circolo Sardo del Noroeste Argentino (San Miguel De Tucuman - ARG), Circolo "Antonio Segni" (Buenos Aires - ARG), Circolo sardo Rosario (Santa Fé – ARG), Circolo Italo Argentino Raices Sardas (San Isidro – ARG), Circolo Sardo de Salta (Bolivia), entre outros. No Brasil, por dispersão dos grupos e retorno da maioria das famílias imigrantes logo após 1897, com a crise do café em Minas, parte desta identidade foi pulverizada, como ocorreu na família Cappai."

Pesquisa:  José Capaz


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

AS RAÍZES DA HISTÓRIA SARDA NO BRASIL

Da árvore genealógica dos "CAPPAI", da família dos sardos Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa, que veio no navio EQUITÁ (imigração tardia) em 28 de junho de 1897, estava meu nonno Raffaele Cappai e mais cinco irmãos:  Antônio, Maria, Salvatore, Filomena e Daniele

Poucas informações tenho de meus tios avós, exceto de Maria que faleceu no Asilo de Leopoldina e parte de Salvatore, cuja família reside em cidades serranas do Espírito Santo. Recentemente, contatos feitos a partir do "Blog", obtive algumas informações de Antônio e Daniele, através de seus netos; que também pesquisam e buscam a cidadania. Mas infelizmente, não há informações da composição de suas árvores genealógicas, paradeiros e fotos. Esta falta de informações e localização dos parentes sardos se estende sistematicamente para minha bisavó, de sobrenome GESSA. Não consegui rastrear nada deste sobrenome na zona da mata. 

Possivelmente, esta malograda imigração rara dos sardos, terminou com a pequena leva de imigrantes retornando para a ilha da Sardenha, por problemas de adaptação (poucos falavam o italiano). A própria história de Minas Gerais, com a queda da monocultura do café, forçou algumas famílias de sardos a mudarem para São Paulo, o sul do país e países vizinhos, onde a industrialização apelava por uma mão de obra diferenciada, descontextualizada da zona rural. Os imigrantes sardos ficaram ainda mais marginalizados, porque descendiam da cultura agrícola e do pastoreio. Na separação das famílias pela pressão econômica e adaptação ambiental, algumas ficaram no país por falta de opção, mas a maioria retornou para a Sardenha.

Encerrei animado o mês de julho 2018, com os contatos de Renato (SP) e Fabiano José (PR). O Renato Capai (com apenas um "p") é neto de Salvador Capai e bisneto de meu tio avô ANTÔNIO CAPPAI. O avô Salvador Capai casou com Anna Benedito Benedetti em 04/02/1928, em São Manoel (PR) e faleceu em 05/12/1990 em Maringá - PR. Seu bisavô ANTÔNIO CAPPAI casou com Amabile Maria Françoso e teve o Salvador com cerca de 28 anos. 

Outro tio avô que tive informações é DANIELLE CAPPAI, que no Brasil atendia pelo nome Daniel Capaz, foi casado com Maria José Diana, em 27/12/1919, em Palma - MG. Morreu em 19/04/1966, em Paiçandu, distrito de Água Boa, Paraná. É pai de Sebastião Rodrigues Capaz, que tem como filha Ilza Maciel de Oliveira, mãe de Fabiano José Pereira de Oliveira. O Fabiano que entrou em contato comigo através do "Blog". Outra história que passa a compor minhas pesquisas.

Estas duas histórias que conheci agora, só foi possível conhecer através dos contatos de Renato e Fabiano. Meus tios avós saíram da região da zona da mata mineira há muitos anos para o Paraná e as famílias perderam totalmente o contato. Assim também ocorreu com a família do tio avô SALVATORE CAPPAI, que no Brasil atendia pelo nome Salvador Capaz, cuja família reside toda no Estado do Espírito Santo. Uma parte da família de Salvatore corrigiu o sobrenome (de Capaz para Cappai) no Cartório Civil de Providência, também para fins de obter a cidadania italiana.

No meu livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", 220 páginas, relato todas minhas pesquisas jornalísticas a partir desta pequena família de sardos, dentro do contexto histórico, social e político, da rara imigração dos sardos para o Brasil. Este livro estará disponível em breve para aquisição aos interessados. Trata-se de uma obra "aberta", passível de reedições, considerando o ingresso de novas informações por parte dos arquivos pessoais de parentes e possíveis fontes históricas. É um tema bem escasso de fontes e documentos, mas muito cativante.

É importante anotar que, tão raro quanto a imigração, é o registro dos sardos no país; principalmente pela carência de informações e arquivos nas próprias famílias. O Brasil é um país que pouco investe na preservação de sua história. Foi predominantemente construído pelos braços de imigrantes, que entende o imigrante como um "ser sem história", que abandonou sua história em troca de outra. Agindo ainda assim, vejo um país sem identidade, com sérios problemas sociais e psiquiátricos. O DNA da grande maioria do seu povo, se reporta a raízes que, culturalmente e politicamente, foram forçadas à morte prematura. As famílias dos imigrantes foram separadas intencionalmente, devido ao medo do governo da época, destas se organizarem em rebeliões. Por lei, foram proibidas a não falarem seu idioma de origem, muito menos expressarem sua cultura. A punição era multa e cadeia, tratadas como marginais. Meu pai João Capaz de Oliveira, falecido no ano passado, ficou apavorado quando soube que eu buscava nossas raízes sardas e a cidadania italiana. Ele que nasceu em 1934, só expressou pavor de guerra e perseguições políticas ao saber de minha decisão. 

Assim, o autor do BLOG, como a segunda geração de sardos no Brasil, com DNA 100% europeu (Teste feito pelo My Heritage, nos EUA), não conheceu seus parentes, não teve contato com o idioma de seus ancestrais e, mesmo formado em jornalismo, teve muitas dificuldades em rastrear a história da imigração dos sardos. Mas eu carrego a persistência do Popolo sardo e a bravura de Shardana, aprendi a edificar resiliente meus Nuraghes de pedra, porque a isola paradiso está gravada PER SEMPRE em minha alma. O físico é brasiliano porque nasci nestas terras, mas minha alma e história é da Sardenha. Partirei deste mundo, com o espírito e identidade da Sardenha, como meus ancestrais. Estas são as minhas raízes, que reconstruo, preservo e me orgulho delas. E nesta busca diária, estou protegido por San Michele, patrono de Villasalto, a terra de meus ancestrais sardos.

Agradeço aos amigos e parentes que puderem me ajudar com informações e fotos da família "CAPPAI". 
A kENTANNOS!!!


domingo, 24 de junho de 2018

QUANTO CUSTA REQUERER A CIDADANIA ITALIANA?


Esta é uma pergunta frequente entre os "oriundis", os descendentes de italianos no Brasil. Muitos não buscam a cidadania por desconhecer os procedimentos, pela tão comentada burocracia e custos elevados do processo. Outros, porque não pretendem ir em busca de suas raízes na Europa. Mas, ainda assim, alimentam a curiosidade em obter a cidadania italiana. Por isto, resolvi apontar no BLOG os custos de hoje (junho de 2018), para que todos tenham uma base.

Em primeiro lugar é importante conhecer os benefícios de ter a cidadania. Quem tem filhos e netos, ou um dia os terão, entenderá que a conquista é compartilhada entre os familiares, perpetuando os laços e a energia vital familiar entre as gerações. Pelo fato dos nossos ancestrais estarem mortos, eles não deixam de existir. É nossa origem. Eles atravessaram o mar, enfrentaram situações difíceis num país com cultura e idioma diferente e sobreviveram. Tudo isto, traz um sentido maior. Estamos vivos hoje, graças a estes contumazes  aventureiros. E este elo é refeito com a cidadania italiana, que nos permitirá livre circulação dentro dos países da União Européia, acesso a estudos com valores reduzidos e serviços de saúde e emergências. É um legado para os filhos e netos.

Vamos considerar que o interessado já tenha conseguido localizar seu parente próximo, que veio da Itália durante a imigração. Que tenha localizado o registro do navio e sua entrada na Hospedaria dos Imigrantes, através do ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO. Também que esteja em suas mãos a CERTIDÃO DE NASCIMENTO ITALIANA do seu ancestral, obtida na Itália através de um conhecido lá ou através de uma consultoria especializada. E que também tenha feito a TRADUÇÃO JURAMENTADA desta Certidão. E mais que isto, tenha reunido de seus ancestrais (Avô e Pai) todas as CERTIDÕES DE INTEIRO TEOR, respectivo ao Nascimento, Casamento ou Óbito de cada um deles. E também tenha feito o APOSTILAMENTO destas Certidões no Cartório de Notas, o que atribui a estas Certidões o selo de "documento oficial", para que seja aceito e analisado em outros países; procedimento aceito a partir da Convenção de Haia de 14/08/2016.

E agora, é chegado a hora de agendar a entrega dos documentos, após QUATRO ANOS DE ESPERA na filha do Consulado Italiano. Neste ponto, considerando que o "Nonno" seja nosso ancestral italiano não naturalizado brasileiro, é possível falar dos gastos. Vejamos:

07 (sete) Certidões de Inteiro Teor - CIT  = R$ 623,00
09 (nove) Apostilamentos das Certidões (incluindo as suas) = R$ 961,92
02 (duas) Traduções juramentadas (as suas Certidões) = Cerca de R$ 500,00
07 (sete) Reconhecimentos de firmas nos requerimentos CIT aos cartórios = R$ 41,93
Taxa do Consulado Italiano para o serviço consular = 300 euros = R$ 1.299,00

SUB-TOTAL:  R$ 3.425,85

Lembra da Certidão de Nascimento do "Nonno" que solicitou na Itália e também sua tradução juramentada? Acrescente seu valor nestes custos, que hoje fica por volta de R$ 750,00. Então teremos o custo final:

TOTAL DOS GASTOS PARA OBTER A CIDADANIA ITALIANA = R$ 4.175,85

Voltando a falar dos benefícios, é interessante dar o exemplo da filha de um amigo. Ela conseguiu a cidadania. Não esperavam que os rumos dos estudos, levassem ela a mudar para a Dinamarca, com apenas 23 anos. Com a cidadania e o passaporte europeu, isto foi possível para esta família. Hoje ela reside e trabalha na Europa, sem problemas com vistos, residências ou acesso a serviços essenciais. A cidadania possibilitou que ela pudesse trabalhar de forma legal e ser respeitada como cidadã. Por isto, sempre enfatizo que a cidadania é um direito constitucional daquele país, mas que (uma vez conquistado) abrirá perspectivas para as novas gerações. E atravessar novamente o mar, como descendentes daqueles destemidos imigrantes, é revitalizante...

Espero que tenha ajudado. 
A KENTANNOS!!!