domingo, 24 de janeiro de 2016

LINKS interessantes para sobrenome CAPPAI



Distribuição do sobrenome Cappai na Itália, destacando a supremacia das famílias e sua origem na ilha da Sardenha:

http://www.mondosardegna.net/all-lang/cognomi/cognomi.phpLANG=ita&single=1&cognome=CAPPAI

Orígem do Título de Nobreza - "CAVALEIRO HEREDITÁRIO E NOBRE SARDO.", que se estende a todos os membros da família, com origem na Ilha da Sardenha.

http://www.araldicasardegna.org/storia_nobilta/origen_del_cavallerato.htm

Dicionário Histórico Feudal, onde cita as duas grafias na origem feudal do sobrenome na Ilha da Sardenha. Vejam:

http://www.araldicasardegna.org/storia_nobilta/dizionario_storico_feudale.htm

Palácio Nieddu Cappai - História da Ilha. No Brasão da Família está estampado o "Albero eradicado", a árvore que simboliza o Regno d'Arborea. Vejam:

http://www.araldicasardegna.org/palazzi_quadri_oggettistica/palazzo_cugia.htm

O Hebraísmo na Sardenha - Estudos apontam a orígem bíblica do sobrenome Cappai. "Gabbai" é uma das 12 tribos de Benjamin, que percorreu o deserto em busca da terra prometida. A raiz dos sobrenomes são bem parecidos. Consultem:

http://www.linguasarda.com/htm/linguista/ebraismo_sardegna.html#2p

PROCEDIMENTO:  Copie o LINK e cole no local de pesquisa de seu navegador e dê "ENTER" para acessar a pesquisa.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Neve em Villasalto - Sardenha

A região de Gerrei, onde está localizada Villasalto, a cidade de meus ancestrais sardos, está sob intensa neve.

Quem postou as fotos de Villasalto no facebook é seu morador Ignazio Siddi. Nas montanhas ao fundo, está a parte alta do monte de Gennargentu (Punta La Marmora) , área do Parque Nacional, a 1.834 metros de altitude, onde vemos os picos nevados nesta época do ano.

A informação é que está muito frio na região serrana da Sardenha, onde os carros estão com dificuldades para trafegar. É uma boa ocasião para se tomar um vinho, degustar um bom queijo e apreciar uma boa companhia próximo à lareira. Gostaria muito de estar com a patroa na Sardenha neste momento, a passeio na ilha paraíso...









terça-feira, 17 de novembro de 2015

A nova Geração de Descendentes Sardos

Como descendente de imigrantes sardos, carrego comigo uma alma altruísta, bem direcionada pelos ensinamentos de meu pai. Gostamos de ajudar e sabemos dividir e estas características nortearam a escolha das profissões na família. Formei nas áreas de humanas, atuando como Técnico em Agropecuária, Extensionista, Gestor Ambiental, Jornalista e Historiador. Atuar na área de humanas foi o tempero que a vida me reservou, trazendo nas entrelinhas do que aprendi, muitas nuances e vivências de meus antepassados. Gosto do ambiente rural. Meus antepassados sardos viveram e contribuíram com suas vidas para o país, mas nos deixou a dignidade de andar de cabeças erguidas, do sono tranquilo e da luta por boas causas. Esta é talvez a maior das heranças...

É fato que nos realizamos com as conquistas dos filhos. Hoje tenho o prazer de acompanhar minha filha Giovanna Kersul Cappai  desenvolvendo trabalho acadêmico no curso de Direito analisando a eficácia da comunicação rural na orientação jurídica ambiental dos produtores rurais na região do sul de Minas. Também alegro ao ver o projeto de minha filha Gizelle Kersul Cappai no curso de Engenharia Civil, ser aprovado em primeiro lugar no Estado de Minas Gerais pela Sociedade Mineira de Engenharia - SME, destacando-se entre 56 projetos apresentados, cuja proposta transforma rejeitos da mineração de quartzito em casas populares.

As sementes plantadas pelos descendentes são testemunhas visíveis que os sardos são vitoriosos além das fronteiras da ilha (A ILHA REALMENTE ATRAVESSOU O MAR) e, na luta pela sobrevivência, entregam-se visceralmente ao trabalho de causas sociais. Além da rigidez, da melancolia e a constante cobrança interior, características típicas da raça mediterrânea, aprendemos a viver com alteridade. A natureza do bem é gerar frutos do bem...

SARDOS PER SEMPRE.




quinta-feira, 16 de julho de 2015

Livro: A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR.


Em breve estarei lançando o meu primeiro livro sobre a imigração dos sardos em Minas Gerais. Estou na fase de contatos com as Editoras. O valor do livro está sendo analisado a R$ 35,00. Será disponibilizado também na versão Ebook, a valor diferenciado para este formato.  Possui 216 páginas.

O livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR" encerra o trabalho de pesquisa jornalística de quase três anos que envolve parte da Família Cappai, as origens e a rara imigração dos sardos em 1897; bem como uma pesquisa histórica na Ilha da Sardenha, berço de meus bisnonnos Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa e meu nonno Raffaele Cappai.

Neste trabalho apresento as origens do sobrenome, sugestões para pesquisar a genealogia das famílias, dicas para reconhecimento da cidadania italiana e a importância da busca de suas origens. Certamente a "viagem" mais importante do ser humano no seu autoconhecimento é o estudo da genealogia. Conhecer suas raízes é se encontrar como ser humano no mundo. Seja descendente de nobres ou plebeus, banqueiros, comerciantes ou rudes pastores de cabras, todos têm histórias para contar. A ilha atravessou o mar, porque a alma do imigrante sardo é imortal, profundamente arraigada na sua gente. O popolo sardo rebrota nas estações, na sazonalidade e fertilidade das terras brasileiras e sua história agora tem motivos para frutificar...




RESENHA

Uma história além-mar, que envolve a imigração de uma família de sardos a Minas Gerais de 1897. Um momento dramático na crise econômica que abateu sobre todo continente europeu; a família feudal Cappai no Reino de Arborea; Reis e rainha da Sardenha; pastores sardos e, incontinenti, o sonho de dias melhores fora do paraíso, num lugar chamado “América”. Os poucos sardos que vieram como “burros de carga” para Minas Gerais, a maioria retornou para a ilha no Mediterrâneo. O abandono das raízes dá início a uma vida de desencontros. A família de Giuseppe e Maria Annica permaneceu em solo mineiro, deixando como herança a Síndrome dos Imigrantes e sua história dispersa. Este é o início da descoberta! Boa parte de nossos sentidos, percepções e reações emotivas, a predisposição do organismo às doenças e a manifestação de patologias mais arraigadas na mente podem ter respostas na genealogia. Quem escreve e junta os cacos é o neto descendente, o jornalista e historiador mineiro José Capaz Dutra Cappai, que pesquisa a história adormecida e fecunda nos documentos históricos. Seus bisnonnos pensavam retornar ao paraíso Sardenha, mas algo impediu a volta. Diante das descobertas, o acaso o leva a reverenciar seus ancestrais; despertando-lhe a saudade de uma ilha que nunca conheceu...

Autor:  José Capaz Dutra Cappai
Contato:  italianocapaz@gmail.com 


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Arquivo Público Mineiro - APM / BH

O Memorial do Imigrante encontra-se no site do Arquivo Público Mineiro – APM, sede em Belo Horizonte. Nele podem ser localizados indivíduos que deram entrada na Hospedaria Horta Barbosa, de Juiz de Fora, Imigrantes Italianos e outros em Minas Gerais, ou pessoas que foram registradas nos órgãos de fiscalização de estrangeiros em Minas Gerais no período da imigração. 


Arquivo Público do Estado de São Paulo

O Memorial do Imigrante encontra-se no site do Arquivo Público do Estado, nele podem ser localizados indivíduos que desembarcaram no Porto de Santos, os que deram entrada na Hospedaria de Imigrantes entre 1887 e 1978, ou pessoas que foram registradas nos órgãos de fiscalização de estrangeiros em São Paulo entre os anos de 1939 e 1984. 

sábado, 18 de abril de 2015

Sardo per Sempre.

Ter sangue sardo é...

Cultivar a ilha paraíso no coração, sem fazer da alma uma ilha.
E mesmo cruzando extensos mares, carregar sua história milenar.
É cantar cappela e ecoar seus sentimentos ao longe, abraçando o mundo.
Numa mística forma que envolve todas as estações e sentidos.
É ser forte e galgar alturas como muflones nos rochedos.
Ter a paciência de pastores e monges a vigiar seu rebanho.
É não se entregar fácil aos desafios de seus algozes, na nobreza de javalis.

Ser família, como profissão de fé diária.
Seguir procissões e ritos, pedir a benção do nonno nas árduas campanhas.
É não ceder ao jogo da vida, como pedras que se moldam ao vento inclemente.
Sentir-se parte da natureza, do cosmos às profundezas do ser, colhendo uvas.
Ter adiante das veredas, a presença de São Miguel Arcanjo.
Agir no tempo certo, calmo como a corticeira que se deixa cortar e servir.
Sentir-se pleno aos pés das montanhas, com Gennargentu a nos sondar.

É ter no vino, formaggio di pecora, pane curasao, uma conexão celestial.
Viajar pela gastronomia, como el trenino contornando serras e mar de rara beleza.
Cultivar a arte na madeira, na cortiça e na rocha, gravando-a para a posteridade.
Guardar n’alma, mais de sete mil torres de enigmática beleza, uma parole sem fim.
Desfazer-se das máscaras e do sentir Mamuthones, ao som dos sinos e ventos.
Na manhã seguinte, renascer livre e forte como um histórico Giganti di Prama.
É dizer Io sono Sardo, cujas raízes nurágicas se perdem nas brumas do tempo.

Quando vir a solidão, invade n’alma o canto de launeddas ao vento.
Ou grite e ouça seu eco nas montanhas, como puro manifesto da liberdade.
É falar de política, no ir e vir de ideias gramscianas, de um mundo manipulado e perdido.
Tomar uma Ichnusa, quando todos os argumentos falharem na vagueza do ser.
Ter odores e sabores dos campos floridos e entender a neve, quando tudo adormecer.
Acordar com o dia em brumas na Pinnetta, rodeado de cabras e pensamentos.
É tudo sonhar, sem nunca ter estado no lugar, mas viajar com a alma de Deledda...

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18/04/2015
Poesia de um descendente sardo.
Saudoso da ilha que ainda não conheceu e estudioso de suas raízes.
José Capaz Dutra Cappai, 51 anos.