segunda-feira, 6 de agosto de 2018

REGISTRO DA CHEGADA DOS SARDOS EM MINAS GERAIS



A família CAPPAI veio no vapor EQUITÁ (Este que está na foto de época), cuja chegada foi registrada na edição do jornal “Diário Oficial – Minas Geraes”, de 29 de Junho de 1897, terça-feira. Entre os passageiros estavam meus ancestrais sardos, que deram entrada na Hospedaria Horta Barbosa de Juíz de Fora (conforme registros no APM - Arquivo Público Mineiro e cópias obtidas pelo Autor do livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR").

O jornal anunciava nesta edição de 1897 os seguintes dizeres: “IMMIGRAÇÃO: Segundo communicação telegráphica da agencia fiscal do Rio de Janeiro, a 27 do corrente, chegou áquele porto o vapor “Equitá” trazendo 443 immigrantes para este Estado, os quaes no mesmo dia vieram para a hospedaria de Juiz de Fóra”.

Cópia digital do "Diário Oficial" de 1897, anunciando a chegada de imigrantes no Porto de Santos, dentre eles poucos sardos e a família Cappai.


Cópia do registro original da entrada dos imigrantes na Hospedaria Horta Barbosa, com registro da chegada da família de sardos Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa (Primeira família da lista)


Certidão do APM - Arquivo Público Mineiro atestando a chegada de meus ancestrais sardos em Minas Gerais em 1897, Brasil.


A HISTÓRIA DOS SARDOS NO BRASIL




Uma história além-mar que envolve uma família italiana, orgulhosamente sardos. Um momento histórico e dramático no continente europeu, os reis da Sardenha, o sonho de dias melhores no “paraíso” chamado América e as fazendas repletas de flores brancas nos cafezais mineiros. Uma viagem em mar aberto, sem volta, deixando o passado para traz e o início de uma nova vida. Quem pesquisa é o neto descendente, jornalista e historiador mineiro José Capaz Dutra Cappai, que vasculha a história fecunda e adormecida nos documentos históricos e, na bateia, diante de tantos fatos inusitados, o levam a reverenciar ainda mais seus ancestrais.



Curiosidades no livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR"



"Os sardos se organizaram em várias regiões e países, em grupos fechados: os CIRCOLOS SARDOS. A finalidade é manter viva a memória da sua terra, fomentar a cultura da ilha e estimular o resgate cultural de seus descendentes.  Os Circolos Sardos no Brasil são: Circolo Social Sardo Su Nuraghe (SP), Circolo Social Cultural Sardo Giuseppe Dessi (SP), Circolo Sardo de Minas Gerais (MG), Circolo “Gennargentu” (PR) e Circolo “Grazia Deledda” (RJ). Nos países vizinhos ao Brasil, registram-se: Circolo Sardo Cileno (Providência - Chile), Circolo Sardo del Noroeste Argentino (San Miguel De Tucuman - ARG), Circolo "Antonio Segni" (Buenos Aires - ARG), Circolo sardo Rosario (Santa Fé – ARG), Circolo Italo Argentino Raices Sardas (San Isidro – ARG), Circolo Sardo de Salta (Bolivia), entre outros. No Brasil, por dispersão dos grupos e retorno da maioria das famílias imigrantes logo após 1897, com a crise do café em Minas, parte desta identidade foi pulverizada, como ocorreu na família Cappai."

Pesquisa:  José Capaz


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

AS RAÍZES DA HISTÓRIA SARDA NO BRASIL

Da árvore genealógica dos "CAPPAI", da família dos sardos Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa, que veio no navio EQUITÁ (imigração tardia) em 28 de junho de 1897, estava meu nonno Raffaele Cappai e mais cinco irmãos:  Antônio, Maria, Salvatore, Filomena e Daniele

Poucas informações tenho de meus tios avós, exceto de Maria que faleceu no Asilo de Leopoldina e parte de Salvatore, cuja família reside em cidades serranas do Espírito Santo. Recentemente, contatos feitos a partir do "Blog", obtive algumas informações de Antônio e Daniele, através de seus netos; que também pesquisam e buscam a cidadania. Mas infelizmente, não há informações da composição de suas árvores genealógicas, paradeiros e fotos. Esta falta de informações e localização dos parentes sardos se estende sistematicamente para minha bisavó, de sobrenome GESSA. Não consegui rastrear nada deste sobrenome na zona da mata. 

Possivelmente, esta malograda imigração rara dos sardos, terminou com a pequena leva de imigrantes retornando para a ilha da Sardenha, por problemas de adaptação (poucos falavam o italiano). A própria história de Minas Gerais, com a queda da monocultura do café, forçou algumas famílias de sardos a mudarem para São Paulo, o sul do país e países vizinhos, onde a industrialização apelava por uma mão de obra diferenciada, descontextualizada da zona rural. Os imigrantes sardos ficaram ainda mais marginalizados, porque descendiam da cultura agrícola e do pastoreio. Na separação das famílias pela pressão econômica e adaptação ambiental, algumas ficaram no país por falta de opção, mas a maioria retornou para a Sardenha.

Encerrei animado o mês de julho 2018, com os contatos de Renato (SP) e Fabiano José (PR). O Renato Capai (com apenas um "p") é neto de Salvador Capai e bisneto de meu tio avô ANTÔNIO CAPPAI. O avô Salvador Capai casou com Anna Benedito Benedetti em 04/02/1928, em São Manoel (PR) e faleceu em 05/12/1990 em Maringá - PR. Seu bisavô ANTÔNIO CAPPAI casou com Amabile Maria Françoso e teve o Salvador com cerca de 28 anos. 

Outro tio avô que tive informações é DANIELLE CAPPAI, que no Brasil atendia pelo nome Daniel Capaz, foi casado com Maria José Diana, em 27/12/1919, em Palma - MG. Morreu em 19/04/1966, em Paiçandu, distrito de Água Boa, Paraná. É pai de Sebastião Rodrigues Capaz, que tem como filha Ilza Maciel de Oliveira, mãe de Fabiano José Pereira de Oliveira. O Fabiano que entrou em contato comigo através do "Blog". Outra história que passa a compor minhas pesquisas.

Estas duas histórias que conheci agora, só foi possível conhecer através dos contatos de Renato e Fabiano. Meus tios avós saíram da região da zona da mata mineira há muitos anos para o Paraná e as famílias perderam totalmente o contato. Assim também ocorreu com a família do tio avô SALVATORE CAPPAI, que no Brasil atendia pelo nome Salvador Capaz, cuja família reside toda no Estado do Espírito Santo. Uma parte da família de Salvatore corrigiu o sobrenome (de Capaz para Cappai) no Cartório Civil de Providência, também para fins de obter a cidadania italiana.

No meu livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", 220 páginas, relato todas minhas pesquisas jornalísticas a partir desta pequena família de sardos, dentro do contexto histórico, social e político, da rara imigração dos sardos para o Brasil. Este livro estará disponível em breve para aquisição aos interessados. Trata-se de uma obra "aberta", passível de reedições, considerando o ingresso de novas informações por parte dos arquivos pessoais de parentes e possíveis fontes históricas. É um tema bem escasso de fontes e documentos, mas muito cativante.

É importante anotar que, tão raro quanto a imigração, é o registro dos sardos no país; principalmente pela carência de informações e arquivos nas próprias famílias. O Brasil é um país que pouco investe na preservação de sua história. Foi predominantemente construído pelos braços de imigrantes, que entende o imigrante como um "ser sem história", que abandonou sua história em troca de outra. Agindo ainda assim, vejo um país sem identidade, com sérios problemas sociais e psiquiátricos. O DNA da grande maioria do seu povo, se reporta a raízes que, culturalmente e politicamente, foram forçadas à morte prematura. As famílias dos imigrantes foram separadas intencionalmente, devido ao medo do governo da época, destas se organizarem em rebeliões. Por lei, foram proibidas a não falarem seu idioma de origem, muito menos expressarem sua cultura. A punição era multa e cadeia, tratadas como marginais. Meu pai João Capaz de Oliveira, falecido no ano passado, ficou apavorado quando soube que eu buscava nossas raízes sardas e a cidadania italiana. Ele que nasceu em 1934, só expressou pavor de guerra e perseguições políticas ao saber de minha decisão. 

Assim, o autor do BLOG, como a segunda geração de sardos no Brasil, com DNA 100% europeu (Teste feito pelo My Heritage, nos EUA), não conheceu seus parentes, não teve contato com o idioma de seus ancestrais e, mesmo formado em jornalismo, teve muitas dificuldades em rastrear a história da imigração dos sardos. Mas eu carrego a persistência do Popolo sardo e a bravura de Shardana, aprendi a edificar resiliente meus Nuraghes de pedra, porque a isola paradiso está gravada PER SEMPRE em minha alma. O físico é brasiliano porque nasci nestas terras, mas minha alma e história é da Sardenha. Partirei deste mundo, com o espírito e identidade da Sardenha, como meus ancestrais. Estas são as minhas raízes, que reconstruo, preservo e me orgulho delas. E nesta busca diária, estou protegido por San Michele, patrono de Villasalto, a terra de meus ancestrais sardos.

Agradeço aos amigos e parentes que puderem me ajudar com informações e fotos da família "CAPPAI". 
A kENTANNOS!!!


domingo, 24 de junho de 2018

QUANTO CUSTA REQUERER A CIDADANIA ITALIANA?


Esta é uma pergunta frequente entre os "oriundis", os descendentes de italianos no Brasil. Muitos não buscam a cidadania por desconhecer os procedimentos, pela tão comentada burocracia e custos elevados do processo. Outros, porque não pretendem ir em busca de suas raízes na Europa. Mas, ainda assim, alimentam a curiosidade em obter a cidadania italiana. Por isto, resolvi apontar no BLOG os custos de hoje (junho de 2018), para que todos tenham uma base.

Em primeiro lugar é importante conhecer os benefícios de ter a cidadania. Quem tem filhos e netos, ou um dia os terão, entenderá que a conquista é compartilhada entre os familiares, perpetuando os laços e a energia vital familiar entre as gerações. Pelo fato dos nossos ancestrais estarem mortos, eles não deixam de existir. É nossa origem. Eles atravessaram o mar, enfrentaram situações difíceis num país com cultura e idioma diferente e sobreviveram. Tudo isto, traz um sentido maior. Estamos vivos hoje, graças a estes contumazes  aventureiros. E este elo é refeito com a cidadania italiana, que nos permitirá livre circulação dentro dos países da União Européia, acesso a estudos com valores reduzidos e serviços de saúde e emergências. É um legado para os filhos e netos.

Vamos considerar que o interessado já tenha conseguido localizar seu parente próximo, que veio da Itália durante a imigração. Que tenha localizado o registro do navio e sua entrada na Hospedaria dos Imigrantes, através do ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO. Também que esteja em suas mãos a CERTIDÃO DE NASCIMENTO ITALIANA do seu ancestral, obtida na Itália através de um conhecido lá ou através de uma consultoria especializada. E que também tenha feito a TRADUÇÃO JURAMENTADA desta Certidão. E mais que isto, tenha reunido de seus ancestrais (Avô e Pai) todas as CERTIDÕES DE INTEIRO TEOR, respectivo ao Nascimento, Casamento ou Óbito de cada um deles. E também tenha feito o APOSTILAMENTO destas Certidões no Cartório de Notas, o que atribui a estas Certidões o selo de "documento oficial", para que seja aceito e analisado em outros países; procedimento aceito a partir da Convenção de Haia de 14/08/2016.

E agora, é chegado a hora de agendar a entrega dos documentos, após QUATRO ANOS DE ESPERA na filha do Consulado Italiano. Neste ponto, considerando que o "Nonno" seja nosso ancestral italiano não naturalizado brasileiro, é possível falar dos gastos. Vejamos:

07 (sete) Certidões de Inteiro Teor - CIT  = R$ 623,00
09 (nove) Apostilamentos das Certidões (incluindo as suas) = R$ 961,92
02 (duas) Traduções juramentadas (as suas Certidões) = Cerca de R$ 500,00
07 (sete) Reconhecimentos de firmas nos requerimentos CIT aos cartórios = R$ 41,93
Taxa do Consulado Italiano para o serviço consular = 300 euros = R$ 1.299,00

SUB-TOTAL:  R$ 3.425,85

Lembra da Certidão de Nascimento do "Nonno" que solicitou na Itália e também sua tradução juramentada? Acrescente seu valor nestes custos, que hoje fica por volta de R$ 750,00. Então teremos o custo final:

TOTAL DOS GASTOS PARA OBTER A CIDADANIA ITALIANA = R$ 4.175,85

Voltando a falar dos benefícios, é interessante dar o exemplo da filha de um amigo. Ela conseguiu a cidadania. Não esperavam que os rumos dos estudos, levassem ela a mudar para a Dinamarca, com apenas 23 anos. Com a cidadania e o passaporte europeu, isto foi possível para esta família. Hoje ela reside e trabalha na Europa, sem problemas com vistos, residências ou acesso a serviços essenciais. A cidadania possibilitou que ela pudesse trabalhar de forma legal e ser respeitada como cidadã. Por isto, sempre enfatizo que a cidadania é um direito constitucional daquele país, mas que (uma vez conquistado) abrirá perspectivas para as novas gerações. E atravessar novamente o mar, como descendentes daqueles destemidos imigrantes, é revitalizante...

Espero que tenha ajudado. 
A KENTANNOS!!!



domingo, 27 de maio de 2018

Bem de família começa pela memória


Meu avô sardo construiu sua casa no Distrito de Leopoldina, chamado São Lourenço, na serra. Desta casa saiu a geração de pai, com oito filhos. Era imigrante, pedreiro e carpinteiro. Vi com orgulho suas obras no Armazém, algumas casas e na igreja do vilarejo. Sinto a luta e o suor em casa caco do tijolo manual e vão da argamassa, contando história viva. Não é história soterrada, mas registro vivo. Está viva a história, porque como neto deste sardo imigrante (que não naturalizou brasileiro), está aqui relatando. Meu pai, antes de falecer em 09 de maio de 2017, aos 83 anos, me contou suas histórias e narrou seus feitos.

O sardo Raffaele Cappai, cujo nome no Brasil era Rafael Capaz, deixou seu legado. Sistemático, de pouca fala, engenhoso em suas ideias e muito dedicado à família, tem sua história de luta gravada nas paredes desta antiga casa e no vilarejo. Olhei o brilho nos olhos do meu pai, nesta visita ao vilarejo, a empolgação do filho contando a antiga roda d’água, o engenho, o pomar feito com zelo, o carro de boi feito no canivete, a receita impecável da polenta e tantas outras histórias... E estas histórias me encheram de vontade de comprar a antiga casa de meu avô, para manter a memória da família.

Mas vários fatores me puxam para a realidade. Minha família está distante mais de 500 quilômetros do local. O investimento seria alto e sem chance de se efetivar. A nova geração jamais entenderia os motivos. Os elos sentimentais são efêmeros diante das urgências atuais, implicando em mudanças de rotas e planos. Como gostaria de comprar esta antiga fazenda!!! Para outros, história é uma “grande bobagem”. Enxerga a maioria dos que estão nesta encruzilhada, que o recurso financeiro é superior a toda vivência e arquivos de família. Ao contrário do velho mundo, que se orgulha de preservar e falar do berço de várias gerações. Na Europa é até um sacrilégio desfazer de um bem de família, pois algumas servem há mais quinhentos anos a suas gerações. No Brasil, salvo poucas excessões, não mais importa a distância e o tempo, porquanto não se dá valor à memória e poucos esforços se movem para reconstituir e perpetuar a história familiar. Vale o consenso e o valor que grita mais alto.

E embrenho neste vão de raciocínio, abraçando duvidoso a dissonância cognitiva, de tantos sardos que na saudade extremada de seu berço “isola paradiso”, a falta de adaptação em terras estranhas, abandonou a malograda imigração e retornou de onde nunca deveriam ter saído. E apreciando orgulhoso a casa construída pelo meu “nonno” sardo, entendo a temporalidade do abrigo, porque ele também sonhava um dia retornar para sua terra natal. Deus é bondoso em permitir ao ver a firmeza destas obras, que ostentam 100 anos de construção e de vivida lembrança da luta de meus ancestrais. Talvez não seja o fato de ter sua posse, exceto a captura pelo olhar, porque a Sardenha ainda grita na memória de seu descendente. A demolição da casa do "nonno" com o passar dos anos é mera fatalidade temporal, mas a memória viaja muito longe...




terça-feira, 3 de abril de 2018

Lucinha Dettori é parte da ilha que atravessou o mar.


Lucinha Dettori criou filhos e participa da educação dos netos, plantou com certeza muitas árvores e agora lança finalmente seu tão esperado livro. Completa um ciclo de evolução na descoberta mais fantástica de sua vida, que está em comunhão com todos os "oriundis" que fizeram e fazem deste país uma terra melhor para se viver. É um evento memorável e que comemoramos com alegria e muita simpatia. Lucinha é uma descendente engajada na rara imigração sarda para o Brasil. Sua vida é uma reverência aos seus e aos nossos ancestrais que atravessaram o grande mar, doaram as suas vidas em terras distantes, mas que nunca esqueceram a paixão pela "isola paradiso". Tem a genética da bravura de Shardana e da determinação milenar do "popolo sardo", que alça voo bem acima de Gernnagentu para contemplar a beleza da criação...
Além do seu DNA que alimenta os sonhos do reencontro de suas raízes no distante mediterrâneo, traz na voz e no olhar a doçura e a firmeza da poesia sarda. É incansável pesquisadora de nossas raízes de imigrantes, vibrando a cada descoberta e compartilhações no blog "Sardegna sa terra mia". Desperta e alimenta assim a comunhão dos poucos descendentes sardos que ainda permanecem em solo brasileiro, sonhando o dia do retorno.

Fragmentos em comum...

"Acaso espera o tempo?! Farei retornar a esta terra jamais experimentada? Que registros há neste solo, que me atrai como o imã a limalha, E quão grande é a distância que nos separa dos sonhos. Oh! Deus, que mosaico virou a vida, quando as raízes afloraram, Quando poucas respostas vieram pela insistência de seu servo, Rasgando a terra que parecia firme, convicta, agora fértil de indagações.

Sempre gostei do mar, de navegar, da pesca e da brisa, Que diria as palmeiras dançando ao vento, no frescor arrancado pelo olhar, Do cantar das águas do rio, que desaguava no espírito irrequieto, E o lavrar da madeira metamorfoseando-se em “mamutones”, Horas martelando a madeira, criando vida. E lá estava ela, a ilha que concentrava no coração, do esquelético ser, Agora preenchido pela descoberta de que não era um ser isolado, Este minúsculo ser perdido no nada, na complexidade do nexo, Mas sim era a ilha que habitava no mais profundo de minhas memórias, E assim, nas entranhas do DNA, dos Memes, no borbulhar dos pensamentos, Está a ancestralidade sarda que atravessou o mar..."


Parabéns Lucinha. Desejo sucesso no lançamento de seu livro e grandes emoções na visita a ilha. Quando chegares em Cagliari, reza para Nossa Senhora de Bonária, a protetora dos navegantes. Assim como nossos ancestrais que atravessaram o grande mar e possibilitou nossas existências, como descendentes à procura de nossas raízes, nos tornamos igualmente navegantes. Que os bons ventos guiem seus caminhos. A"kentanos mia sorella...


Capa do livro "Lagrimas por Rosello", da autora sarda mineira Lucinha Dettori.
Busca arrecadações para seu lançamento, através do Link