domingo, 15 de setembro de 2013

CAPPAI - O sobrenome na Ilha Paraíso.

O Facebook é uma importante ferramenta na Internet. Através dele consegui contatos importantes na Sardenha, como também detectei coincidências interessantes no estudo da árvore genealógica.

Conheci o atencioso AGUS ANTONIO, da Provincia de Cagliari, Sardenha, que também pesquisa sua genealogia na ilha. Nos meus ancestrais, registra-se a minha tataravó AGUS MARIANNA, casada com CAPPAI ANTONIO, que são pais de meu bisavô CAPPAI GIUSEPPE (Imigrante em 1897), que por sua vez é pai de meu avô CAPPAI RAFAELLE. O sr. AGUS disse que tem em sua família o sobrenome Cappai e que irá pesquisar. Possivelmente, morando na mesma região de meus ancestrais, poderei ter surpresas quanto ao desdobramento da árvore genealógica da família. Uma informação interessante é que na Diocese de Cagliari poderá retroagir no tempo até 500 anos de história, no estudo das famílias. Isto é simplesmente fantástico. É quase o tempo de descoberta do Brasil pelos portugueses, documentado. É simplesmente fantástico, do ponto de vista da historiografia.

Para registrar, irei anexar fotografias, aleatórias e variadas, da pesquisa do sobrenome CAPPAI na ilha da Sardenha, considerando a proximidade com Villasalto, a cidade onde nasceu meu avô Cappai Raffaele. Registra-se na ilha mais de 500 famílias com este sobrenome. São fragmentos da história, de uma memória apagada de minha família, que certamente, ao longo dos próximos anos, se Deus o permitir, iremos montar o quebra-cabeça e refazer parte do passado perdido... Por enquanto, juntamos pela internet, os fragmentos...

Antônia Cappai - Villasalto - Nasceu 1924 

Gen. Alberto Crispo Cappai

Imigrante Humberto Cappai, de Muqui - ES

Acidente Náutico. Falecimento homônimo.

Angelo Cappai

Candidato - Partido Político na Sardenha.

Homenagem a Giorgio Cappai - Villasalto

Mais um Cappai, origem de Villasalto.
Roupa tradicional de uma época na Sardenha, com Michela Cappai.

Francesco Cocco Cappai. Lembra o ator Francisco Cuoco, no Brasil.

Busto de um Diretor de Escola (?), Gerolamo Cappai, em Sassari - Sardenha.

Um político Cappai na ilha da Sardenha.

Um grupo de cantores tradicionais da Sardenha, onde um dos integrantes é Cappai.


O sobrenome Cappai está entre as 5 famílias mais difundidas na ilha da Sardenha.

Mais um político Cappai na ilha da Sardenha.

Ferruccio Cappai

Antonino Cappai, década 50

Gerardo Cappai

Vitale Cappai

Savino Cappai

Antônio Agus, amizade pelo Facebook. 

CAPPAI - Em busca dos Ancestrais Perdidos

Em 1897, ano que meu bisavô CAPPAI GIUSEPPE e minha bisavó GESSA MARIA ANNICA, juntamente com meu avô CAPPAI RAFFAELE imigraram para o Brasil, outros sardos parentes aqui chegaram para trabalhar nas lavouras de Café da Zona da Mata mineira, mais especificamente, nas cidades de Leopoldina, Carangola e Mar de Espanha.

Um jovem Casal acompanhou meus ancestrais no mesmo navio Equitá, deu entrada no mesmo dia na Hospedaria dos Imigrantes de Juiz de Fora em 28/06/1897. Enquanto meus ancestrais ficaram em Leopoldina, eles foram para Mar de Espanha, numa fazenda próxima a Leopoldina. São certamente parentes sardos diretos, que não sabemos o destino deles. CAPPAI FRANCESCO e sua esposa CAPPAI MARIA, juntamente com sua filha de 4 meses, CAPPAI GIOVANICA. Este registro de entrada no país encontra no Arquivo Público Mineiro, na capital de Belo Horizonte.

Nesta época chegaram as famílias de CAPPAI LUCIFERO, na embarcação Attivitá, em 18/05/1897; CAPPAI MARCELINO, na embarcação Minas, em 05/09/1896 e CAPPAI GREGÓRIO, na embarcação Colombo em 15/13/1897.

Como era de costume na imigração, os fazendeiros davam preferência a jovens famílias, comprometidas com os sustento de suas famílias e com interesse em fixar na atividade agrícola. A idade destes pais de família era de 26 a 30 anos, com crianças que ia de meses de idade até 4 anos.

Estes parentes sardos, são ligados diretamente à minha família, parte da história desconhecida e ofuscada pela história da imigração. Para registrar a descoberta deles, que chegaram na mesma região de meus ancestrais e, posteriormente, desconhecemos seu paradeiro, postarei no Blog os registros da Hospedaria dos Imigrantes destas famílias.


domingo, 4 de agosto de 2013

Enigma quase Decifrado - Ancestrais na Sardenha

Esta semana descobri meus bisavós e tataravós na Sardenha, da região de Villasalto, Cagliari. Temos apenas seus nomes. Não temos fotos deles. Pelas imagens do "Sanluri - Come Eravamo", dá para se ter ideia de como viviam no Paraíso Sardenha.

Se alguém tiver fotos de nossos ancestrais, agradecemos muito. Orgulhamos de nossos ancestrais sardos e da belíssima e, ao mesmo tempo, sofrida história dos habitantes da ilha. Muito obrigado por manterem viva a memória de nosso povo...



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Brasão sardo da Família CAPPAI.

Este é o Brasão e o Histórico do sobrenome CAPPAI.
Levamos tempo para localizar a história e o Brasão de família que estou postando hoje no Blog.

No histórico aponta a origem da família a partir de 1280, com VERA CAPPAI em Villasalto, Provincia de Cagliari, Sardenha, Itália. E é justamente em Villasalto onde nasceram e viveram os bisnonnos (Bisavós) GIUSEPPE CAPPAI & MARIA ANNICA GESSA e onde nasceu meu nonno (Avô) RAFFAELE CAPPAI em 1896, antes de vir para o Brasil.

É muito emocionante remontar a história antiga da família. Agradeço a Deus por este momento único em minha vida.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Um dia Especial: Sardo para sempre

Hoje (9/7/2013) é um dia muito especial, pois recebi a confirmação do julgamento procedente da Ação de Retificação de Registro Civil no Fórum da Comarca, incorporando a meu nome o sobrenome italiano de meu avô Raffaele Cappai, nascido em 25/11/1896, em Villasalto, Província de Cagliari, Ilha da Sardenha, Itália.

Sinto uma paz interior indescritível de ter restabelecido a energia com meus ancestrais, através do resgate de uma história há muito perdida e esquecida no tempo. Há quase um ano pesquiso a história da família. Graças ao Arquivo Público Mineiro - APM, mantido pelo Governo de Minas Gerais, consegui ter acesso aos arquivos históricos da Hospedaria dos Imigrantes Horta Barbosa, de Juiz de Fora; registros históricos dos imigrantes italianos atualmente sob o zelo do APM em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Consegui também a CNN - Certidão Negativa de Naturalização que comprova que meu avô faleceu como italiano no Brasil em 06/09/1963.  O próximo passo rumo à cidadania italiana é retificar a Certidão de Nascimento e Casamento, bem como os documentos. Agora sim, sou um Cappai documentado.


Para muitos, fazer 50 anos é um divisor de águas, por ser uma mudança física e espiritual ao ser humano; para mim, é mais do que isto, é um recomeço do encontro com as origens... SARDO PER SEMPRE...



terça-feira, 11 de junho de 2013

O Futuro da Sardenha a Deus pertence...

Falar dos rumos e do destino da Sardenha é como sentar no banco dos réus sem ter nenhuma culpa, é sofrer na pele o massacre de toda uma história e cultura milenar, é estar a mercê das armadilhas do capitalismo que dilacera e destrói a beleza, a riqueza biológica e a dignidade do morador da ilha, do pecuarista ao investidor, sem dó e discernimento. A Ilha da Sardenha que teve em toda sua história invasores sedentos da pilhagem de suas riquezas, inclusive reportada em sua bandeira a vitória contra os sarracenos, agora é alvo dos interesses capitalistas.

Pelo que li até agora em materiais da NET, pude perceber três abordagens quanto ao destino da ilha da Sardenha, são eles:

1) INDEPENDÊNCIA JÁ! 

Desde 1974 há movimentos para "separar" a Ilha do Continente Italiano. A ilha tinha sua própria moeda, o Sardo; tem autonomia, mas ainda está atrelada às questões políticas e ao governo italiano. A meu ver, a cultura sarda, fortemente agrária, lingua e costumes diferentes da realidade do continente, teve a desastrosa mudança com a implantação do Euro. 

2) A ILHA ESTÁ À VENDA.

No ano passado, o deputado europeu Mario Borghezio, apresentou uma proposta muito suspeita e capitalista, que desconsidera todo o passado histórico e cultural da ilha da Sardenha. Propõe que a Itália, para sair da dívida, coloque à venda a Sicília, Napoles e a Sardenha, ou seja, ceder estes territórios meridionais a estrangeiros; principalmente aos EUA ou Rússia.  Na opinião de Borghezio, somente os bilionários russos ou americanos são capazes de vencer a “Cosa Nostra” da Sicília ou a “Camorra” napolitana. Parece loucura, mas deixa claro a importância que tem a Sardenha e estes territórios para a Itália, senão amortizar uma parte da dívida italiana de dois trilhões de euros. No passado, por uma crise na transição histórica, a Itália provocou a segunda maior diáspora da história da humanidade depois dos hebreus, despachando boa parte de seus cidadãos em condições sub-humanas para a distante América. Dá para perceber, como descendente de italiano, o quanto este país trata seus maiores valores...

3) ZONA FRANCA

A Itália poderia transformar a Ilha da Sardenha em Zona Franca, abrindo as portas aos bilionários, investidores, negócios de toda ordem, transformando a ilha num paraíso fiscal e reduto capitalista; o que acabaria por massacrar a cultura agropecuária e a rica história e antropologia local. A meu ver, como jornalista e historiador, conhecendo “an passant” esta proposta e os exemplos no continente americano, não vejo senão um grande problema a “Zona Franca”, sem estudar detalhadamente as implicações antropológicas e culturais a médio/longo prazo de tal decisão. A estratégia já existe, pois 66% das bases militares italianas estão na Ilha da Sardenha. Para mim, uma medida como esta só servirá aos interesses da Itália e não da Sardenha.

“Historicamente, somos uma comunidade étnica distinta e homogênea, e em nome desta realidade, exigimos nossos direitos, não só na Itália, mas na frente de todo o mundo civilizado".
Antonio Simon Mossa
Ideólogo do Separatismo Sardenha

Isto explanado, dentro de meus parcos conhecimentos, tendo parte de mim um espírito sardo, que deseja o melhor para a terra de meus ancestrais, desejo que a independência venha para a Sardenha como a magia petrificada e mágica de seus Nuraghs que se perpetua no tempo e com a firmeza das leis de Eleonora d’Arborea que marcaram história e a Paz natural e bucólica que dá energia a seus centenários residentes.



Que o patrono São Miguel Arcanjo e Nossa Senhora de Bonária, mãe dos Navegantes, coloque no caminho certo a Ilha da Sardenha e seus moradores. São os desejos de um descendente sardo, distante do berço de seus ancestrais, aqui no Brasil, além mar...



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Encontro de Sardos em Pouso Alegre

Hoje é um dia muito especial para mim (6/6/2013), porque encontrei um descendente sardo em minha cidade. Por um capricho da história, Célio Caetano Patta, neto do sardo imigrante Francesco Patta, é Professor de História de minha filha Giovanna no CNEC de Pouso Alegre.

Compartilhamos a descoberta de sua família no Arquivo Público Mineiro - APM, órgão do Governo de Minas Gerais que desenvolve brilhante trabalho de preservação dos arquivos históricos da antiga Hospedaria Horta Barbosa, de Juiz de Fora; por onde chegaram milhares de italianos para a mão de obra cafeeira em Minas Gerais, pelos idos de 1897. Preservar a memória é preservar a nossa identidade, é por isto que tenho o maior respeito pelo trabalho dos profissionais que zelam pela preservação deste acervo histórico.

Com certeza, o encontro de um jornalista e um historiador, sardos na ancestralidade terão muito que pesquisar sobre a magia e os encantos da Sardenha, bem como a bravura de nossos ancestrais que possibilitou a existência de nossas famílias.
"Buona Fortuna" a toda família do amigo que chega neste fascinante mundo da Genealogia Italiana.