domingo, 10 de março de 2013

Sardenha - Vida longa no Paraíso


Há décadas, os cientistas investigam o que há por trás de tanta longevidade na Sardenha, onde existe 22 centenários a cada 100 mil pessoas. A média de vida na Sardenha é de 81,2 anos e a taxa de doenças cardiovasculares e de osteoporose são mais baixas que no resto da Itália.

A família mais velha do mundo mora na ilha da Sardenha, na Itália, e é formada por nove irmãos cujo soma das idades chega a 818 anos. A família Melis, originária da pequena cidade de Perdasdefogu, na região de Ogliastra, na Sardenha, foi reconhecida pelo Livro dos Recordes Guinness como a mais velha do mundo.

O professor de Bioquímica Clínica da Universidade de Sassari, Luca Deiana, investiga o "AKeA", termo que provém da saudação em língua sarda "a kent'annos" ("até os cem anos").

Enquanto os resultados do estudo não são divulgados, Deiana diz que o segredo dos centenários sardos conta com uma boa dose de genética, mas também com "os frutos saudáveis de sua terra, como as peras e as ameixas, que contêm substâncias que podem contribuir para a longevidade".

Além disso, o estudo também analisa o equilíbrio entre "meio ambiente e cultura" na Sardenha. "Estamos realizando uma série de estudos sobre os campos magnéticos presentes em várias áreas da Sardenha, mas também levamos em conta a cultura familiar, entendida não como educação, mas como tradições e costumes", concluiu Deiana.

Sobre a longevidade na Sardenha, é possível ver a matéria do Fantástico no Youtube, basta acessar o LinK: http://www.youtube.com/watch?v=aaggoHP8m0Q

A Dieta que é um presente do Mediterrâneo


Você acreditaria que uma dieta na qual se pode comer pão, queijo, carnes, ovos e ainda por cima beber vinho todos os dias ajuda a prevenir doenças do coração, os cânceres de cólon e de seios, mantém baixos os níveis de colesterol e controla o seu peso? Esta dieta existe e ela se chama “Dieta do Mediterrâneo”.

Esta dieta é considerada a mais saudável do mundo, tem pelo menos três mil anos de prática pelos povos da bacia do Mediterrâneo. Inúmeros estudos apontam os benefícios a seus seguidores.

O Mediterrâneo, inserido nele a Sardenha, é uma espécie de oásis com a Natureza em todo o seu esplendor, plena de sol, prados e mar. Tudo isso se reflete na sua culinária repleta de cor, aromas e sabor.

Por esse motivo, há pedidos de países da União Européia para que a Dieta mediterrânea venha a ser considerada Património Cultural Não Material da Humanidade.

Estudos na Universidade de Bordeaux, na França, em 1997, provaram que a alimentação com base na dieta mediterrânea pode prevenir em até 70% o risco de um ataque cardíaco.
Variações desta dieta existem em todos os países banhados pelo Mediterrâneo. 

A diferença com outras dietas está na frequência com que os alimentos devem ser consumidos, ao longo de um mês. O hábito alimentar do brasileiro, centrado no consumo quase diário de carne vermelha, ganharia em qualidade e economia.

Pesquise na Internet, terá muitos sites orientando a respeito. Converse com seu médico ou nutricionista. 

LINK:  http://www.youtube.com/watch?v=0l74y52ZKt4






sábado, 9 de março de 2013

GESSA - Ligação histórica com o sardo CAPPAI


O Sobrenome Gessa é comum em Oristano e Sulcis. O pesquisador M. Pittau considera variante das mais antigas, o "chessa", espalhados por toda a ilha da Sardenha, em si deriva do latim "Celso", eleitos.

Estudou-se o nome Gessa estava presente para Cagliari Iglesias, mas parece que entre as duas famílias houve parentesco. No Iglesias Gessa existe um grande trabalho de Virgílio Corrias, das quais resultam a atual análise deste sobrenome. O mais antigo personagem Gessa Iglesias é Venitu Bisconti. A origem desta família parece, portanto, da Toscana, uma franja de Visconti, aqueles "que teve um papel importante na história da Sardenha Judicial". Bento Visconti aparece pela primeira vez no tratado de paz entre João e Leonor de Aragão 24 de janeiro de 1388, o que representa Gessa, então lugar sob a jurisdição da Villa Igreja. 

Bento Visconti começou imediatamente após chamar-se Gessa e como tal, muitos cargos importantes na cidade de Villa Igreja. Ele sempre foi fiel ao aragonês em 1421, no final do Parlamento do rei Afonso, o reconheceu a feoffment do salto do Sols Curatoria, Montanha, em Canoniga, e villas Antas, Fluminimaggiore, Gonnesa, Gulbisa e Curatoria de Sigerro. Em 15 de abril de 1421 o feudo concedido "secundum morem Italiae", que é hereditária apenas para os homens da família, foi aperfeiçoado com a presença dos diretores da cidade de Iglesias. A partir desse momento começou a ascensão da família Gessa, que foi muitas vezes em desacordo com a cidade de Iglesias. A família Gessa pode ser descrita em dez gerações, segundo o pesquisador V. Corrias

Assim como o sobrenome CAPPAI, Gessa também está associada à Casa de Aragão, Reino de Arbórea, ao sul da ilha da Sardenha. E não é de estranhar a união das duas famílias, no casamento do bisavô (bisnonno) Giuseppe CAPPAI e Maria Annica GESSA, sendo duas famílias comuns no sul da ilha da Sardenha, oriundas de antigos feudos na mesma região, (lembrando que Villasalto era uma pequena Vila feudal e que permanece até os dias de hoje com pouco mais de 1000 habitantes) e as histórias eram afins. (GRIFO MEU)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Leopoldina - Terra dos Imigrantes Italianos na Zona da Mata.


Leopoldina é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais. Pertence à Zona da Mata Mineira, localiza-se a sudeste da capital Belo Horizonte, a uma distância de 322 quilômetros. Ocupa uma área de 942 km². Sua população é de 51.136 habitantesO Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município é de 0,778, considerando como médio em relação ao Estado.

O município de Leopoldina teve sua emancipação política em 1854. Seu nome é uma homenagem à princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon, filha do Imperador D. Pedro II. Hoje é formado pela cidade de Leopoldina além dos distritos de Abaíba, Piacatuba, Providência, Ribeiro Junqueira e Tebas. 

A cidade, à época do ciclo do café, foi uma das mais importantes da antiga província de Minas Gerais; tornando-se um forte atrativo para a imigração italiana na época. Com a grande crise econômica de 1929, a economia dos municípios mineiros ligados à cafeicultura sofreu grande abalo. Atualmente sua economia se apoia na pecuária leiteira, no cultivo de arroz e no setor de serviços. A temperatura média anual é de 21°C e, na vegetação do município predomina a Mata Atlântica. 

Leopoldina conta atualmente com atrativos culturais, naturais e arquitetônicos, como a Catedral de São Sebastião, o Museu Espaço dos Anjos, o Museu da Eletricidade, o Reservatório da Usina Maurício e o Morro do Cruzeiro. Alguns dos principais eventos que acontecem no município são a Exposição Agropecuária e Industrial e a Feira da Paz.

É neste município que o meu bisavô (bisnonno) GIUSEPPE CAPPAI e sua família, juntamente com meu avô (nonno) RAFFAELE CAPPAI, chegou em 1897, cresceu e constituiu sua família. 











Villasalto - De Vila medieval a Pequena cidade.


Villasalto era uma vila medieval pertencente à área administrativa da Gerrei Unidos da Calari Judicial e em 1324 tornou-se parte do território catalão-Aragonês, Reino da Sardenha. Como as outras vilas da Sardenha, o primeiro embrião da Câmara Municipal foi construído no século XVIII, quando a ilha foi estabelecida comunitativi Dicas, a primeira forma de representação municipal. Em 19 de Maio 1839, o território foi resgatado de Vivaldi Páscoa. Em 1848, com a promulgação n. 295, houve a fusão dos territórios insulares do Reino da Sardenha com o peninsular. Em 07 de outubro de 1848 foi decretada a reforma da lei municipal e provincial, e Villasalto foi reconhecida como uma entidade independente. A Lei Rattazzi próximo de 23 de outubro de 1859 deu um novo uso da terra para o Reino e, em 1865, a instituição assumiu a estrutura política administrativa da cidade. Desde 1859, Villasalto faz parte da província de Cagliari, Sardenha. Atualmente, tem cerca de 1144 habitantes.

E é nesta pequena cidade no sul da ilha da Sardenha, Villasalto, que nasceram meu avô RAFFAELE CAPPAI e meus bisavós GIUSEPPE CAPPAI e MARIA ANNICA GESSE. 





DOCUMENTÁRIO SOBRE A SARDENHA, LINK:  http://www.youtube.com/watch?v=hChQTtCikhQ


Brasões - Símbolo de um tempo...



Não somos especialistas em heráldica e, portanto, precisamos de informações básicas sobre os "Brasões".

Um Brasão de Armas é um desenho criado de acordo com as normas heráldicas para identificar famílias, cidades, países etc. Na Idade Média estes desenhos eram usados nos escudos dos cavaleiros que iam à guerra, em alguma parte do vestuário ou na bandeira que eles carregavam. Por terem sido usados no vestuário de proteção usado pelos guerreiros, que tinha o nome de cotas, os brasões são também denominados Cotas de Armas. Quando apresentado no escudo, recebe o nome de Escudo de Armas.

Os brasões não eram concedidos ao acaso. Em alguns filmes sobre a Idade Média pode-se observar a cerimônia em que um chefe de clã entrega o Escudo de Armas a um guerreiro que irá usá-lo nas lutas de defesa da propriedade ou de alguma outra questão. Neste caso, o brasão tem por objetivo identificar a que “exército” pertence o guerreiro e não a que família ele pertence. O mesmo ocorre quando um guerreiro, ao voltar das lutas, recebe do Senhor das Terras que defendeu a insígnia que identifica aquele burgo. É uma homenagem que se assemelha, de certa forma, às medalhas que são concedidas aos combatentes das guerras atuais.

Com o passar do tempo, os brasões passaram a significar o status das pessoas a quem eram conferidos. Para alguns heraldistas, vem daí a prática de mandar desenhar Brasões de Armas para concedê-los àqueles que se destacavam por atos de coragem. Há todo um sistema de transmissão que não se resume ao uso do sobrenome. Por exemplo: em determinado tempo e lugar o uso do Brasão de Armas poderia ser transmitido aos filhos do sexo masculino ou somente para o filho mais velho. Mais adiante o Brasão de Armas tornou-se o distintivo das famílias nobres, identificando seu grau social, e só poderia ser transmitido aos descendentes diretos.

No século XIX, quando a aristocracia deu lugar à burguesia, o prestígio do brasão entrou em declínio. No século XX voltou a ter importância como designativo de municípios, instituições e estados. Hoje é relativamente fácil encontrar falsos brasões à venda. A maioria não é considerada verdadeira por desobedecer às normas da heráldica, que é a arte que norteia sua produção.

Se você está em busca de um brasão de família, pesquise sua linhagem até encontrar o personagem de sua ascendência a quem tenha sido concedido um Brasão de Armas ou que o tenha mandado desenhar. Estude as condições da concessão e da transmissão. Ou contrate um heraldista para desenhar o símbolo que identificará você, seus filhos e netos, se assim o desejar.

A seguir, apresento dois brasões supostos da Família CAPPAI, apresentados como tal em sites da internet, mas que carecem de uma pesquisa heráldica quanto sua originalidade. Analisando superficialmente os dois, acredito que o segundo teria um pouco mais de credibilidade, quanto ao ícone central da árvore, uma vez que a família CAPPAI tem laços históricos com o Reino de Arbórea, por volta do ano de 1320, no sul da Sardenha. Mas é apenas uma opinião (Doxa)...



Ascendente ou Descendente??


Há uma diferença, um significado para as palavras Ascendência e Descendência, que constam nos dicionários: 

            Ascendência – Parentesco com os pais e outros antepassados.

            Descendência – Série de indivíduos provenientes do mesmo progenitor.

Portanto, se queremos dizer que nossos antepassados são italianos, devemos usar o termo Ascendência.  
Temos ascendência italiana quando nossos antepassados nasceram na Itália. 

E teremos descendência italiana se nossos filhos, netos e bisnetos nascerem na Itália.