domingo, 25 de setembro de 2016

5º ENCONTRO ANUAL DA FAMÍLIA MARRA

Acompanhamos com muita emoção o 5º Encontro da Família MARRA (23-25 Set./2016) em Pocinhos do Rio Verde, uma pequena vila turística no município de Caldas, a 1070 metros na Serra da Mantiqueira. Participaram 80 pessoas neste Encontro anual, evento que se deu no histórico "Grande Hotel", um hotel com 130 anos de Fundação. A confraternização anual da FAMÍLIA MARRA, bem à italiana cada ano, ocorre em locais diferentes nos locais turísticos da região sul mineira.

A Família Marra está forte e crescendo, agora com mais bisnetos porvir. Da veia poética e melódica italiana, como todo ano acontece, estava lá esbanjando musicalidade, o Marcos de Itajubá e filhos, o grupo "Cantigas de além mar" representando a família da Tia Margarete, Moema representando a Família do Tio Messias, entre outros. Sem esquecer dos brindes e lembranças no evento, carinhosamente feitos pelo Beto e Lena. Para registrar este memorável e alegre evento da família, deixo em meu Blog algumas fotos.

No evento deste ano comemoro uma novidade em minha família, o prazer de se tornar avô no início de 2017. Um brinde a todos pelo sucesso do evento e por dar-me a honra de participar desta alegre e participativa família.

Participantes do 5º Encontro da Família Marra.

Os cabeças honoráveis da Família Marra (Da esquerda para a Direita) presentes no evento, todos residentes no sul de Minas Gerais:    Marta, Messias, Marli, Marcília, Marcos, Marice e Margarete. 

Os "agregados" da Família na nobre função de perpetuar a família. Estou na foto também, como marido de Rosemara, meu presente da D. Marta Marra Kersul, esposa do saudoso carnavalesco "Mineirinho".


Nestas fotos, estou com a "patroa" Marita e meus "agregados" da segunda geração, o Gustavo e o Klayson Antônio (Dé), os Corintianos na área Rubro Negra...ssss


Nestas fotos, apresento como símbolos de Crescimento da Família Marra:  
Minha filha Gizelle comemorando o quinto mês de gestação do bisneto de D. Marta e o pequeno Vinicius, neto de Ricardo Marra Kersul, brincando no gramado do hotel.

Uma vista do Grande Hotel, local do 2º Encontro da Família Marra, em Pocinhos do Rio Verde (MG).

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O APM e a Preservação da Memória da Imigração

O Estado de Minas Gerais tem um trabalho de preservação de documentos da imigração digno de elogios no país. Todo acervo da Hospedaria Horta Barbosa, de Juiz de Fora, que recebeu a maioria dos imigrantes no Estado, entre outras fontes, estão hoje armazenados com modernas técnicas de conservação no APM - ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO, na capital mineira. Em respeito à memória de muitas famílias de imigrantes e seus descendentes, hoje é possível acessar o site do APM e localizar a família de nossos ancestrais, saber quantos vieram, a idade deles, o navio que os trouxe, a data de chegada, para onde foram após a saída da Hospedaria (inclusive a Fazenda e seu proprietário, que os contratou para mão de obra cafeeira), parentes que acompanharam e, se tiver sorte, documentos e fotos no acervo.

Para quem busca recompor a história, montar a Árvore Genealógica ou mesmo requerer a cidadania italiana ou outra, o APM é o caminho inicial. É muito emocionante localizar a história de nossos ancestrais, através deste serviço gratuito. Além do acesso às informações, o interessado poderá solicitar uma Certidão do APM, atestando a chegada dos parentes, pagando somente pelo serviço de correio. No meu caso, localizei no Banco de Dados do APM meu "nonno" e meus "bisnonnos" e também meus tios avós, que hoje tento localizá-los entre os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O Estudo da Geneologia é fascinante, porque tudo que somos hoje são reflexos e heranças genéticas do passado. Podemos estar repetindo padrões comportamentais de nossos ancestrais, de forma imperceptível e contínua. Podem ser positivos ou negativos, mas sob minha percepção humanista, não cabe aqui quaisquer maniqueísmos. E há quem faça a "Constelação Familiar" como forma de buscar e atenuar os aspectos negativos de heranças perturbadoras, o que vejo como mera curiosidade neste mundo plural que vivemos. Ainda assim, conhecer nossa história familiar nos faz mais humanos e determinados para enfrentar as diversidades. Somos as sementes "testemunhas" de que a empreitada de atravessar o mar, deu certo...

A partir da pesquisa documental no APM, começa um terreno árido para quem pesquisa a ancestralidade, que esbarra em informações de antigos e abandonados cemitérios, poucas informações nas Prefeituras Municipais (onde geralmente o "coveiro" antigo faleceu e não há livros de registros), livros antigos e poucos elucidativos em Cartórios não informatizados do interior e, na maioria das vezes, os parentes idosos que pouco lembram e escassez generalizada de documentos nas famílias. No ambiente privado, a informação de parentes falecidos esbarra em crenças e religiosidades, onde os documentos geralmente eram enterrados ou queimados após o falecimento de seus donos. Havia a crença religiosa de que "pertenciam" aos mortos, enquanto os vivos continuam buscando por informações. A história familiar, na maioria das vezes, terminam em cinzas ou no esquecimento. Foi assim com o meu nonno Raffaele Cappai. Após a morte do nonno em 06 de Setembro de 1963, no Bairro Alto da Ventania, em Leopoldina, Zona da Mata Mineira, às 7 horas, idade 66 anos, causada por câncer de estômago. Minha avó Izabel da Conceição, ouvindo conselhos da vizinhança (segundo informações de meu primo), queimou todos seus pertences, porque o "câncer era contagioso". Certamente, muita história é queimada junto com estes documentos...

E reitero, com bastante veemência, a importância das fontes que nos permitem acessar documentos de época, como forma de recordar e reconstruir a história de nossos ancestrais. Por sorte, evoluímos muito e hoje há sites especializados, consultorias especializadas em Genealogia, pesquisadores nos países de origem que rastreiam documentos, a própria evolução tecnológica com o advento da internet, a informatização, a globalização e os Tratados Internacionais. No ambiente privado, as famílias já reconhecem o valor de preservar documentos, contar suas origens para filhos e netos, perpetuando assim a história familiar. Haverá um dia, dentro da disciplina de História ou Sociologia, um espaço próprio que oriente a Genealogia nas escolas brasileira, porque - tão importante quanto à história política e social do país - uma nação foi construída por mãos de imigrantes e seus descendentes. E esta história não pode ser esquecida pelo povo forte que somos...

Modelo de Certidão expedida pelo APM, em Belo Horizonte. Estes são meus ancestrais sardos, que a exatos 119 anos, possibilitou toda a existência de minha família no Brasil. Reverencio a coragem e determinação deles e agradeço minha existência. Agradeço ao APM, por esta emocionante descoberta, pela preservação dos documentos da grande imigração italiana.

Site do APM: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A genealogia da Família "DUTRA"

Tenho também a genealogia dos "DUTRA", por parte de minha mãe genética Maria José Dutra Capaz, a qual perdi quando tinha três anos de idade. Ela faleceu com 24 anos, em 29/08/1967. Meus avós, por parte da mãe, são Aureliano Dutra Nicácio e Maria Vieira de Carvalho. São naturais de Leopoldina, Zona da Mata, Minas Gerais.

E como eu gosto de história e genealogia, temperada com minha formação acadêmica (jornalismo), coloco aqui no Blog, um pouco da história da Família Dutra, suas origens nas ilhas dos Açores, Ilha Faial, Portugal. Também sua recente trajetória na história da colonização do Brasil, com alguns personagens na história política de Minas e do Brasil. Antes da ocupação das Ilhas Faial, as origens mais antigas do DUTRA estão na antiga Holanda. Aponto também detalhes do Brasão da Família Dutra, num painel que montei para que os representantes da família guardem como lembrança.

Para registro, deixo as poucas fotos que tenho de meus avós e de minha mãe, minhas únicas lembranças de um passado distante. Em meu livro "A ilha de Atravessou o Mar", o qual pretendo publicar em breve, nomeio minhas origens como "GENÉTICA DAS DUAS ILHAS", porque por parte de meu avô, linha paterna, tenho origem na Ilha da Sardenha (Itália) e, pela linha materna, a Ilha Faial (Portugal). Não é à toa, que tenho meu Caiaque, gosto de navegar e pescar. Adoro peixes e, por pouco, quando formei em Agropecuária, não optei pela Engenharia de Pesca. Fiz bem em não ter buscado este caminho, porque tenho uma família maravilhosa hoje, casado com a Mara e com duas filhas muito amáveis e estudiosas, a Gizelle e a Giovanna. Por mais que planeje ou mesmo desencante com os rumos da história pessoal, a vida tem sempre a "cereja sobre o bolo", algo que nos encanta e estimula a prosseguir.

Agradeço minhas origens. Tenho orgulho de minhas raízes. Por tudo que sou hoje e pelas informações que me encantam no estudo de minha história, agradeço a Deus por tê-las encontrado. Estou completo no meu encontro, feliz e encantado pela história, mais ciente de minhas responsabilidades e mais humano, porque passei a compreender o sentido profundo de "ser família". Apesar de toda distância temporal e espacial, a família está impregnada em nossa alma, coração, lembranças e gestos. Está gravado além do DNA Mitocondrial, está na minha forma de ser e de estar, na minha presença. E, por tudo isto, estou mais consciente hoje. Quando se estuda a genealogia, entendemos nossa pequena e importante contribuição na árvore da vida, além do "Albero genealógico", porque semeamos parte de nós, de nossa família, para tornar o mundo melhor. E conhecer a nossa história é conhecer a informação hereditária e genética que, somada ao ambiente e nossa percepção de mundo, pode tornar este mundo melhor. É valorizar o núcleo famíliar, porquanto semente de uma grande espiritualidade que se forma, a partir de nossa contribuição, é colaborar efetivamente com a universal "arvore da vida". O estudo da genealogia, neste ponto do conhecimento e da percepção da espiritualidade, a meu ver, deveria ser disciplina essencial nas escolas. É o cimento que une pessoas, valoriza e respeita o outro, cria uma nação baseada na família. Em muitos países do velho mundo já atinaram para esta importante missão. De que adianta estudar a história das civilizações e do seu país, se não conhece a sua própria história familiar? Este é o ponto...

E aqui vai uma primeira pitada da genealogia dos "DUTRA".


Brasão da Família DUTRA e o histórico do sobrenome.



    
Meu avô Aureliano Dutra Nicácio e minha avó Maria Vieira de Carvalho, ambos falecidos em Leopoldina - MG


Minha mãe com meu irmão no colo (João Batista Dutra Capaz) e eu estava em gestação. Esta foto possivelmente tenha sido tirada em Ubá - MG.

PESQUISA:  José Capaz Dutra Cappai, jornalista (Univás/PA), especializado em Historiografia.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Contabilizando 11 Gerações - A Matemática na Genealogia.

O renomado e providencial site do "My Heritage" nos dá uma estatística matemática para a Tabela das Gerações, a partir de sua geração até à 21 geração. É muito fascinante pesquisar e registrar histórias, quantas se passaram até chegar a você e entender as que perderam pelo caminho. A genealogia, neste aspecto de apurar informações familiares, é semelhante ao de um arqueólogo, detetive, colecionador ou arquivista pesquisador. Empolga e fascina à cada descoberta. É educativo, esclarecedor, podendo tornar um entretenimento importante na vida das pessoas. Se deixe cativar, tente e verá o que está perdendo. Seus antepassados podem revelar muito de sua identidade e pessoa. Vale a pena, pesquisar. Também é uma forma de reinventar-se, melhorar sua autoestima e ter uma autoajuda (análise) dentro de sua própria casa, a partir de seus momentos livres. Conhecer a história pessoal é fundamental na "Árvore da Vida".

Nossa compreensão e mudanças positivas, a partir do estudo da Genealogia, podem mudar nossa história pessoal, de nosso núcleo familiar e, num plano mais amplo, a consciência de uma nação. Cuide de você, cuide de sua família e teremos um bairro melhor, uma cidade melhor e, por extensão, teremos uma nação mais consciente e unida. Um povo sem história é um povo sujeito à dominações, sem identidade e vitimada pela "matemática das perdas", ficando à deriva da morte e do esquecimento. Esquecer é morrer, no sentido mais profundo da palavra. Toda história de nossa sociedade começa pela história das famílias, que não devem ser esquecidas. Cuidando da família, cuidamos da nossa sociedade.





O Sobrenome CAPPAI na Ilha da Sardenha - Ocorrência



Na Ilha da Sardenha tem 568 famílias com o sobrenome CAPPAI. A grande maioria, cerca de 306 famílias, residem no sul da Ilha, na região da Cagliari (Capital da ilha).

Na região sul da Sardenha encontra-se as raízes históricas do sobrenome CAPPAI, distantes no feudalismo da ilha (Século XIII), nas Contas de Villasalto/Muravera. Também o título de nobreza da família, parte do Brasão com a seguinte alcunha: "Cavaleiro Hereditário e Nobre Sardo", que se estende aos descendentes desta família até os dias de hoje. Daí a "alma" do Brasão de família trazer o símbolo da árvore (Albero Sradicato de Arborea), o stemma do Reino de Arborea, reis que dominaram a ilha por séculos e traziam em suas veias o sangue e a genética CAPPAI.

Esta história é muito interessante e pesquiso como jornalista há mais de três anos. Faz parte dos estudos do meu livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que será publicado este ano no Brasil (Produção independente).





Ocorrência Regional do Sobrenome Cappai na ITÁLIA


Na internet é possível visualizar e concluir que a ocorrência do sobrenome CAPPAI se dá no Norte do Continente italiano e de forma predominante na Ilha da Sardenha, onde estão as origens históricas do sobrenome.
Do total de 772 famílias em toda a Itália (Ilha e Continente), cerca de 568 famílias residem ou tem origem na Sardenha.




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

TESTE MITOCONDRIAL DE ANCESTRALIDADE - Como funciona.



TESTE MITOCONDRIAL – Como funciona o estudo genético de nossa ancestralidade?

TESTE DE ANCESTRALIDADE Materno e Paterno - Grupo Genera.