segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Poesia sarda além mar...

CIDADANIA PARA A VIDA.
“A Kentanos”

Cidadania é o complemento da história pessoal e familiar.
É a cereja do bolo.
É o laço refeito pela família, muitas vezes na alma e no pensamento de apenas um.
É a voz interna na alma dos vivos, tocada profundamente pelos que partiram.
É a essência do grupo familiar, além do tempo e das fronteiras.
Cidadania não é somente um passaporte, é consequência histórica.
É a resposta do carinho pela terra que sequer conhecemos.
A Cidadania se fortalece na identificação cotidiana e na pesquisa que não cansa.
Uma idiossincrasia perfeita, descoberta e identificada na árvore familiar.
É fruto da emoção mais profunda do ser humano, a razão de viver.

Um casal com seis filhos, saíram de uma ilha e ganharam o mar.
Da Sardenha para o Brasil, foram mais de 45 dias de viagem.
Começaram com um Passaporte e um sonho.
Não naturalizaram brasileiros, mas sonharam os dias de retornar à ilha.
Um documento nas mãos em terras estranhas, acolhidos em tempos severos.

E hoje, estes documentos perdidos dos ancestrais é emblemático.
Abriram caminhos, na burocracia fria e carcomida pelo tempo, se perdeu.
Esta cidadania, como descendente que busca as origens, é o “dizer do tempo”.
Devo morrer em terras distantes ou na ilha?
Na verdade, sem documentos e distinção em qualquer lugar.
Onde estão os documentos de meus bisavós, avós e parentes?  Como eram seus semblantes?  Qual eram seus ofícios e sonhos? Contam-me suas histórias...
NÃO TEM PASSAPORTE OS SONHADORES, vagantes no tempo!
Talvez esta seja a sina. Morrerei como sardo, desapegado deste mundo, com vista em outros mundos.
E, bem certo, passando a fronteira.

Um dia, com ou sem passaportes, iremos nos reencontrar...

UM SARDO PARA O MUNDO.

O Brasil está sentindo o peso silencioso da filosofia de um filho da Sardenha, GRAMSCI tão vivo e tão próximo de nossos dias. Assistam à aula de um professor acerca da "revolução cultural" que está acontecendo no Brasil. O projeto consolida-se a cada mandato dos petistas, dita "esquerda", usando-se de "iscas" sociais. Fica claro a engenharia do poder está sendo construída historicamente, está no cotidiano e nos jornais. Para a Educação esquecida e o baixo índice de leitura e criticidade, a transformação social já está acontecendo. Isto significa um retrocesso para o país, jamais sonhado pelos brasileiros, mas que está acontecendo sem armas e, de forma silenciosa, pela cultura. Basta dizer que, por mais que a mídia aponta a corrupção do governo e seus crimes financeiros, tudo parece normal. Então, o sardo GRAMSCI está vivo nas terras tupiniquins... 

https://www.youtube.com/watch?v=nQbOVqq93l4



GRAMSCI - Da Sardenha para o Mundo. Uma releitura é necessária.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"Via Cappai" em Villasalto, Sardenha.


Rua com o sobrenome da família em Villasalto, Ilha da Sardegna, Itália.
Certamente é uma homenagem a uma figura histórica, Don Bonifácio Cappai, que obteve o título de "Cavaleiro hereditário e Nobre Sardo" em 2 de Novembro de 1677. 


Estas fotos foram disponibilizadas na internet por Tiziano Cappai, Chef num Restaurante na Liberdade na capital de São Paulo, que recentemente esteve com sua família em visita à ilha da Sardenha. Agradecemos sua colaboração ao nosso Blog.



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Encontro da Família Marra - Lambari 2014

Este é o Encontro da Família Marra, em Lambari, Minas Gerais, Brasil.
O sobrenome Marra é italiano também. É o sobrenome de minha sogra, mãe de Rosemara. Este é um Encontro Anual, em que se renova e fortifica os laços familiares. E para não esquecer a idiossincrasia italiana, foram muitas as poesias, as músicas, as histórias e as emoções; bem ao estilo de "una famiglia ítalo-brasiliana".

O Brasil é uma Itália além mar. O Brasil é a maior nação italiana, fora da Itália. É considerada a maior imigração registrada na história da humanidade, depois da diáspora dos hebreus no antigo Egito. O período de maior imigração da Itália para o Brasil se deu entre 1880 e 1930. Estima-se a vinda de 28 milhões de italianos neste período (aproximadamente a metade da população da Itália).

Comparado a esta grande massa de imigrantes italianos, a imigração da Sardenha é rara, chegando a 26 mil nas Américas, com destaque para a Argentina. No Brasil, a imigração sarda foi de apenas quatro mil sardos, dentre os quais está a família de meu bisavô Giuseppe e meu avô Raffaele.

E para não fugir à regra, sou mais um descendente de "italiano" que casou com uma descendente de italianos. Isto é comum no país, principalmente em Minas Gerais, Espírito Santo e parte do sul do país, onde se concentrou os imigrantes italianos.

Bravo! família Marra, por manter a tradição italiana de reunir sua prole. As nossas raízes ancestrais não podem ser esquecidas no tempo ou guardadas em gavetas. Viver é conviver, comungar as experiências familiares. Belíssimo evento.

ENCONTRO DA FAMÍLIA MARRA, Lambari, MG, Brasil 2014

FOTO DA FAMÍLIA - Unindo gerações Cappai e Kersul Marra.

ULTIMO ENCONTRO EM POUSO ALTO, MG, Brasil 2013.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A evolução de um SARDO-Mineiro


Este é meu pai João Capaz de Oliveira, filho de Raffaele Cappai e neto de Giuseppe CAPPAI.
Representa a primeira geração de sardos no Brasil, que aqui chegaram em 1897.
Reuni uma sequência de fotos de meu pai; desde quando serviu o exército, até sua atual idade. Um leopoldinense flamenguista de grande coração.

Meu pai, com 80 anos, não dispensa e nunca dispensou uma carne de porco, leitoa e seus derivados, principalmente o torresmo. Não precisa falar mais nada, porque o sardo interiorano que se preze traz na sua genética, o gosto incondicional pela "carne di maiale". Não tenho dúvida alguma que, se meu pai estivesse na Sardenha, seria um bom caçador de javalis.
Mas como é um sardo-mineiro, ou melhor, um legítimo descendente de sardos em Minas Gerais, sabe muito bem o caminho até o açougue e as melhores partes de uma suculenta leitoa com polenta...

Vida longa aos sardos...


Leopoldina - Berço dos Italianos.


Foto de Leopoldina, zona da mata mineira, vista do alto da serra do distrito de São Lourenço.Terra que acolheu meus ancestrais, há pouco mais de 100 anos atrás.
Terra onde passamos a infância e adolescência; onde hoje vive nossos pais.
No seio do "mar de Minas", as montanhas, está Leopoldina...


Fotos antigas da Família - ARQUIVO



Foto de minha avó Izabel (Centro), esposa de Raffaele Cappai e minhas tias: Maria Aparecida, à esquerda e Tia Ana, à direita. Mãe e irmãs de meu pai João Capaz.


Viagem de meu pai e meu irmão João Batista, em visita a meu tio Antônio, RJ. 
Final da década de 70.


Como não poderia faltar, uma passagem no Maracanã num jogo do Flamengo, meu irmão João Batista com nosso primo Carlos (à esquerda), filho da Tia Aparecida. 


Da esquerda para a direita, o Tio Antônio, meu irmão João Batista e meu pai João Capaz. Esta foi uma das raras vezes que meu pai, um mineiro interiorano convicto, visitou a cidade do Rio de Janeiro.