quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"Via Cappai" em Villasalto, Sardenha.


Rua com o sobrenome da família em Villasalto, Ilha da Sardegna, Itália.
Certamente é uma homenagem a uma figura histórica, Don Bonifácio Cappai, que obteve o título de "Cavaleiro hereditário e Nobre Sardo" em 2 de Novembro de 1677. 


Estas fotos foram disponibilizadas na internet por Tiziano Cappai, Chef num Restaurante na Liberdade na capital de São Paulo, que recentemente esteve com sua família em visita à ilha da Sardenha. Agradecemos sua colaboração ao nosso Blog.



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Encontro da Família Marra - Lambari 2014

Este é o Encontro da Família Marra, em Lambari, Minas Gerais, Brasil.
O sobrenome Marra é italiano também. É o sobrenome de minha sogra, mãe de Rosemara. Este é um Encontro Anual, em que se renova e fortifica os laços familiares. E para não esquecer a idiossincrasia italiana, foram muitas as poesias, as músicas, as histórias e as emoções; bem ao estilo de "una famiglia ítalo-brasiliana".

O Brasil é uma Itália além mar. O Brasil é a maior nação italiana, fora da Itália. É considerada a maior imigração registrada na história da humanidade, depois da diáspora dos hebreus no antigo Egito. O período de maior imigração da Itália para o Brasil se deu entre 1880 e 1930. Estima-se a vinda de 28 milhões de italianos neste período (aproximadamente a metade da população da Itália).

Comparado a esta grande massa de imigrantes italianos, a imigração da Sardenha é rara, chegando a 26 mil nas Américas, com destaque para a Argentina. No Brasil, a imigração sarda foi de apenas quatro mil sardos, dentre os quais está a família de meu bisavô Giuseppe e meu avô Raffaele.

E para não fugir à regra, sou mais um descendente de "italiano" que casou com uma descendente de italianos. Isto é comum no país, principalmente em Minas Gerais, Espírito Santo e parte do sul do país, onde se concentrou os imigrantes italianos.

Bravo! família Marra, por manter a tradição italiana de reunir sua prole. As nossas raízes ancestrais não podem ser esquecidas no tempo ou guardadas em gavetas. Viver é conviver, comungar as experiências familiares. Belíssimo evento.

ENCONTRO DA FAMÍLIA MARRA, Lambari, MG, Brasil 2014

FOTO DA FAMÍLIA - Unindo gerações Cappai e Kersul Marra.

ULTIMO ENCONTRO EM POUSO ALTO, MG, Brasil 2013.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A evolução de um SARDO-Mineiro


Este é meu pai João Capaz de Oliveira, filho de Raffaele Cappai e neto de Giuseppe CAPPAI.
Representa a primeira geração de sardos no Brasil, que aqui chegaram em 1897.
Reuni uma sequência de fotos de meu pai; desde quando serviu o exército, até sua atual idade. Um leopoldinense flamenguista de grande coração.

Meu pai, com 80 anos, não dispensa e nunca dispensou uma carne de porco, leitoa e seus derivados, principalmente o torresmo. Não precisa falar mais nada, porque o sardo interiorano que se preze traz na sua genética, o gosto incondicional pela "carne di maiale". Não tenho dúvida alguma que, se meu pai estivesse na Sardenha, seria um bom caçador de javalis.
Mas como é um sardo-mineiro, ou melhor, um legítimo descendente de sardos em Minas Gerais, sabe muito bem o caminho até o açougue e as melhores partes de uma suculenta leitoa com polenta...

Vida longa aos sardos...


Leopoldina - Berço dos Italianos.


Foto de Leopoldina, zona da mata mineira, vista do alto da serra do distrito de São Lourenço.Terra que acolheu meus ancestrais, há pouco mais de 100 anos atrás.
Terra onde passamos a infância e adolescência; onde hoje vive nossos pais.
No seio do "mar de Minas", as montanhas, está Leopoldina...


Fotos antigas da Família - ARQUIVO



Foto de minha avó Izabel (Centro), esposa de Raffaele Cappai e minhas tias: Maria Aparecida, à esquerda e Tia Ana, à direita. Mãe e irmãs de meu pai João Capaz.


Viagem de meu pai e meu irmão João Batista, em visita a meu tio Antônio, RJ. 
Final da década de 70.


Como não poderia faltar, uma passagem no Maracanã num jogo do Flamengo, meu irmão João Batista com nosso primo Carlos (à esquerda), filho da Tia Aparecida. 


Da esquerda para a direita, o Tio Antônio, meu irmão João Batista e meu pai João Capaz. Esta foi uma das raras vezes que meu pai, um mineiro interiorano convicto, visitou a cidade do Rio de Janeiro.

sábado, 23 de agosto de 2014

PASSO A PASSO PARA REQUERIMENTO DA CIDADANIA


Pesquisar a árvore genealógica da família italiana requer paciência e determinação.
Nem sempre encontramos fácil e próximo as fontes de consulta, quer sejam documentos ou depoimentos, com origem no governo ou dentro da própria família.
                    Alguém no grupo familiar, num dado momento da história, 
                                             irá interessar pelo assunto.
Bom seria se todos os familiares se envolvessem na procura de informações e documentos, mas dificilmente ocorre desta maneira, em sintonia. Com o tempo, constatará que é uma excelente terapia ocupacional, a reverência aos ancestrais faz bem à mente e quebra a rotina. Verá que somos um reflexo de nossos ancestrais.
Para os descendentes que iniciam uma pesquisa genealógica e quer requerer a cidadania italiana e não sabe por onde começar, vai então algumas dicas:

Pesquise na família o NOME DOS ANCESTRAIS que vieram da Itália. Procure saber qual o porto e o ano que chegaram. Anote as histórias relacionadas a seus ancestrais, porque muitas são perdidas por quebra da tradição oral. Preserve a história para os mais jovens.

Pesquise no ARQUIVO PÚBLICO do seu Estado o registro da entrada dos Imigrantes no Brasil, quando deram entrada na Hospedaria dos Imigrantes. Neste documento será possível saber o nome do navio, quando chegaram, o familiares e a idade dos que vieram e qual o destino deles ao chegar aqui. Em Minas Gerais, consulte o site do APM: www.siaapm.cultura.mg.gov.br

Monte a ARVORE GENEALOGICA da família. Há vários modelos na internet, em Excell, Power Point e mesmo em sites especializados. É prazeroso tanto quanto montar um quebra cabeças, envolvendo a emoção e os familiares.

Busque a CERTIDÃO DE NASCIMENTO de seu ancestral na Itália. Poderá fazer seu rastreamento com uma Consultoria especializada que tenha representação no Brasil e no Exterior. Irá gastar cerca de R$ 1.000,00 (Mil Reais) para obter a Certidão. Poderá requerer diretamente, enviando um ofício na língua italiana. Há modelos na internet. Pode economizar com isto. Eu consegui a Certidão de meu “nonno” através da Consultoria Polentona, veja seu site: www.polentona.com

Consiga on line a CERTIDÃO NEGATIVA DE NATURALIZAÇÃO - CNN de seu ancestral. Esta Certidão irá atestar que seu ancestral não se naturalizou brasileiro, que faleceu ou reside no país como italiano. Desta forma, comprova-se a ascendência italiana. Esta Certidão pode ser obtida gratuitamente no site do Ministério da Justiça, Departamento de Estrangeiros. No próprio site é possível validar a CNN.

Verifique se o SOBRENOME DA FAMÍLIA está correto, conforme é assinado pela família, comparando o registro da entrada dos imigrantes com os documentos da família. Se estiver correto o sobrenome, prossegue-se na busca de documentos.

Se o sobrenome, nome, datas, locais estiverem muito diferentes nas Certidões, será necessário entrar com uma AÇÃO DE RETIFICAÇÃO DE REGISTRO CIVIL. Esta retificação pode ser administrativa ou judicial, esta no Fórum de sua cidade. Esta ação pode demorar de 3 a 8 meses para ser concluída. O correto é consultar um advogado de confiança da família.

Agora é hora de JUNTAR OS DOCUMENTOS DA FAMÍLIA. Para cada familiar, do ancestral ao interessado na cidadania italiana é necessário juntar as Certidões pertinentes:  Nascimento/Casamento/Óbito. Elas devem ser atuais, inteiro teor, conter averbações e alterações. Verifique se as datas são compatíveis, utilize uma Calculadora de Datas que estão disponíveis na internet.

Autentique as Certidões no Ereminas, antes de traduzir as Certidões do Português para o Italiano. Porque o tradutor irá traduzir também esta AUTENTICAÇÃO DOS DOCUMENTOS. Faça isto, próximo à data do chamado pelo Consulado Italiano no seu estado ou sua ida na Itália.

A tradução dos documentos para o italiano deverão ser feitas por um Tradutor Público juramentado e credenciado, dependendo da repartição consular.

Analise o que é viável fazer no requerimento da Cidadania: Poderá fazer VIA CONSULADO Italiano no Brasil ou IR À ITÁLIA para requerer diretamente, onde o processo é muito mais rápido. Recomendo que faça através de uma Consultoria Especializada, idônea, é mais garantido e seguro. Há detalhes neste trabalho burocrático, que só os especialistas conhecem. Se for aventurar, corre o risco de perder dinheiro e tempo na empreitada, afinal uma viagem à Europa tem um custo elevado. Tenho sido orientado e bem atendido pela Consultoria Polentona, veja seu site: www.polentona.com

IMPORTANTE: 
Na maioria dos casos, os descendentes acessam a cidadania pelo princípio e transmissão “jus sanguinis”. Isto quer dizer, que você passa a ser um italiano, nascido fora da Itália, por ser descendente direto de um imigrante que não se naturalizou no Brasil, que viveu e constituiu família fora de seu país.

NUNCA ESQUEÇA A CULTURA DE SEUS ANCESTRAIS. Estude com afinco o país de seu “nonno” ou “bisnonno”: o que cultivavam na sua terra, de que alimentavam, suas vestimentas, seus hábitos, a vida que levavam em sua terra de origem, a geografia de seu ambiente, a cidade e, se possível, aprofunde na árvore genealógica da família além-mar. Se você não fala a língua de seus ancestrais, procure aprender. O Facebook é uma excelente ferramenta para se relacionar e localizar parentes distantes. VIVA SUA CIDADANIA. Passe suas descobertas para a família.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Registros fotográficos de um passeio a Leopoldina.

Agosto 2014

Foto do meu pai, João Capaz de Oliveira, 80 anos, no Cartório do Distrito de Providência, Minas Gerais, onde encontramos registros do tio avô Salvatore Cappai. 

Agosto 2014

Frente à casa antiga de meu avô Raffaele Cappai, em São Lourenço, município de Leopoldina, Minas Gerais. Propriedade da família na década de 30.


Foto do meu pai João Capaz, filho do sardo Raffaele Cappai, em frente à belissima igreja do povoado de Providência, município de Leopoldina.


Visita ao cemitério de Providência, na tentativa de localizar o túmulo da bisavó Maria Annica Gessa, esposa de Giuseppe Cappai, falecida por volta de 1912. Os túmulos mais antigos estão danificados e sem identificação, o que será necessário localizar via cartório para retorno em breve. 

Localizar onde está o casal de sardos que deu origem a toda nossa família no Brasil é o principal objetivo de nossos estudos genealógicos.  Há 117 anos, iniciou-se uma história familiar além-mar, além da ilha da Sardenha e seus frutos se dispersaram pela zona da Mata Mineira e a Serra Capixaba. É preciso bateiar esta história que se perde, contá-la às novas gerações e reverenciar este casal de corajosos sardos, meus bisavós.

Por uma curiosidade a todos sardos e seus descendentes no Brasil, a imigração dos sardos representa menos de 5% da grande imigração italiana. De 26 mil que migraram para as Américas, apenas 4 mil ficaram no Brasil. A imigração dos sardos é rara. Nos museus do Brasil há apenas um passaporte de sardo em exposição, que é da família Scarpa. Muitos destes documentos, por descuido e desinteresse das famílias, acabaram no esquecimento, perdidos ou no lixo. Esta é uma de minhas missões, localizar o passaporte de meus ancestrais e enviá-los ao museu, se isto ainda for possível. Como historiador, não concebo a ideia de deixar um documento histórico por capricho no fundo de uma gaveta num ambiente privado; é história, é público e deve ser tratado como tal.