sábado, 24 de janeiro de 2026

"A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR" - O PRESENTE PARA A FAMÍLIA

Escrever o livro "A ilha que atravessou o Mar" foi uma prazerosa e laboriosa vivência, onde reuni todas as infomações de mais de uma década como arquivista pesquisador no objeto "a rara imigração dos sardos para o Brasil". Não se restringe à história de uma das quase 6 mil famílias que vieram da distante ilha no mediterrãneo, mas ao contexto histórico e das consequências desta pequena imigração, que se misturou à grande leva de italianos do continente. Recomendo a leitura a todos os oriundis, descendentes de imigrantes, que passaram por este processo de adaptação.

O livro é um presente singelo a todos que interessam por uma leitura envolvente e apaixonante de seus ancestrais. Como reconhecedor das dificuldades no país, principalmente ao acesso à leitura, o autor limitou seu ganho ao mínimo, apenas 1 (um) real por cada exemplar vendido. Primeiro, porque deseja que todos tenham acesso ao livro, por um valor alinhado. Segundo, porque não visa lucro no trabalho que almeja auxiliar outros na feliz descoberta de suas raízes. Neste ponto, agradeço aos incessantes emails de apoio e pedido de informações, os quais mantem acessa a chama do pesquisador em continuar seus trabalhos de investigação.

A Editora Uiclap fez um belissimo trabalho de impressão, cujo livro físico (impresso) é uma boa recordação para os que gostam do tema da genealogia. Recomendo o trabalho desta Editora e que comprem o livro físico e repassem a seus familiares. Todavia, caso tenham preferência pelo livro digital, no formato PDF, irei disponibilizar gratuitamente, bastando clicar no link abaixo. Caso interessem, poderão adquirir o livro impresso. 


Tenham uma boa leitura.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

ADQUIRA SEU LIVRO FÍSICO

Tenho o prazer em comunicar que o Livro físico "A Ilha que atravessou o Mar" já está disponível na Editora e poderá ser adquirido através do LINK abaixo. 

https://loja.uiclap.com/titulo/ua117911/


Espero que gostem. Desejo uma boa leitura a todos!

quarta-feira, 18 de junho de 2025

O Sobrenome correto é Cappai

        Faz mais de dez anos que estudo a genealogia da família Cappai e a rara imigração dos sardos para o Brasil. Sou jornalista formado, com especialização em Historiografia. Muitas descobertas e curiosidades neste período de estudo, que envolve consulta a banco de dados do governo, de entidades específicas, documentos de famílias, cruzamentos de informações a partir de entrevistas, aquisições e leituras de livros e teses sobre a imigração e interpretação dos dados coletados, que culminaram no Livro "A Ilha que atravessou o mar". O livro foi registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro na época e ficou disponibilizado gratuitamente por anos no BLOG. Neste momento, estou trabalhando no final da revisão da segunda edição, que ainda passará pela revisão de texto e, posteriormente, irá para a Editora. A obra está mais aprofundada na pesquisa. A intenção é colocar o livro em três versões: a primeira em português somente texto para plataformas específicas, a segunda uma edição exclusiva com fotos coletadas durante os trabalhos e a terceira uma edição em italiano.

        Peço desculpas pela dificuldade em responder a perguntas. Moro no alto da serra da Maniqueira no sul de Minas Gerais, um pouco distante da cidade e com dificuldades de conexão. Faço contatos e respondo à medida do possível. Dúvidas tem surgido em relação ao sobrenome, possivelmente alguns leitores não conseguiram baixar o livro PDF na sua primeira edição. Retirei do Blog, porque a versão ficou desatualizada. È preciso um pouco de paciência, porque em breve a segunda edição estará disponível a todos. Nas postagens do BLOG é possivel verificar uma sequência cronológica e temática das pesquisas de nossa genealogia. 

        O sobrenome da família não é CAPAZ, tratando este de origem árabe e não italiana. A maioria dos sobrenomes italianos terminam com "i" no final. O sobrenome de nossos ancestrais é CAPPAI. Era muito comum os erros de nomes e sobrenomes, nas Certidões daquela época. O registro precário e manual, muitas vezes por funcionários públicos sem preparo, se dava em meio à correria das contratações urgentes para as lavouras de café. Os documentos que atestam nossa origem são: a ficha cadastral dos imigrantes na Hospedaria Horta Barbosa de Juiz de Fora, que hoje está arquivada e disponível no Arquivo Público Mineiro - APM em BH; o Registro dos Imigrantes que na época era feito pelas Delegacias de Polícia e, por fim, as Certidões de Nascimento e Casamento que adquiri no Comune Italiano, que no caso é na Sardenha. Também adquiri o Brasão e Histórico da Família, na Heráldica da Espanha.

        Estimo que este erro de grafia no sobrenome tenha ocorrido por volta de 1905. Assim o nome de nosso bisavô pioneiro, que deveria ser Giuseppe Cappai (Agus), se transformou no Brasil em José Capaz. Sua esposa Maria Annica Gessa, falecida em 1912 em Providência, zona da mata mineira, também teve algumas versões de seu nome nos documentos. Atualmente aguardo por confirmações sobre o local de sepultamento do bisnonno Giuseppe que acredito estar em Palma. Para quem estuda genealogia, toda espera é um misto de agonia e expectativa. Devemos nossa existência a este casal pioneiro, que teve coragem e ousadia em trazer seis filhos numa viagem incerta por 36 dias em navio a vapor, em mar aberto e superlotado, com riscos de doenças e naufrágio. Após uma década de pesquisa, além da produção do livro, meu objetivo maior é localizar os túmulos dos bisavós, pioneiros na rara imigração da Sardenha para o Brasil, executar reparos se necessário e instalar uma placa em homenagem a eles. 

        No meu entendimento, todo descendente deve estudar suas origens e reverenciar seus ancestrais. Somos frutos de várias histórias de famílias, acertadas ou desajustadas, que construíram a base de nossa sociedade. Nos bancos das escolas, estudamos a História das Civilizações, a História do Brasil, a História das Revoluções Sociais, a História da Arte e outras tantas, mas reparem que pouquíssimas escolas incentivam o estudo da História Familiar, as nossas raízes. É facil entender que um indivíduo sem história familiar é um ser fragmentado, sem pertencimento e vulnerável; susceptível às promessas de qualquer um ou fácil de ser enganado. Não é por acaso, que nos Estados totalitários e manipuladores, o primeiro alvo é a família; porque o Estado passa a assumir o papel do "pai provedor", que alimenta ilusões e falsas esperanças nas crianças e adolescentes. Por um futuro melhor, ainda desejo ver nas escolas brasileiras, na grade curricular, a genealogia como incentivo ao estudo da história familiar.  


"O QUE LEMBRO, TENHO".

      Guimarães Rosa 


domingo, 15 de junho de 2025

O tipo sanguíneo O

        A ciência já desvendou o mistério do tipo sanguíneo dos nossos ancestrais primitivos. O sangue mais antigo da humanidade é o tipo O. A dieta base deste tipo sanguíneo é a proteína animal, porque eram caçadores e nômades. A primeira grande imigração da humanidade foi responsável pela ocupação das Américas, no outro lado do Oceano Atlântico, a mais de 15 mil anos atrás. Este tipo sanguíneo trouxe vantagens para estes primitivos desbravadores, como coração forte, rusticidade e cicatrização rápida, em casos de acidentes. Viviam pouco, no máximo 35 anos de idade, mas eram muito resistentes, adaptando-se bem a ambientes extremos e hostis, desde várzeas úmidas e frias até a altitudes extremas como o alto das Cordilheiras, a mais de 4.000 metros acima do nivel do mar. Este tipo sanguíneo foi responsável pela seleção natural dos indivíduos. É predominante na Europa, na África e nas Américas. 

        Quando fiz o Teste de DNA para a ancestralidade, sabendo que sou O positivo, tive a surpresa de confirmar que tenho leve propensão a riscos cardíacos, menos de 5%; o que confirma as descobertas da ciência. E com certeza, nossos destemidos ancestrais que atravessaram o mar para ocuparem o território brasileiro, numa época de crise econômica e social na Europa, trouxeram nas veias este sangue "pré histórico" e rústico. Esteve também nas veias do povo nurágico que construiu milhares de torres pela ilha da Sardenha...  Grazie a Dio, siamo sardi....

Na alma do Brasão da Família Cappai, o símbolo de Arborea.

          A história é, sem dúvida, o maior valor que herdamos na genealogia. 

        É a herança que vale "ouro" e sobrepõe a qualquer patrimônio ou posse; porque o tempo pouco corrói ou consome. Os registros estão todos ai, para serem pesquisados. Mas se não forem contados e repassados pela oralidade nos grupos de família, poderão ser enterrados a cada geração, caindo no total esquecimento. Toda família tem registros fascinantes e histórias para serem pesquisadas e contadas a seus descendentes. São elementos que conectam os viventes a todos aqueles que partiram e deram sua contribuição. É uma forma de gratidão pela própria existência, porque somos todos frutos da história viva e transformadora. Por isto, precisamos sempre buscar os registros da família e ampliar esta pesquisa num contexto maior, como visitar museus, sítios arqueológicos e monumentos. O meio em que estamos inseridos ou do qual originamos, também tem muita história para contar; pessoas fascinantes e com muitas experiências de vida para compatilharem. Viajar é mais do que entrar num avião e atravessar fronteiras, mas "viajar" com o deleite em resgatar memórias e recordações de pessoas, lugares e culturas. Somos reflexos de tudo isto, gravados em nosso DNA, basta abrir a mente, ter a curiosidade e ser receptivo. Mas não esperem ficar velhos, para pensar nesta possibilidade. Há um universo à nossa espera...

           Somos frutos da história.

        Esperei dez anos para conhecer a Sardenha, desde que comecei a escrever o livro "A Ilha que atravessou o mar". E para surpresa, descobri que nossa origem não foi apenas na Ilha da Sardenha, porque pelo lado materno, também temos origem nas Ilhas dos Açores. Sim, somos filhos de duas ilhas. E quantos sardos e açorianos temos espalhados pelo gigantesco Brasil. São imigrantes que trouxeram a força do trabalho, a forte cultura que se traduz na musica e na fé religiosa, os mutirões para plantio e colheita, a arquitetura típica, a gastronomia como a polenta e as reuniões de família, que infelizmente, está se perdendo nestas novas gerações. A quebra de identidade, familiar e individual, foi política dos governos no país por décadas, para que não surgissem revoltosos e anarquistas entre os imigrantes; principalmente na época do fascismo na Europa. Mas, aqui e acolá, surge sempre interessados em recuperar a memória familiar e a história que atravessou o mar. A esperança é que mais famílias interessem pela genealogia e, quem sabe um belo dia, possa ser uma disciplina na grade curricular de nossas escolas. A família é a base de uma sociedade mais justa, solidária e participativa. Do contrário, temos um Estado totalitário e opressor, que destrói o sentimento de pertencimento do seu povo e de suas raízes; impondo uma ideologia auto destrutiva.

       O Símbolo de Arborea

      Na Sardenha, temos registros no Reino de Arborea, um sistema de governo muito peculiar na época medieval, que deixou símbolos e personagens históricos até hoje comemorados na ilha. Este sistema que, a princípio possa nos parecer primitivo, traz o germe da democracia em muitas de suas decisões, antes mesmo da Unificação da Itália ou Risorgimento. O Brasão da família Cappai traz a árvore símbolo do Reino de Arborea, o "Albero eradicato", no período estimado entre 1280 a 1470. A família Cappai era um "feudo das contas de Villasalto/Muravera" neste passado distante. O título de "Cavaleiro hereditário e Nobre Sardo" da Família Cappai foi obtido em 2 de novembro de 1677 e faz parte do histórico do Brasão de Família. O símbolo de Arborea é visto na fachada de prédios antigos, nas portas e no piso de igrejas e em estandartes, principalmente na cidade de Oristano. Tive o prazer de visitar, fotografar e comprar livros sobre a história fascinante da Sardenha. Coletei informações nas visitas, sempre bem recepcionados e conversei com atenciosos sardos pelas andanças na ilha, juntamente com minha esposa Mara. Após esta viagem que ocorreu no início deste mês de junho de 2025, comecei a revisar a segunda edição do Livro "A Ilha que atravessou o Mar". Foi muito emocionante, após uma década de pesquisa...



                         Torre medieval de 19 metros de altura, construída no ano de 1290, por Mariano III,  filho de Vera Cappai, da pequena Villasalto.



Estátua da rainha Eleonora de Arborea, na cidade charmosa de Oristano, na Ilha da Sardenha.


Símbolo do Reino de Arborea à esquerda, o Albero eradicato, presente no Brasão de Família.



                       O Leão, símbolo de bravura, segura o símbolo do Reino de Arborea;                            reino que governou por centenas de anos a Ilha da Sardenha.








                          O símbolo que representa o Reino de Arborea está em vários monumentos antigos e no piso da igreja na Província de Oristano, na costa oeste da ilha.

        

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Estou na ilha, finalmente!!!

Chegar na ilha da Sardenha e conhecer a pequena e grandiosa Villasalto foi um sonho de toda vida. Descobri minhas raízes aos 50 anos, quando consegui a Certidão de nascimento de meu nonno Raffaele Cappai. O sobrenome da família (Capaz) estava errado nos documentos. A partir daí, veio o fascínio e a emoção de várias descobertas nos ultimos onze anos. Fui ajudado e ajudei várias pessoas a buscar seus familiares perdidos e suas raízes, uma jornada muito gratificante. Por isto, ao chegar na ilha, chorei de emoção. No dia anterior a chegada em Villasalto, dia 05 de maio de 2025, fiquei triste e desolado, estava limitado a apenas um ônibus por dia para a pequena cidade de 1300 habitantes no alto da serra, onde pegaria um Taxi e sem saber como voltaria a Cagliari, após uma viagem cansativa. Mas uma ideia de relampejo veio e abriu o caminho. Baixei o aplicativo Facebook no celular e entrei num grupo de genealogia de Villasalto com cerca de 3 mil participantes, inclusive de cidades vizinhas, e fui abraçado pela amizade e disposição dos sardos. Fui recepcionado com almoço, café e até licor de Limoncello pelos simpáticos e atenciosos moradores de Villasalto. Foi muito emocionante. 

A viagem para a ilha da Sardenha é um teste de resistência, pois depende do trânsito em aeroportos, bom planejamento e muita paciência nos vôos, que estão cada vez mais tecnológicos, burocráticos e corridos. Para se chegar na ilha, partindo do Brasil, é preciso sair do Aeroporto de Guarulhos, passar por Lisboa, Milão e, por fim, chegar em Olbia ou Cagliari. Ida e Volta da Ilha da Sardenha totalizam 6 voos num total de 26 horas de voo, com as empresas TAP Portugal e EasyJat e, na ilha o melhor é utilizar os Trens da Trenitália. Taxi e Ubers oneram a viagem e o ideal é usar os trens ou ônibus, preferencialmente, fora da temporada. No verão, a ilha fica lotada, por se tratar um local de veraneio da Europa, com muitas praias e locais paradisíacos para passear. O ideal é ir fora de temporada, na primavera de preferência, para evitar picos de temperatura.

O tempo de viagem de Guarulhos para Lisboa é 9 horas e 30 miutos, em média. De Lisboa para Milão, em torno de 2 horas. E de Milão para a ilha é 1 hora e meia. Uma viagem de 14 dias pode chegar a custo atual de 25 mil reais para duas pessoas. Minha esposa Mara, me acompanhou nesta viagem fantastica, a busca das origens. Minha idade é 61 anos, sou a transição da "pré-história" para a tecnologia. Estudei datilografia e ensinei jornalismo para a turma que escrevia a caneta ou na maquina manual. O computador e o celular vieram com força no meio do curso de jornalismo, por volta de 1990. Tive que me adaptar, mas boa parte desta geração já sofre com a adaptação aos novos tempos da aviação. Cada vez mais, estamos dependentes da tecnologia, do celular e do afastamento de pessoas no atendimento dos aeroportos. Isto aconteceu com os bancos, pois a solução passou a estar na palma da mão. No celular, tem o agendamento dos voos, códigos de barra para todos os fins, Check in on line, compra de bilhetes, translados e procedimentos de urgência em voos cancelados. Tudo na palma da mão, sem uma pessoa para orientar. A correria já é inerente aos aeroportos e a falta de paciência também. Enfim, a tecnologia irá excluir quem não se adaptar. 

 
A pequena Villasalto lembra "São Tomé das Letras", a cidade de pedra em Minas Gerais.

 
Nossa anfitriã Teresina que nos recepcionou com almoço típico sardo, no B&B, em Villasalto.

A família de Humberto Cappai, outro imigrante que veio para o Brasil, para Muquí (ES)

A calorosa recepção de moradores no único bar da cidade, em frente ao Comune, na entrada da cidade.

No último instante, antes de pegar o ônibus de volta a Cagliari, o emocionante encontro com Mauro, parente direto na árvore genealógica, com traços bem parecidos a meu pai.

Villasalto é um comune na Sardenha (piccola Cittá) com cerca de 1300 habitantes. 
No dialeto sardo se chama "Bidda de Sartu".  


quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Família Cappai, de outra região.

É muito gratificante e prazeroso ter retorno de leitores do livro "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", principalmente quando se tem a mesma origem na Sardenha milenar, raízes na família Cappai e resultados da rara imigração da ilha para o interior de Minas Gerais, Brasil. Desta feita, quem entrou em contato foi Francisco, de Belo Horizonte, tio de Fabrícia Cappai

A história de sua família inicia com Salvador Cappai, que nasceu por volta de 1858, no comune de Nuoro, na Sardenha. Como resultado da imigração, faleceu em Belo Horizonte no dia 24 de novembro de 1921. Filho de Salvador Cappai e Maria Carezo. Casou com Maria Bárbara, filha de Lussuro Anjoni e Angela Carezo. Filhos do casal foi Francisco Cappai (24 de novembro de 1900) e João Cappai. Este ultimo casou com Maria Pudo, sobrenome também comum na ilha da Sardenha. Maria Pudo, que é filha de João Pudo e Maria Raphaela Esquirro. João Cappai nasceu por volta de 1892 e faleceu no ano de 1964. Outros filhos deste casal de origem em Nuoro foram: Salvatorangelo, Giovanni Lussorio Cappai, Francesca e Salvatora. Parte da família tem registros e documentos anexados no site dos Mórmons, Family Search. 

A Pesquisa apenas começou, porque não localizamos os registros de entrada no país, na hospedaria, nos Censos e como se deu a adaptação inicial, nem mesmo o local onde esta família de imigrantes iniciou sua vida além mar. Sabe-se que eram construtores, assim como meu avô Raffaele Cappai que construiu boa parte das casas, mercearia e igreja do Distrito de São Lourenço, município de Leopoldina, na zona da Mata Mineira. Esta informação de que eram construtores, muito me comove, porque é a origem também da minha família; que iniciou no café e posteriormente se entregou-se à construção civil. 

Outra associação muito comum na imigração é quanto ao sobrenome. Por inúmeras razões, as grafias são alteradas de tal forma, que geram dúvidas e até dificuldades nas pesquisas das famílias. Assim, na minha família, o nome de meu avô sardo Raffaele Cappai, se tornou "Rafael Capaz" ou "Raphael Capaz". Meu pai que deveria ser Giovanni, se tornou João Capaz. Por conta destas disparidades, só conheci a história de minha família, após completar 50 anos de idade. 

Quanto à família do Francisco, de Belo Horizonte, o sobrenome sardo "Cappai" foi preservado. Mas ao inverso de meu pai, há uma história um pouco cômica, em que um imigrante Giovanni insistiu no cartório para mudar seu nome para "João", porque achava bonito o nome "abrasileirado". O titular do cartório o intimou a honrar suas raízes no início do século, permanecendo o nome de origem italiana. Mas durante toda a vida, o tal Giovanni se dizia ser "João", contrariando os documentos. Eu gosto de meu nome José, mas ficaria imensamente honrado se um dia tivesse minha cidadania reconhecida e chamasse Giuseppe, nome do meu bisavô que veio de Villasalto, da Sardenha...

Para os "primos" que iniciam a pesquisa, meus cumprimentos sardos. Que a ilha seja o maior incentivo para abrir caminhos no conhecimento de nossas raízes, com a bravura de nossos ancestrais. 

Buona fortuna a tutti.



sábado, 2 de outubro de 2021

Os nobres da Sardenha, com raízes em Villasalto - Família Cappai

 LINK da pesquisa genealógica disponível na internet.


https://www.classicistranieri.com/it/articles/c/a/p/Cappai.html


https://drive.google.com/file/d/1pRYLDhJmM8xEoIsGW2R7jLKRJhITYFxK/view?usp=sharing

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

"A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", edição revisada."

 É com muita satisfação que estou pesquisando o braço materno de minhas origens, que remete a uma extensa lista de representantes da família DUTRA, por parte de minha mãe MARIA JOSÉ DUTRA, que tem origem na cidade de Leopoldina, zona da mata mineira. Meu avô é AURELIANO DUTRA NICÁCIO, que segundo genealogistas daquela região, é filho de LAURINDO DUTRA NICÁCIO e de MARIA DE JESUS MOREIRA. Isto é tudo que sabemos até o momento.

A poucos quilômetros de Leopoldina (MG), tem as cidades de Cataguases e Astolfo Dutra, cuja fundação e história remetem a um personagem político mineiro da República Velha, que é Astolfo Dutra Nicácio. Até o momento, apesar do sobrenome composto e similar ao deste personagem histórico, não consegui estabelecer o elo de parentesco e não avancei neste ramo da árvore genealógica, além do nome de meus bisavós maternos. Continua o mistério, até que eu possa deslocar cerca de 500 km de estrada até esta localidade para efetuar pesquisas. Os descendentes dos imigrantes ainda constinuam a pesquisar parentes...

Fato é que esta pesquisa de meus ancestrais, pelo lado materno, vai de encontro a informações da imigração de uma outra ilha, esta de Portugal, que é a ilha dos AÇORES, d'onde veio o primeiro "Dutra" para a ocupação do território brasileiro. Este é nosso parente direto e de tantos outros que se orgulham em ter este sobrenome no documento de RG e na alma. 

Por este aspecto geográfico muito peculiar, tenho o prazer, assim como os membros de minha fámilia, de "ser filho de duas ilhas".  Na verdade, o título de meu trabalho não deveria ser no singular, mas sim no plural, ou seja, "AS ILHAS QUE ATRAVESSARAM O MAR", prestigiando as ilhas dos AÇORES, em Portugal e a ilha da SARDENHA, na Itália. 

Assim, saúdo todos meus ancestrais, também da família DUTRA.


quarta-feira, 30 de junho de 2021

AS ILHAS QUE ATRAVESSARAM O MAR.

 

Seis anos após o inicio das pesquisas genealógicas e a compilação de dados para formar este Blog e iniciar meu livro, consolidou-se a complexidade do título deste trabalho. Não é “A ilha que atravessou o mar”, mas sim, “As ilhas que atravessaram o mar”. Sim, deveria ser no plural. Nas descobertas da genealogia das famílias CAPPAI e DUTRA fica latente o gosto da família pelo mar, porque a maioria dos ramos de nossa árvore genealógica saíram destas duas ilhas: da Sardenha e dos Açores. É por isto, com certeza, que nossas almas e aspirações mais profundas apontam para o mar...

           Saramago me faz pensar sobre as raízes, quando leio fragmentos reluzentes de seus escritos, quando diz: "É necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós, se não saímos de nós próprios". E o poeta conclui: "Somos todos ilhas desconhecidas". Para nossa família, esta "viagem filosofal" de Saramago, é mais que uma analogia, é uma questão geográfica literal e envolvente. Nosso DNA e nossas raízes históricas, das famílias CAPPAI e DUTRA, se remetem a duas ilhas. E, incontinenti e visceral, que toda nossa introspecção e saudades tenham raízes neste "não pertencimento" a esta terra, a uma extensão espiritual além mar, a uma alma imigrante e solitária. NOSSOS ANCESTRAIS DEIXARAM AS ILHAS, MAS NOSSO DNA E PENSAMENTOS MAIS PROFUNDOS CONTINUAM NAS ILHAS, GERAÇÃO APÓS GERAÇÃO DISTANTES DO PARAÍSO. Como descendente de segunda geração de imigrantes sardos e açorianos, sinto como "ilhas à deriva", desconhecidas e entremeadas pelo grande oceano da obscuridade histórica... 

Ao analisar a fecunda e fascinante história de nossa ancestralidade, concluo que nos demais ramos e membros da família, a maioria se convergiam para o arquipélado dos Açores, como as Ilhas Faial (Angústias e Horta), Lajes do Pico, Ilha de São Jorge, Ilha terceira (Angra do heroísmo), Ilha das Flores e, mais próxima do continente português, a Ilha da Madeira. Nove ilhas compõem o arquipélago de Açores, sendo de origem vulcânica e distribuídas num trecho de 1500 quilômetros do mar territorial português. O início da ocupação teve seu auge com Pedro de Portugal, 1.º Duque de Coimbra (1392-1449), regente na menoridade de Afonso V de Portugal. Estas ilhas portuguesas começam como vilas de pescadores, parada de embarcações e criações de animais. Atualmente são ilhas autônomas (não dependem do continente); como ocorre com nossa querida ilha da Sardenha, na Itália. 

A emigração açoriana iniciou precocemente por volta de 1550, com o forte apelo da colonização do Brasil, em especial a fundação da Bahia e, posteriormente, a ocupação do nordeste e sul do país; com a finalidade de impedir a invasão estrangeira no “novo mundo”. Motivos não faltaram para os açorianos e para Portugal, sejam sociais, econômicos ou ambientais; como a consciência do isolamento, a escassez de emprego, interesses de comerciantes, interesses do Estado, grande atividade vulcânica em 1630, os incêndios e terremotos que castigaram as ilhas no findar de 1729 e a “Crise dos cereais” por volta de 1780, entre outros. Na contrapartida, os contratantes no Brasil buscavam “gente honrada e de lavoura”, enquanto a maioria queria apenas fugir da miséria e os jovens “escaparem” do serviço militar nas ilhas.

           A imigração nos fez órfãos da memória cultural e histórica, de raízes nebulosas ao que se aplica ao conhecimento das origens. Somos gratos pelos bravos e destemidos ancestrais que deram suas vidas para existirmos neste território americano, mas infelizmente o coração é partido pela fraca memória do passado, brutalmente fragmentada pelo mar que nos separa. Literalmente, nos tornamos ilhas, sem que nunca as ilhas tenham saído de nós. Saudade das ilhas que nunca conheci, dos parentes diretos que nunca conheci, das conversas que não tivemos e das paisagens que não vi, mas persistem tudo e todos no vazio existencial, todo santo dia. Resta o orgulho de ser sardo e açoriano, sangue correndo nas veias deste imigrante trabalhador, ainda acontecendo, geração pós geração. 

            SE QUER SABER MAIS SOBRE NOSSAS ORIGENS, LEIA MEU LIVRO "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR".  Clique no ícone do livro nesta página e terá ele gratuito, imediatamente. Em breve, estarei disponibilizando a versão revisada.  Obrigado pelos leitores que entraram em contato e visitaram o Blog. 



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

EM BUSCA DO CASAL DE PIONEIROS SARDOS - Sepultados em Minas Gerais

 Não é uma tarefa fácil buscar os locais de sepultamentos dos nossos ancestrais, ainda mais passados mais de 100 anos. As certidões nos cartórios se reportam a livros antigos e mutilados pelo tempo e insetos, nem se falava em registro em computadores e impressoras, que são invenções bem mais recentes. Os erros de grafia e informações eram diversos e recorrentes, sem se importarem com fontes de consultas. Isto somava-se ao precário controle dos sepultamentos em covas mal identificadas, que são carcomidas pelo tempo, junto com os registros antigos nos cartórios. E mudando as administrações municipais, de tempos em tempos, com as reformas nos cemitérios (muitas vezes sem o acompanhamento da família), a localização do sepulcro depende da sorte e da persistência, assim como encontrar documentos confiáveis e elucidativos. 

E são muito raros os pesquisadores em genealogia, que se interessam pela documentação de forma acadêmica e séria, como a historiadora Nilza Cantoni, a qual tive o prazer de conversar por telefone. Esta pesquisadora desenvolveu um aprofundado estudo de minha arvore genealógica, sendo ela de Leopoldina (MG) e hoje residente em Petrópolis (RJ). E incentivado por sua vida de pesquisa, retornei com mais afinco a busca do casal pioneiro de nossa família sarda, esta rara imigração de uma "ilha" no mediterrâneo, que nos faz sentir tal qual no meio de um oceano de dúvidas...

Giuseppe Cappai (Também conhecido no Brasil como José Capaz), 45 anos, casado com Maria Annica Gessa, 35 anos (Também registrada nos documentos como Anna Gessa). Estas eram suas idades, quando chegaram no Brasil, em 28 de junho de 1897, na Hospedaria Horta Barbosa, de Juiz de Fora.

Na Certidão de Casamento de seu filho mais novo, meu avô, Raffaele Cappai (Também conhecido no Brasil por Rafael Capaz), em 10 de novembro de 1917, que casou com Izabel Carlos de Oliveira (Nesta Certidão, aparece como Izabel da Conceição), Giuseppe Cappai consta como domiciliado e residente no Distrito de Banco Verde da Comarca de Palma - MG e, nesta data, tinha a idade de 65 anos. Enquanto que "Anna Gessa", sua esposa e minha bisavó, havia falecido cinco anos antes, ou seja, em 1912, e sepultada no cemitério de Providência - MG. As distâncias destes distritos em relação a Leopoldina, variam de 30 a 52 km. E os erros não param nas Certidões antigas. Meu avô Raffaele, que tem a Certidão de Nascimento expedida em Villasalto, comune ao sul da ilha da Sardenha, Itália, tem erroneamente como local de nascimento a pequena cidade de Thebas, próximo a Leopoldina - MG. Realizei nesta e em outras Certidões da família, retificações judiciais, saneando os equívocos e erros.

E foi no Distrito de Providência que se deu o casamento de outro filho de Giuseppe, o Salvatore Cappai (Também conhecido no Brasil, como Salvador Capaz), com a italiana Ersília Pedrini. Isto se comprova com o pedido de retificação que também foi feita por seus descendentes de Boa Esperança (ES). Giuseppe Cappai, recém viúvo, estava em Providência no dia do casamento de Salvatore naquele dia de 19 de julho de 1913. Salvatore deu entrada novamente numa Hospedaria de Imigrantes em 1938, conforme registro no Arquivo Público do Espírito Santo. "Salvador Capaz" tinha 50 anos e estava só, aponta este registro. E, fazendo as contas, se o pioneiro Giuseppe Cappai estivesse junto, estaria com 86 anos. Talvez não tivesse forças para mudar para o Espírito Santo, para locais mais distantes como Nova Venécia, Vila Pavão, Castelo; para onde foram seus outros filhos Antônio e Daniele. 

E uma foto antiga de Daniele Cappai (Também conhecido no Brasil, como Daniel Capaz), a única que tenho e fornecida gentilmente por primos no Espírito Santo, a foto está cortada bem em cima de Giuseppe Cappai, deixando-o com meia face, e está ao lado deste filho e de seus dois netos menores. Possivelmente, quando Daniele estava ainda na zona da mata mineira, antes de se mudar para o norte do Espírito Santo ou em visita ao pai. E minhas suspeitas retornam para Palmas - MG. Será que no ano seguinte ao falecimento da esposa em Providência, o pioneiro mudou com o filho para esta cidade?  Quem sabe foi Daniel que tomou conta do pai no final da vida, antes de ir para Nova Venécia (ES) e posteriormente para Paiçandu, Maringá, Paraná, onde faleceu em 20 de Abril de 1966? Se assim for, minhas pesquisas em busca do meu bisavô pioneiro devem concentrar-se entre os anos de 1917 a 1938, num intervalo de 21 anos.

Outra intuição que tenho a respeito da permanência de Giuseppe Cappai na zona da mata mineira, além deste ponto citado, é sobre a dificuldade de viagens longas e cansativas em 1917, de um Estado para outro (com distâncias que excedem 400 Km), para o bisavô viúvo e com 65 anos. Será que o destemido pioneiro ainda tinha saúde para andanças. E os filhos já estavam casados e famílias formadas ou trabalhando distantes. 

Pela movimentação dos seis filhos de Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa, após 1913, tenho o seguinte roteiro:  Antônio e Salvatore (Nova Venécia - ES), Maria (Abaíba - MG), Daniele (Paicandú, Maringá, Paraná), Raffaele (meu avô em Leopoldina - MG) e Filomena (Sem informações). Aos poucos, num ritmo bem lento e processual, vou conhecendo os primos, descendentes de meus tios avós. 

É dificil conquistar terreno e confiança, com um abismo histórico e de não convivência e delimitados por barreiras geográficas de Estado (E mais ainda, pelo imenso mar até nossas origens diretas na ilha da Sardenha). E, gracas a Deus, temos ferramentas como Whatsaap, Facebook e outros aplicativos de celulares, que ajudam no reencontro dos caminhos. Hoje, temos primos que buscam a cidadania, outros paulatinamente curiosos, os desinteressados e aqueles movidos pela emoção e reverencia à ancestralidade. Eu me encaixo neste ultimo grupo, como o primo Glaycon Araújo (ES), com o qual tenho tido mais contato. 

Minha meta, desde 2016 quando iniciei as pesquisas, tem sido encontrar os sepulcros de meus bisavós, recuperar o túmulo pessoalmente e colocar uma lápide de identificação neles. Esta rara e parcialmente desastrosa imigração dos sardos, merece uma lápide com o famoso "SARDO PER SEMPRE", onde estiverem. Mesmo distantes, espacialmente e temporalmente (em dimensões diferentes), de nossos queridos parentes e de nossa ilha de origem, carregamos estas raízes fortes no coração e na alma. Nada apaga, nem a morte há de nos separar, até o retorno final a Villasalto. A pesquisa continua...

GRAZIE A DIO. 

SIAMO SARDI.



Peço a todos os parentes (aqui no Brasil e na ilha da Sardenha) que possuem arquivos de fotos antigas da família, sabendo o quão difícil são guardá-las e os efeitos irremediáveis do tempo sobre estes frágeis registros, que enviem fotos para a pesquisa da família. Em especial, de GIUSEPPE CAPPAI e MARIA ANNICA GESSA, naturais de Villasalto, Sardenha, pois gostaria muito de ter o registro visual destes pioneiros ancestrais. Sem eles, nada seria possível. Não existiríamos.  GRAZIE.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

SAUDADES SIM, TRISTEZA NÃO!!!

 DIA DE FINADOS.

 Hoje é dia de rezar e ter gratidão pelos ancestrais que partiram e deixaram saudades. Não deve ser um dia de tristeza, mas de muita gratidão por nossas raízes, amigos e colegas que compartilharam momentos em nossa existência. Somos resultados destas experiências e contatos, formando uma grande família espiritual. Temos fé e crença firme de que a vida não encerra neste mundo material, pelo contrário, prossegue no além, em outras dimensões e planos. 

Com a alma de IMIGRANTES, assim como nossos antepassados atravessaram o grande oceano por uma nova vida no passado, o que possibilitou toda nossa história e existência no presente, todos nós, VIVENTES OU SOBREVIVENTES, também faremos a ultima viagem de nossas vidas. Até que este reencontro aconteça, elevamos até eles nossos pensamentos por todos seus esforços, exitosos ou não, pela família e todos seus sucessores. Que Deus ilumine e abençoe todas as almas. 


GRATIDÃO  -  BENÇÃOS  -  PERDÃO  -  PAZ

A KENTANNOS.


sexta-feira, 3 de abril de 2020

CORONA VIRUS - Quarentena necessária


FIQUEM EM CASA!
RESPEITEM A QUARENTENA E A VIDA DOS IDOSOS DE SUA FAMÍLIA.

PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, TEMOS UM VÍRUS QUE VEM LITERALMENTE COMO "QUEIMA DE ARQUIVO". ELIMINA INSANO A MEMÓRIA VIVA DE NOSSOS ANCESTRAIS, REPRESENTADA PELOS IDOSOS QUE NÃO RESISTEM A ESTE GRANDE MAL QUE ATINGE NOSSAS FAMÍLIAS. 


É PRECISO PRESERVAR.

CADA IDOSO QUE ENTERRAMOS, LEVA CONSIGO PARTE IMPORTANTE DAS HISTÓRIAS FAMILIARES. APROVEITE O TEMPO EM FAMÍLIA, CONVERSE COM SEUS IDOSOS, ANOTE INFORMAÇÕES E CASOS, VEJA FOTOS QUE ELE GUARDA, REPASSE AOS SEUS PARENTES. 

A HISTÓRIA DE SUA FAMÍLIA E DE SEUS ANTEPASSADOS NÃO PODEM SER ELIMINADAS POR UM VÍRUS. É UMA NEGLIGÊNCIA QUE PODE SER COBRADA POR SEUS NETOS E BISNETOS. PODE CUSTAR LÁGRIMAS, ALGUM DIA, EM QUEM PROCURA POR INFORMAÇÕES... APROVEITE SEU TEMPO EM FAMÍLIA E CONVERSE COM OS IDOSOS, ESCUTE E REGISTRE SUA HISTÓRIA. DÊ ATENÇÃO E CARINHO A SEUS ANTEPASSADOS... OU PODERÁ SER TARDE DEMAIS...

RESPEITE A QUARENTENA E A SAÚDE DE SUA FAMÍLIA.
QUE DEUS ILUMINE A TODOS.
QUE SÃO MIGUEL ARCANJO, PATRONO DE VILLASALTO, PROTETOR DOS IMIGRANTES SARDOS, PROTEJA A TODOS.




domingo, 2 de fevereiro de 2020

UM NAVIO DE IMIGRANTES COM ENIGMÁTICA HISTÓRIA.


"A chegada do vapor Equitá está registrada na edição do jornal “Diário Oficial – Minas Geraes”, de 29 de Junho de 1897, terça-feira, entre os passageiros estavam meus ancestrais sardos, com os seguintes dizeres: “IMMIGRAÇÃO: Segundo communicação telegráphica da agencia fiscal do Rio de Janeiro, a 27 do corrente, chegou áquele porto o vapor “Equitá” trazendo 443 immigrantes para este Estado, os quaes no mesmo dia vieram para a hospedaria de Juiz de Fóra”.

Deste navio Equitá eu localizei apenas dois registros de viagens com emigrantes para Minas Gerais, entre os anos de 1894 a 1901. Este vapor, com peso de 3.369 toneladas, com 100 metros de comprimento e 13 de largura, foi construído em 1885 pela empresa inglesa Palmers Cia Ltda. “Possuia uma máquina a vapor de expansão tripla, uma única hélice, uma chaminé e dois mastros, atingindo 12 nós de velocidade. Foi lançado com o nome Knight of St. John e tornou-se Equitá em 1902, sendo usado na rota Genova-Nápoles-Nova Iorque. Em 1908 foi nomeado Chile e em 1912 passou para Lloyd of Pacific Line. Foi minado e afundado no canal de Cerico, na Grécia, em 26 de Outubro de 1921.” Nos registros da Hemeroteca Digital brasileira, da Fundação Biblioteca Nacional, constatei que a embarcação mantinha frequente publicidade no jornal “Correio de Minas” de Juiz de Fora, no período de 1894 a 1904, por 24 edições deste jornal. Esta publicidade atingia todas as províncias produtoras de café. As informações sobre a embarcação são poucas e imprecisas, deixando incerto se foi afundada intencionalmente ou se chocou com uma mina. Os registros históricos apontam também que o nome Equitá já era usado desde 1897. A foto mais expressiva de um navio com emigrantes, próxima ao ano de entrada do bisnonno Giuseppe Cappai no Brasil é de dez anos após, desembarcando em 1907 no Porto de Santos (SP). Dá para se ter ideia do tamanho da empreitada e do peso de tantos sonhos, navegando pelo Atlântico."

TRECHO DO LIVRO  "A ilha que atravessou o mar", disponível gratuitamente em PDF neste Blog.

Foto do návio Equitá, que trouxe meus ancestrais sardos para Minas Gerais.


QUANDO OS RAROS SARDOS CHEGARAM...


"1897. O ano teve início e término numa sexta-feira. O Brasil vivia os primeiros tempos da República e a moeda corrente no país era “Réis”. Nascia Pixinguinha (compositor), Humberto Mauro (cineasta), Di Cavalcanti (pintor), Castello Branco (29º Presidente do Brasil), Papa Paulo VI (263º Papa), Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião”, entre outros. Fundava-se a Academia Brasileira de Letras. Minas Gerais transferia a capital do Estado de Ouro Preto para Belo Horizonte. Inaugurava-se a nova capital mineira. Guglielmo Marconi, inventor italiano, fazia a primeira transmissão de rádio. Inaugurava-se a primeira linha submarina de telégrafo no Brasil e os primeiros bondes elétricos de Salvador (BA). Terminava a primeira epidemia de febre amarela em São Simão (São Paulo). Thomas Edison requeria a patente do “kinetoscopio”, o primeiro projetor de cinema. Produzia-se no Brasil o primeiro “curta-metragem”, a expedição polar de S. A. Andrée. Euclides da Cunha cobria a Guerra de Canudos, narrado em “Os Sertões”. Morria o beato Antonio Conselheiro, o líder dos revoltosos de Canudos. Joseph John Thomson media a carga específica do elétron. E chegava à Hospedaria Horta Barbosa, em Santo Antonio do Parahybuna (atual Juiz de Fora, em Minas Gerais), a maior leva de imigrantes europeus, a maioria italiana, para atender a mão de obra cafeeira em Minas Gerais. Entre eles, meus ancestrais sardos.

A viagem da Europa para o porto de Santos era muito precária. No caso de meus ancestrais sardos, eles partiram do porto de Cagliari (capital da ilha) para o Porto de Gênova, e de lá vieram para o Rio de Janeiro. Os emigrantes vinham na terceira classe, nos porões dos navios. Havia superlotação, a comida era ruim e não havia assistência médica. Nestas condições, no período das imigrações, alguns morriam durante a viagem, que durava até 46 dias. Meus ancestrais sardos, naturais de Villasalto, chegaram ao Porto de Santos, no vapor EQUITÁ. Deram entrada na Hospedaria dos Imigrantes Horta Barbosa em Juiz de Fora na data de 28 de junho de 1897. Saíram da hospedaria no dia 4 de julho de 1897 e partiram de trem para a Fazenda Bela Vista do contratante sr. Antônio Belizandro dos Reis Meireles, localizada no então distrito de Rio Pardo, hoje o município de Argirita (Arquivo Público Mineiro - APM, Microfilme Rolo 4, Arquivo F, Gaveta 1, em Belo Horizonte/MG). A família do bisnonno Giuseppe ficou uma semana na hospedaria até que fossem liberados para seu destino; tempo normal de permanência, o que indica que chegaram e saíram saudáveis na empreitada."

TRECHO DO LIVRO "A ilha que atravessou o mar".
Livro em formato PDF e disponível gratuitamente neste Blog.
Buona ricerca!



A GENEALOGIA DOS MEUS ANCESTRAIS SARDOS



Por erro ou opção, a família CAPPAI passa a adotar no início da década de 1910 o sobrenome CAPAZ. Nos documentos históricos e das famílias, ora surge um ou outro sobrenome correto nos imigrantes, mas na primeira geração de descendentes nascidos no Brasil, definitivamente assumem o sobrenome CAPAZ. E isto ocorreu nos Estados de MG, RJ e ES. A imigração trouxe marcas profundas na família, que estão melhor descritas no livro “A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR”, deste autor, e está disponível gratuitamente neste Blog.

Minha família Cappai tem origem em Villasalto, no sul da Sardenha, região de Cagliari. Uma pequena cidade na montanha com 1.351 habitantes, que tem como origens históricas uma vila feudal. A família Cappai possuía este feudo, que cobria as terras de Villasalto/Muravera. E a genealogia sarda registra o sobrenome Cappai no ano de 1255 nesta pequena vila feudal e, mais tarde, o título de nobreza da família, intitulado “Cavaleiro hereditário e nobre sardo” no ano de 1667.

Repasso aos meus leitores as últimas pesquisas, a relação dos nossos antepassados e dos que chegaram na zona da mata mineira, Brasil, no ano de 1897, pela hospedaria Horta Barbosa de Juiz de Fora – MG, que trabalharam inicialmente em propriedades na região de Leopoldina/MG. São eles:

ANTÔNIO CAPPAI
Meu trisavô paterno nasceu por volta de 1829. Morreu em 28 de outubro de 1883. Casou com MARIANNA AGUS, nascida e falecida em datas desconhecidas. Tiveram três filhos: MARIANNA, SALVATORE FRANCESCO e GIUSEPPE. Viveram e faleceram em Villasalto, Sardenha. Ainda não tenho registro de quem seriam os pais de Antônio Cappai, meus tetravós paternos. Giuseppe Cappai é meu bisavô, filho de Antonio, que veio para o Brasil em 1897, trazendo a esposa e seis filhos pequenos.

RAIMONDO GESSA
Meu trisavô materno nasceu por volta de 1815 em Villasalto, Cagliari, Ilha da Sardenha. Faleceu em Villasalto em 21/06/1875. Filho de LUIGI GESSA e ROSA CAPPAI, meus tetravós ou “tataravós” maternos. Casou com BÁRBARA CONGIU (1829 - 14/10/1899), filha de GIOVANNI CONGIU e MARIA CAPPAI, meus tetravós ou “tataravós” maternos. Tiveram duas filhas: MASSIMA GESSA (1860-1917) e MARIA ANNICA GESSA (1852-1912), esta última é minha bisavó materna.


GIUSEPPE CAPPAI
Meu bisavô nasceu em 1º de junho de 1852, em Villasalto, Cagliari, Ilha da Sardenha. Filho de Antônio Cappai e Marianna Agus. Há registros que acrescentam “Michele” ou “Agus” no sobrenome, mas na Certidão de Casamento não consta. Casou em 29 de Dezembro de 1883, 6:40hs, com MARIA ANNICA GESSA (1852 – 1912). Tiveram seis filhos: ANTÔNIO, MARIA, SALVATORE, FILOMENA, DANIELE e RAFFAELE. Este último é o caçula da família e meu “nonno”. Imigrou para Leopoldina, MG, Brasil em 28 de junho de 1897, com 45 anos. Migrou com três dos filhos para o Espírito Santo, Brasil, em 1913. Foi enterrado em local, até agora desconhecido. Conforme apurado no Livro da Hospedaria Horta Barbosa JF (Arquivo Público MineiroAPM), Livro AS-920, Pág.:145.


MARIA ANNICA GESSA
Minha bisavó nasceu em 6 de Abril de 1862, em Villasalto, Cagliari, Ilha da Sardenha. Filha de Raimondo e Bárbara. Casou em 29 de dezembro de 1883, 6:40hs, com GIUSEPPE CAPPAI. Tiveram seis filhos: ANTÔNIO, MARIA, SALVATORE, FILOMENA, DANIELE e RAFFAELE. Imigrou para Leopoldina, MG, Brasil em 28 de junho de 1897, com 35 anos. Faleceu em 1912, com 49 anos, e foi enterrada em Providência, MG, Brasil. Conforme apurado no Livro da Hospedaria Horta Barbosa JF (Arquivo Público Mineiro – APM), Livro AS-920, Pág.:145.

O casal de sardos Giuseppe Cappai e Maria Annica Gessa deu entrada na Hospedaria Horta Barbosa no dia 28 de junho de 1897, acompanhado de seis filhos. Saíram no dia 4 de julho de 1897 para trabalhar na Fazenda Bela Vista, de propriedade do cafeicultor Antonio Belizandro dos Reis Meireles, localizada no então distrito de Rio Pardo, hoje município de Argirita, zona da Mata Mineira. Entre os filhos, estava meu nonno Raffaele Cappai.

Meu pai, João Capaz de Oliveira, filho de Raffaele Cappai, tinha o apelido de "Tonico", em homenagem a seu bisavô sardo, pai de Giuseppe, que ficou na Sardenha. 


Foto recuperada, de meu bisavô sardo, Giuseppe Cappai. Imigrante e não naturalizado, 
enterrado em algum município do Espírito Santo.

Foto de meu avô sardo, Raffaele Cappai. Imigrante e não naturalizado, 
enterrado em Leopoldina, MG.

Foto de meu pai, João Capaz de Oliveira, primeira geração de descendentes sardos no Brasil. Enterrado em Leopoldina, MG.


O Autor da obra "A ILHA QUE ATRAVESSOU O MAR", José Capaz Dutra Cappai, agradece a todas as visitas em seu Blog e aos incentivos à pesquisa genealógica. Grazie mille a tutti.


terça-feira, 29 de outubro de 2019

O caminho jurídico para a obtenção da cidadania



ACESSE O LINK:

“O tempo de espera nas filas consulares é extremamente longo. Ferindo assim o princípio da razoabilidade da duração do processo. Os tribunais italianos têm reconhecido em suas jurisprudências, que o tempo que os descendentes de italianos permanecem na fila de espera dos Consulados é ilegal. A Lei Italiana (articoli 2 e 4 della legge 7 agosto 1990, n. 241) prevê que os processos de reconhecimento da cidadania italiana devem ser concluídos em um prazo máximo de 730 dias. O tempo de duração da fila de espera no Consulado Italiano de São Paulo é de aproximadamente 12 anos." (Não muito diferente do que ocorre em Minas Gerais). "O desrespeito ao prazo estipulado pela Lei Italiana, por parte dos Consulados fere um direito certo dos descendentes."

Qual a medida Cabível contra a ilegalidade do tempo de duração das filas consulares?
Ação Judicial no Tribunal de Roma.

Como funciona esta Ação Judicial?
Os descendentes de italianos terão que reunir toda a documentação (certidão de nascimento, casamento e óbito) desde o italiano até o requerente + o comprovante de que está inscrito na fila de espera do Consulado. As certidões deverão ser traduzidas para o italiano, por um tradutor juramentado e apostiladas segundo a Convenção de Haia.

E quando os interessados são irmãos, netos, bisnetos, primos, tios e possuem o mesmo ascendente italiano?
Todos poderão participar juntos do mesmo processo judicial. Desde que possuam em comum o ascendente italiano. Assim como dividir os custos com processuais.

Os Requerentes precisam ir até a Itália?
Não é preciso que os requerentes vão até a Italia. O advogado mediante uma procuração os representará.

É possível escolher qualquer advogado?
Não. O advogado que for atuar no Tribunal de Roma, deverá estar inscrito na Ordem dos Advogados Italiana.

Qual o prazo de duração da Ação Judicial?
O prazo varia em média de 10 a 24 meses.

Após a sentença o que acontece?
Os requerentes serão reconhecidos italianos.
Serão emitidas certidões italianas pelo Comune, que permitirão a inscrição no AIRE do pais de residência. Após esta etapa, os novos cidadãos italianos poderão solicitar a emissão do passaporte italiano.”

Interessados no reconhecimento da cidadania italiana judicial podem entrar em contato com a profissional deste artigo (Link acima) pelo seu Email: poliany.cestari@gmail.com. 





Cidadania: Os riscos da via administrativa presencial na Itália



O título acima é de um artigo muito bem feito acerca da cidadania italiana, com orientações e dicas dadas por um profissional devidamente habilitado nesta área. Trata-se do Dr. Luiz Scarpelli, “Avvocato stabilito iscritto nell’Albo della Ordine Degli Avvocati di Roma”.

Você pode acessar o artigo pelo linK:

Este especialista pergunta e responde aos oriundis: “É seguro atualmente buscar o reconhecimento da cidadania italiana em um Comune, pela via administrativa presencial, com o auxílio de um assessor na Itália? O que realmente significa a expressão “falsa residência”? Qual a real diferença entre assessores, consultores e “coyotes”?”

E alerta para o grande CUIDADO neste segmento:  “A máfia da cidadania italiana usa centenas de perfis falsos (Facebook) e telefones falsos (WhatsApp), fake news, fotos e depoimentos de falsos clientes. Usam diariamente, 24 horas por dia, dezenas de falsos “grupos de ajuda” no Facebook, alguns com dezenas de milhares de pessoas, para captarem serviços ilícitos... O esquema opera na Itália com o pagamento de propina a servidores públicos e policiais italianos corruptos, numa rede transnacional de tráfico de influência que usa, inclusive, documentos adulterados e residências falsas, por todo o país.”

LEIA ATENTAMENTE AO ARTIGO ESCLARECEDOR DO DR. LUIZ SCARPELLI.
NÃO CAIA EM ARMADILHAS.

Há um convite em seu artigo:  “Venha fazer parte da Corrente do Bem no YouTube contra a máfia da cidadania italiana. Inscreva-se no canal. Aqui você tem informação gratuita e de qualidade. Venha conhecer também o site do meu escritório de advocacia na Itália: https://www.advscarpelli.it . Atuação na cidadania italiana no Tribunal ordinário de Roma, na Itália, 100% dentro da lei, nas vias judiciais materna e paterna.”

FIQUE ATENTO PARA O CAMINHO CORRETO A TRILHAR EM BUSCA DA CIDADANIA ITALIANA; SENÃO VIRA PESADELO...



sexta-feira, 16 de agosto de 2019

ORAÇÕES DE D. MARTA MARRA KERSUL

Há eventos na vida de um vivente que marcam profundamente sua espiritualidade, com serenidade e posição perante a vida e sua passagem por este mundo. E uma delas é entender que não somos matéria carregando um espírito, mas pelo contrário, SOMOS ESPÍRITOS COM EXPERIÊNCIA DE CORPO (matéria). E pessoas ainda em vida, já revelam esta compreensão na vida de oração, alteridade e desapego. E isto aprendi com minha saudosa sogra, Marta Marra Kersul.

MARTA MARRA KERSUL é filha de Custódio Marra e Francisca Marra de Godoy. Faleceu em 01/02/2018, aos 88 anos. Viúva de Expedito Kersul, o "mineirinho", conhecido carnavalesco de Pouso Alegre. Deixou oito filhos: Ronaldo, Rogério, Ricardo, Renato, Régis, Roberto, Rosiane e Rosemara. A D. Marta e D. Franscisca (a Vó Chiquinha) cuidavam do bazar beneficente da Vila Padre Vito, confeccionando roupas para a população carente e participavam dos grupos de oração e estudos na linha kardecista. Dedicaram suas vidas à cepa de grande espiritualidade, deixando fortes exemplos de vida.

E em homenagem a todos meus leitores do Blog, estou disponibilizando o LINK das orações de minha sogra Marta Marra Kersul, para que conheçam, reflitam e bebam nesta fonte de espiritualidade. Há pessoas que passam em nossas vidas e marcam suas presenças para sempre...

LINK:


Dona Marta e a mãe Francisca (Vó Chiquinha) num encontro na família em Itajubá - MG.

Dona Marta, fiel e dedicada companheira de Expedito Kersul, o "Mineirinho".



quarta-feira, 24 de abril de 2019

REFLEXÕES E PENSAMENTOS SOBRE OS ANTEPASSADOS


"ESQUECER OS ANTEPASSADOS É ESTAR EM UM RIACHO SEM FONTE, UMA ÁRVORE SEM RAÍZ."         Pensamento Chinês.

"SOMOS A RAZÃO DAS LUTAS NOS NOSSOS ANCESTRAIS. NÃO DESISTA!"

"QUEM IGONORA DE ONDE VEIO, NUNCA VAI ENCONTRAR O SEU DESTINO..."

"POR MAIS FORTE QUE SEJA O GALHO, QUEM SUSTENTA A ÁRVORE É A RAÍZ. CONHEÇA, VALORIZE E RESPEITE SUA ANCESTRALIDADE".

"TODA ESCOLHA É O FIM DE TODAS AS OUTRAS POSSIBILIDADES".

"AMOROSAMENTE VOLTAMOS OS OLHOS CHEIOS DE GRATIDÃO EM DIREÇÃO AOS NOSSOS ANTEPASSADOS. GRAÇAS A ELES, ESTAMOS AQUI. NENHUMA ÁRVORE ALCANÇA OS CÉUS SEM A FORÇA DE SUAS RAÍZES".

"UMA ORAÇÃO DE GRATIDÃO AOS ANTEPASSADOS É A BASE DE PROSPERIDADE DOS DESCENDENTES".  Seicho-No-Ie

"O TERRENO EM QUE ESTAMOS É SOLO SAGRADO. É O SANGUE DE NOSSOS ANTEPASSADOS".

Repita:  "TODOS MEUS ANCESTRAIS. TODOS MEUS ANCESTRAIS. ESTÃO COMIGO AGORA. ESTÃO COMIGO AGORA!"

"O PASSADO É UM LUGAR DE REFERÊNCIA, NÃO DE RESIDÊNCIA".

"OS SOFRIMENTOS FAMILIARES SÃO COMO ELOS DE UMA CORRENTE, QUE SE REPETEM DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO. ATÉ QUE UM DESCENDENTE TOME CONSCIÊNCIA E TRANSFORME A MALDIÇÃO EM BENÇÃO".   Bert Hellinger

"AO VIR AO MUNDO, NO SEIO DE UMA FAMÍLIA, NÃO HERDAMOS SOMENTE UM PATRIMÔNIO GENÉTICO, MAS SISTEMAS DE CRENÇAS E ESQUEMAS DE COMPORTAMENTOS".   Bert Hellinger

"ESTAMOS AQUI PARA APERFEIÇOAR O PROJETO GENÉTICO QUE HERDAMOS DE NOSSOS PAIS. APRENDA A ALEGRAR-SE COM SUA EXISTÊNCIA. AFINE SEUS INSTRUMENTOS, PARA COMPOR UMA NOVA MELODIA PARA SUA VIDA. O MUNDO VAI FICAR MELHOR ATRAVÉS DE VOCÊ".

"AGRADEÇA A SEUS ANCESTRAIS. PERDOE. PENSE POSITIVO SOBRE SUAS ORIGENS. CONCENTRE NOS ESTÍMULOS. SEJA UM OBSERVADOR".   Do livro; "A Ilha que atravessou o Mar".

"A GRATIDÃO AOS ANTEPASSADOS, MELHORA O DESTINO".

"AS PESSOAS NÃO SERÃO CAPAZES DE OLHAR PARA A POSTERIDADE, SE NÃO TIVEREM EM CONSIDERAÇÃO A EXPERIÊNCIA DOS SEUS ANTEPASSADOS".  Edmund Burke.

"UMA PESSOA ESTÁ EM PAZ, QUANDO TODAS AS PESSOAS QUE PERTENCEM A SUA FAMÍLIA TEM UM LUGAR NO SEU CORAÇÃO".

"PRECISAMOS DE TÃO POUCO PARA SERMOS FELIZES. O PROBLEMA É QUE PRECISAMOS DE MUITA PACIÊNCIA PARA COMPREENDERMOS ISTO".

"QUE HAJA PAZ ENTRE OS POVOS, AFINAL SOMOS TODOS IRMÃOS VIVENDO NA MESMA CASA".

"SOMOS TODOS VIAJANTES DESTE TEMPO, DESTE LUGAR. ESTAMOS SÓ DE PASSAGEM. O NOSSO OBJETIVO É OBSERVAR, CRESCER, AMAR E DEPOIS VOLTARMOS PARA CASA".

"AS ESPÉCIES QUE SOBREVIVEM NÃO SÃO AS MAIS FORTES, NEM AS MAIS INTELIGENTES E SIM AQUELAS QUE SE ADAPTAM MELHOR ÀS MUDANÇAS".  Darwin

"CADA UM TERÁ A VISTA DA MONTANHA QUE SUBIR..."

"E AI? VAI ESPERAR A VIDA PASSAR, PARA SE ARREPENDER DAQUILO QUE NÃO FEZ?"

"QUE NOSSAS PROMESSAS SEJAM CUMPRIDAS.
  NOSSAS PRECES SEJAM OUVIDAS
  E NOSSAS LUTAS SEJAM VENCIDAS."

"NÃO IMPORTA O QUE SEUS PAIS FIZERAM, AGORA O RESPONSÁVEL PELA SUA VIDA É VOCÊ..."

"FAMÍLIA NEM SEMPRE É QUESTÃO DE SANGUE. SUA FAMÍLIA SÃO AS PESSOAS QUE QUEREM VOCÊ NA VIDA DELAS. SÃO AS PESSOAS QUE ACEITAM QUEM VOCÊ É. SÃO AS PESSOAS QUE FARIAM QUALQUER COISA PARA TE VER SORRIR. SÃO AQUELES QUE TE AMAM, APESAR DE TUDO..."

"NOSSO DNA NÃO DESBOTA COMO UM PERGAMINHO ANTIGO; NÃO ENFERRUJA NO SOLO, COMO A ESPADA DE UM GUERREIRO MORTO HÁ MUITO TEMPO. NÃO É ERODIDO PELO VENTO OU PELA CHUVA, NEM REDUZIDO A RUÍNAS PELO FOGO E TERREMOTOS. É O VIAJANTE DE UMA TERRA ANTIGA, QUE MORA DENTRO DE TODOS NÓS."   Sykes,2003.


HOMENAGENS:

Família Cappai - (Brasil)

Família Marra e Kersul - (Brasil)


Um passado difícil para os imigrantes e seus primeiros descendentes.